Passagens sobre Discípulos

32 resultados
Frases sobre disc√≠pulos, poemas sobre disc√≠pulos e outras passagens sobre disc√≠pulos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Na noite de Pentecostes, a ¬ęrespira√ß√£o¬Ľ do Cristo Ressuscitado enche de vida os pulm√Ķes da Igreja; e, com efeito, as bocas dos disc√≠pulos, ¬ęcheios o Esp√≠rito Santo¬Ľ (Atos dos Ap√≥stolos 2: 1-11), abrem-se para proclamar a todos as grandes obrar de Deus.

√Č preciso que o disc√≠pulo da sabedoria tenha o cora√ß√£o grande e corajoso. O fardo √© pesado e a viagem longa.

A Igreja é exactamente aquilo contra o qual Jesus pregou e contra aquilo pelo qual ensinou os discípulos a lutarem.

Na Bíblia, a montanha representa o lugar da proximidade com Deus e do encontro íntimo com Ele; o lugar da oração, onde sentir a presença do Senhor. Lá em cima, no monte, Jesus mostra-Se aos três discípulos, transfigurado, luminoso, belíssimo.

Agradar ao Vulgo é Mau Sinal

¬ęNunca pretendi agradar ao vulgo; daquilo que eu sei o vulgo n√£o gosta, daquilo que o vulgo gosta n√£o quero eu saber.¬Ľ Quem √© o autor? Pareces pensar que eu ignoro que pessoa √© o meu disc√≠pulo!… √Č Epicuro; mas o mesmo te dir√£o os mestres de todas as outras escolas, peripat√©ticos, acad√©micos, est√≥icos, c√≠nicos. Como pode de facto agradar ao vulgo algu√©m a quem s√≥ a virtude agrada? N√£o se conquista o favor popular por processos limpos. Ter√°s de igualar-te primeiro ao vulgo, que s√≥ te aprovar√° quando te considerar um dos seus. Ora para a tua forma√ß√£o a opini√£o que tenhas sobre ti mesmo importa muito mais do que a dos outros. A amizade de pessoas d√ļbias s√≥ se concilia por processos d√ļbios.
Em que te ajudar√° nisto a filosofia, essa arte excelsa que a tudo sobreleva? Precisamente em levar-te a querer agradar mais a ti do que ao vulgo, a avaliar a qualidade, e n√£o o n√ļmero, das pessoas que emitem ju√≠zos sobre ti, a viver sem temor dos deuses ou dos homens, a poder vencer a adversidade ou a p√īr-lhe cobro.

Toda a verdade convicta cria logo discípulos. Porque o que seduz na força da verdade é a verdade da sua força. Com a verdade criou-se um sistema, com a força pode criar-se um império. E o domínio importa mais do que o saber. A verdade é impessoal, o domínio não.

Empatia com as Fraquezas

A admiração que um discípulo deve ao seu mestre oculta muitas vezes, e nem sempre de modo consciente, uma certa satisfação sentida pela observação das suas fraquezas, pelas quais ele se lhe sente ligado, justificado nas próprias fraquezas e dispensado de produzir qualquer outra prova legitimando a sua ligação.

Quem for fundamentalmente um mestre, apenas toma a sério tudo o que se relaciona com os seus discípulos, Рincluindo a si próprio.

A Cautela dos Espíritos Livres

Os homens de esp√≠rito livre, que vivem s√≥ para o conhecimento, em breve achar√£o ter alcan√ßado a sua definitiva posi√ß√£o relativamente √† sociedade e ao Estado e, por exemplo, dar-se-√£o de bom grado por satisfeitos com um pequeno emprego ou com uma fortuna que chega √† justa para viver; pois arranjar-se-√£o para viver de maneira que uma grande transforma√ß√£o dos bens materiais, at√© mesmo um derrube da ordem pol√≠tica, n√£o deite tamb√©m abaixo a sua vida. Em todas essas coisas eles gastam a menor energia poss√≠vel, de modo a poderem imergir, com todas as for√ßas reunidas e, por assim dizer, com um grande f√īlego, no elemento do conhecimento. Podem, assim, ter esperan√ßa de mergulhar profundamente e tamb√©m de, talvez, verem bem at√© ao fundo.
De um dado acontecimento, um tal esp√≠rito pegar√° de bom grado s√≥ numa ponta: ele n√£o gosta das coisas em toda a sua amplitude e superabund√Ęncia das suas pregas, pois n√£o se quer emaranhar nelas. Tamb√©m ele conhece os dias de semana da falta de liberdade, da depend√™ncia, da servid√£o. Mas, de tempos a tempos, tem de lhe aparecer um domingo de liberdade, sen√£o ele n√£o suportar√° a vida. √Č prov√°vel que mesmo o seu amor pelos seres humanos seja cauteloso e com pouco f√īlego,

Continue lendo…

O Primitivo Reina na Civilização Actual

Todo o crescimento de possibilidades concretas que a vida experimentou corre risco de se anular a si mesmo ao topar com o mais pavoroso problema sobrevindo no destino europeu e que de novo formulo: apoderou-se da dire√ß√£o social um tipo de homem a quem n√£o interessam os princ√≠pios da civiliza√ß√£o. N√£o os desta ou os daquela, mas ‚Äď ao que hoje pode julgar-se ‚Äď os de nenhuma. Interessam-lhe evidentemente os anest√©sicos, os autom√≥veis e algumas coisas mais. Mas isto confirma o seu radical desinteresse pela civiliza√ß√£o. Pois estas coisas s√£o s√≥ produtos dela, e o fervor que se lhes dedica faz ressaltar mais cruamente a insensibilidade para os princ√≠pios de que nascem. Baste fazer constar este fato: desde que existem as nuove scienze, as ci√™ncias f√≠sicas ‚Äď portanto, desde o Renascimento ‚Äď, o entusiasmo por elas havia aumentado sem colapso, ao longo do tempo. Mais concretamente: o n√ļmero de pessoas que em propor√ß√£o se dedicavam a essas puras investiga√ß√Ķes era maior em cada gera√ß√£o. O primeiro caso de retrocesso ‚Äď repito, proporcional ‚Äď produziu-se na gera√ß√£o que hoje vai dos vinte aos trinta anos. Nos laborat√≥rios de ci√™ncia pura come√ßa a ser dif√≠cil atrair disc√≠pulos. E isso acontece quando a ind√ļstria alcan√ßa o seu maior desenvolvimento e quando as pessoas mostram maior apetite pelo uso de aparelhos e medicinas criados pela ci√™ncia.

Continue lendo…

São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de não se conformarem.

Na minha vida ainda preciso de discípulos, e se os meus livros não serviram de anzol, falharam a sua intenção. O melhor e essencial só se pode comunicar de homem para homem.

Se Maquiavel tivesse tido um príncipe como discípulo, a primeira coisa que teria lhe recomendado era escrever um livro contra o maquiavelismo.

O Que Procuro na Literatura

Que √© que eu procuro na literatura? Que √© que me arrasta para este combate intermin√°vel e sempre votado ao fracasso? Como √© imbecil pensar-se que se escreve para se ¬ęter nome¬Ľ e as vantagens que nisso v√™m. Espera-se decerto sempre fazer melhor, mas s√≥ porque sempre se falhou. Assim se sabe tamb√©m que se vai falhar de novo. N√£o se escreve para ningu√©m, o problema decide-se apenas entre n√≥s e n√≥s. Mas h√° um lugar inating√≠vel e cada nova tentativa √© uma tentativa para o alcan√ßar.
O desejo que nos anima é o de fixar, segurar pela palavra o que entrevemos e se nos furta. Julgamos às vezes que o atingimos, mas logo se sabe que não. Miragem perene de uma presença luminosa, de um absoluto de estarmos inundados dessa evidência, encantamento que nos deslumbra no instante e nesse instante se dissolve.
O que me arrasta nesta luta sem fim é o aceno de uma plenitude de ser, a integração perfeita do que sou no milagre que me entreluz, a transfiguração de mim e do mundo no que fulgura e vai morrer.
Recaído de cada vez no mais baixo, na grossa naturalidade de que sou feito,

Continue lendo…

Do Juízo Estético

Toda a arte pressup√Ķe regras na base das quais uma produ√ß√£o, se deve considerar-se art√≠stica, √© representada, em primeiro lugar, como poss√≠vel; mas o conceito das belas-artes n√£o permite derivar o ju√≠zo sobre a beleza da produ√ß√£o de qualquer regra que tenha um conceito como princ√≠pio determinante, em virtude de p√īr como fundamento um conceito do modo por que tal √© poss√≠vel. Assim, a arte do belo n√£o pode inventar ela mesma a regra segundo a qual realizar√° a sua produ√ß√£o. Mas, como sem regra anterior um produto n√£o pode ser art√≠stico, √© necess√°rio que a natureza d√™ a regra de arte ao pr√≥prio sujeito (na concord√Ęncia das suas faculdades), isto √©, as belas-artes s√≥ podem ser o produto do g√©nio.
Da√≠ se conclui: 1¬ļ Que o g√©nio √© o talento de produzir aquilo de que se n√£o pode dar regra determinada, mas n√£o √© a aptid√£o para o que pode ser apreendido consoante uma qualquer regra; portanto, a sua primeira caracter√≠stica √© a originalidade. 2¬ļ Que as suas produ√ß√Ķes, visto que o absurdo tamb√©m pode ser original, devem simultaneamente ser modelos, isto √©, ser exemplares; por consequ√™ncia, n√£o sendo obras de imita√ß√£o, t√™m de ser propostas √† imita√ß√£o das outras,

Continue lendo…