Cita√ß√Ķes sobre Condena√ß√£o

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Frases sobre condena√ß√£o, poemas sobre condena√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre condena√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Amor da Sabedoria Tem Falta de Amor

A sabedoria deve saber que traz em si uma contradição: é louco viver muito sabiamente. Devemos reconhecer que, na loucura que é o amor, há a sabedoria do amor. O amor da sabedoria Рou filosofia Рtem falta de amor. O importante, na vida, é o amor. Com todos os perigos que carrega.
Isto não é suficiente. Se o mal de que sofremos e fazemos sofrer é a incompreensão de outrem, a autojustificação, a mentira de si próprio (self-deception), então a via da ética Рe é aí que introduzirei a sabedoria Рestá no esforço de compreensão e não na condenação Рno auto-exame que comporta a autocrítica e que se esforça por reconhecer a mentira de si próprio.

Este país não pode melhorar enquanto o governo gastar todo o seu dinheiro na propaganda da rosca e a oposição colocar todo seu esforço na condenação do furo.

O Professor como Mestre

N√£o me basta o professor honesto e cumpridor dos seus deveres; a sua norma √© burocr√°tica e vejo-o como pouco mais fazendo do que exercer a sua profiss√£o; estou pronto a conceder-lhe todas as qualidades, uma relativa intelig√™ncia e aquele saber que lhe assegura superioridade ante a classe; acho-o digno dos louvores oficiais e das aten√ß√Ķes das pessoas mais s√©rias; creio mesmo que tal distin√ß√£o foi expressamente criada para ele e seus pares. De resto, √© sempre poss√≠vel a compara√ß√£o com tipos inferiores de humanidade; e ante eles o professor exemplar aparece cheio de m√©rito. Simplesmente, notaremos que o ser mestre n√£o √© de modo algum um emprego e que a sua actividade se n√£o pode aferir pelos m√©todos correntes; ganhar a vida √© no professor um acr√©scimo e n√£o o alvo; e o que importa, no seu ju√≠zo final, n√£o √© a ideia que fazem dele os homens do tempo; o que verdadeiramente h√°-de pesar na balan√ßa √© a pedra que lan√ßou para os alicerces do futuro.
A sua contribuição terá sido mínima se o não moveu a tomar o caminho de mestre um imenso amor da humanidade e a clara inteligência dos destinos a que o espírito o chama;

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A Necessidade do Próximo

N√≥s s√≥ sentimos agrado para com os semelhantes – ou seja pelas imagens de n√≥s pr√≥prios – quando sentimos comprazimento connosco. E quanto mais estamos contentes connosco, mais detestamos o que nos √© estranho: a avers√£o pelo que nos √© estranho est√° na propor√ß√£o da estima que temos por n√≥s. √Č em consequ√™ncia dessa avers√£o que n√≥s destru√≠mos tudo o que √© estranho, ao qual assim mostramos o nosso distanciamento.
Mas o menosprezo por nós próprios pode levar-nos a uma compaixão geral para com a humanidade e pode ser utilizado, intencionalmente, para uma aproximação com os demais.
Temos necessidade do próximo para nos esquecermos de nós mesmos: o que leva à sociabilidade com muita gente.
Somos dados a supor que também os outros têm desgosto com o que são; quando isto se verifica, então receberemos uma grande alegria: afinal, estamos na mesma situação.
E, talqualmente nos vemos forçados a suportar-nos, apesar do desgosto que temos com aquilo que somos, assim nos habituamos a suportar os nossos semelhantes.
Assim, nós deixamos de desprezar os outros; a aversão para com eles diminui, e dá-se a reaproximação.
Eis porque, em virtude da doutrina do pecado e da condenação universal,

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A Hipocrisia do Ser

Para que servem esses p√≠ncaros elevados da filosofia, em cima dos quais nenhum ser humano se pode colocar, e essas regras que excedem a nossa pr√°tica e as nossas for√ßas? Vejo frequentes vezes proporem-nos modelos de vida que nem quem os prop√Ķe nem os seus auditores t√™m alguma esperan√ßa de seguir ou, o que √© pior, desejo de o fazer. Da mesma folha de papel onde acabou de escrever uma senten√ßa de condena√ß√£o de um adult√©rio, o juiz rasga um peda√ßo para enviar um bilhetinho amoroso √† mulher de um colega. Aquela com quem acabais de ilicitamente dar uma cambalhota, pouco depois e na vossa pr√≥pria presen√ßa, bradar√° contra uma similar transgress√£o de uma sua amiga com mais severidade que o faria P√≥rcia.
E h√° quem condene homens √† morte por crimes que nem sequer considera transgress√Ķes. Quando jovem, vi um gentil-homem apresentar ao povo, com uma m√£o, versos de not√°vel beleza e licenciosidade, e com outra, a mais belicosa reforma teol√≥gica de que o mundo, de h√° muito √†quela parte, teve not√≠cia.
Assim v√£o os homens. Deixa-se que as leis e os preceitos sigam o seu caminho: n√≥s tomamos outro, n√£o s√≥ por desregramento de costumes, mas tamb√©m frequentemente por termos opini√Ķes e ju√≠zos que lhes s√£o contr√°rios.

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O Homem Magn√Ęnimo

O homem magn√Ęnimo deseja ocupar-se de poucas coisas, e estas t√™m de ser verdadeiramente grandes aos seus pr√≥prios olhos, e n√£o porque outros assim pensem. Para o homem dotado de uma alma grande, a opini√£o solit√°ria de um √ļnico homem bom conta mais que a opini√£o de uma multid√£o. Foi o que disse Ant√≠fon, ap√≥s a sua condena√ß√£o, quando Agat√£o o cumprimentou pelo brilho de sua autodefesa.

Quando uma mulher nova tem uma fraqueza que se torna p√ļblica, toda a gente tem o perd√£o no cora√ß√£o e a condena√ß√£o nos l√°bios.

As palavras são a nossa condenação. Com palavras se ama, com palavras se odeia. E, suprema irrisão, ama-se e odeia-se com as mesmas palavras!

Tabacaria

N√£o sou nada.
Nunca serei nada.
N√£o posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milh√Ķes do mundo que ningu√©m sabe quem √©
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a p√īr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje l√ļcido, como se estivesse para morrer,
E n√£o tivesse mais irmandade com as coisas
Sen√£o uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.

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O que Distingue os Felizes dos Outros

o que distingue os felizes dos outros é a força da sua condenação, todos estamos condenados a morrer mas poucos a viver, há que saber articular o que tem de ser no interior do que temos, encontrar espaço, adaptar o que tem de ser ao que não podia ser, conseguir passar ileso é uma utopia, temos de saber que vai doer e ir na mesma, ir ainda mais, os momentos de felicidade são só aqueles em que acontece o que não podia acontecer,
mas tem de ser.

Os homens‚Ķ s√£o facilmente induzidos a acreditar em um modo maravilhoso em que todos podem ser amigos uns dos outros, especialmente quando algu√©m √© ouvido denunciando os males agora existentes nos estados, fatos sobre contratos, condena√ß√Ķes por perj√ļrio, lisonjas de homens ricos e similares, que dizem surgir fora da posse da propriedade privada. Estes males, no entanto, s√£o devidos a uma causa muito diferente ‚Äď a maldade da natureza humana.

Libertação não é liberdade; o forçado sai das galés, mas é perseguido pela condenação.

Tive um Cavalo de Cart√£o

Mulher. A tua pele branca foi um verão que quis viver e me foi negado. Um caminho que não me enganou. Enganou-me a luz e os olhos foscos das manhãs revividas. Enganou-me um sonho de poder ser o filho que fui, a correr pelos campos todo o dia, a medir as searas pelo tamanho dos braços abertos; enganou-me um sonho de poder ser o filho que fui no teu homem e no teu rosto, no teu filho, nosso. Não há manhãs para reviver, sei-o hoje. Não se podem construir dias novos sobre manhãs que se recordam. Inventei-te talvez, partindo de uma estrela como todas estas. Quis ter uma estrela e dar-lhe as manhãs de julho. As grandes manhãs de julho diante de casa e a minha mãe a acabar o almoço bom e o meu pai a chegar e a ralhar, sem ser a sério, por o almoço não estar pronto e eu sentado na terra, talvez a fazer um barroco, talvez a brincar com o cavalo de cartão. Tive um cavalo de cartão. Nunca te contei, pouco te contei, mas tive um cavalo de cartão. Brincava com ele e era bonito. Gostava muito dele. Tanto. Tanto. Tanto. Quando o meu pai mo trouxe,

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O Coração é o Seu Amigo

O verdadeiro problema reside na mente, porque a mente √© formada pela sociedade humana e especialmente projectada para nos manter escravizados. O corpo tem uma beleza pr√≥pria. Ainda faz parte das √°rvores e do oceano, das montanhas e das estrelas. N√£o foi contaminado pela sociedade nem foi envenenado pelas igrejas, pelas religi√Ķes e pelos padres. Mas a mente foi completamente condicionada e distorcida ao receber ideias que s√£o totalmente falsas. A nossa mente funciona quase como uma m√°scara que esconde o nosso verdadeiro rosto.
A arte da medita√ß√£o consiste em transcender a mente, e o Oriente dedicou toda a sua intelig√™ncia e todo o seu g√©nio durante quase dez mil anos a um √ļnico objectivo: descobrir a maneira de transcender a mente e os seus condicionamentos. Do esfor√ßo de dez mil anos resultou o aperfei√ßoamento do m√©todo da medita√ß√£o.
Em poucas palavras, medita√ß√£o significa olhar para a mente, observar a mente. Tente examinar a mente, olhando em sil√™ncio para ela – sem explica√ß√Ķes, sem aprecia√ß√Ķes, sem condena√ß√Ķes, sem qualquer julgamento, a favor ou contra -, observe-a apenas, como se n√£o tivesse nada a ver com ela. Aprecie apenas o tr√°fego que vai na mente. E o milagre da medita√ß√£o faz com que,

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A Maldade Espiritualiza-se

O julgamento e a condena√ß√£o morais s√£o a vingan√ßa predilecta dos esp√≠ritos tacanhos para com os que s√£o menos, al√©m de uma esp√©cie de indemniza√ß√£o por terem sido mal dotados pela natureza, e finalmente uma oportunidade de eles pr√≥prios obterem esp√≠rito e tornarem-se finos: – a maldade espiritualiza-se. Bem no fundo do cora√ß√£o agrada-lhes que exista um padr√£o que ponha ao seu n√≠vel os abundantemente dotados de bens e privil√©gios de esp√≠rito: – lutam pela ¬ęigualdade de todos perante Deus¬Ľ e para isso √© que quase precisam da f√© em Deus.

O que demonstra que os homens conhecem os seus defeitos melhor do que se pensa, é que nunca têm razão quando falam da sua conduta: o mesmo amor-próprio que geralmente os cega esclarece-os então e dá-lhes ideias tão justas que os leva a suprimir ou a disfarçar as mais pequenas coisas que mereçam condenação.

A Mancha Humana

– √Č o resultado de ter sido criado entre n√≥s – disse Faunia. – √Č o resultado de passar toda a vida com pessoas como n√≥s. A mancha humana – acrescentou, mas sem repulsa, desprezo ou condena√ß√£o. Nem sequer com tristeza. As coisas s√£o como s√£o – √† sua maneira seca e concisa, era s√≥ isso que ela estava a dizer √† rapariga que dava de comer √† serpente: n√≥s deixamos uma mancha, deixamos um rasto, deixamos a nossa marca. Impureza, crueldade, mau trato, erro, excremento, s√©men. N√£o h√° outra maneira de estar aqui. N√£o tem nada a ver com desobedi√™ncia. Nem com gra√ßa, ou salva√ß√£o, ou reden√ß√£o. Est√° em todos. Sopro interior. Inerente. Determinante. A mancha que existe antes da sua marca. Sem o sinal de que est√° l√°. A mancha que √© t√£o intr√≠nseca que n√£o precisa de uma marca. A mancha que precede a desobedi√™ncia, que engloba a desobedi√™ncia e confunde toda e qualquer explica√ß√£o e compreens√£o. √Č por isso que toda a purifica√ß√£o √© uma anedota. √Č uma anedota b√°sica, ainda por cima. A fantasia da pureza √© aterradora. √Č demencial. O que √° √Ęnsia de purificar sen√£o impureza?

Tudo quanto estava a dizer acerca da mancha era que ela é inelutável.

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Para o Jornalista, Tudo o que é Provável é Verdade

¬ęPara o jornalista, tudo o que √© prov√°vel √© verdade¬Ľ. Trata-se dum axioma estupendo, como tudo o que Balzac inventa. Reflectindo nele, n√≥s percebemos quantas falsidades se explicam e quantas arranhadelas na sensibilidade se resumem a fanfarronices e n√£o a conhecimento dos factos. Em geral, o pequeno jornalista √© um profeta da Imprensa no que toca a banalidades, e um imprudente no que se refere a coisas s√©rias. Quando Balzac refere que a cr√≠tica s√≥ serve para fazer viver o cr√≠tico, isto estende-se a muitas outras tend√™ncias do jornalista: o folhetinista, que √© o que Camilo fazia nas gazetas do Porto (…). Eu pr√≥pria n√£o estou isenta duma soma de articulismos, de recursos √† blague, de gra√ßas adapt√°veis, de frequenta√ß√£o do lado mau da imagina√ß√£o, de rid√≠culos, de fastidiosos conselhos, de discursos convencionais, de condena√ß√Ķes f√°ceis, de birras imbecis, de poesia de barbeiro, de eleg√Ęncias chatas, de canibalismo vulgar, de panfletismo ¬ębom cidad√£o¬Ľ. Quando n√£o sou nada disso, sou assunto para jornais, mas n√£o sou jornalista.

A suprema condena√ß√£o n√£o √© a morte, s√≠mbolo e princ√≠pio da err√Ęncia infinita, mas a sua impossibilidade.