Cita√ß√Ķes sobre Dom√≠nio

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Frases sobre dom√≠nio, poemas sobre dom√≠nio e outras cita√ß√Ķes sobre dom√≠nio para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

√Č Preciso Aprender a Amar

Que se passa para n√≥s no dom√≠nio musical? Devemos em primeiro lugar aprender a ouvir um motivo, uma √°ria, de uma maneira geral, a perceb√™-lo, a distingui-lo, a limit√°-lo e isol√°-lo na sua vida pr√≥pria; devemos em seguida fazer um esfor√ßo de boa vontade ‚ÄĒ para o suportar, mau-grado a sua novidade ‚ÄĒ para admitir o seu aspecto, a sua express√£o fision√≥mica ‚ÄĒ e de caridade ‚ÄĒ para tolerar a sua estranheza; chega enfim o momento em que j√° estamos afeitos, em que o esperamos, em que pressentimos que nos faltaria se n√£o viesse; a partir de ent√£o continua sem cessar a exercer sobre n√≥s a sua press√£o e o seu encanto e, entretanto, tornamo-nos os seus humildes adoradores, os seus fi√©is encantados que n√£o pedem mais nada ao mundo, sen√£o ele, ainda ele, sempre ele.
N√£o sucede assim s√≥ com a m√ļsica: foi da mesma maneira que aprendemos a amar tudo o que amamos. A nossa boa vontade, a nossa paci√™ncia, a nossa equanimidade, a nossa suavidade com as coisas que nos s√£o novas acabam sempre por ser pagas, porque as coisas, pouco a pouco, se despojam para n√≥s do seu v√©u e apresentam-se a nossos olhos como indiz√≠veis belezas: √© o agradecimento da nossa hospitalidade.

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Toda a verdade convicta cria logo discípulos. Porque o que seduz na força da verdade é a verdade da sua força. Com a verdade criou-se um sistema, com a força pode criar-se um império. E o domínio importa mais do que o saber. A verdade é impessoal, o domínio não.

O ci√ļme. Que irritante. Ele √© uma express√£o da avidez da propriedade. Ou da petul√Ęncia do dom√≠nio. Ou do gosto da escraviza√ß√£o.

O Despotismo do Homem Vulgar

A hist√≥ria europ√©ia parece, pela primeira vez, entregue √† decis√£o do homem vulgar como tal. Ou dito em voz activa: o homem vulgar, antes dirigido, resolveu governar o mundo. Esta resolu√ß√£o de avan√ßar para o primeiro plano social produziu-se nele, automaticamente, mal chegou a amadurecer o novo tipo de homem que ele representa. Se, atendendo aos defeitos da vida p√ļblica, estuda-se a estrutura psicol√≥gica deste novo tipo de homem-massa, encontra-se o seguinte: 1¬ļ, uma impress√£o nativa e radical de que a vida √© f√°cil, abastada, sem limita√ß√Ķes tr√°gicas; portanto, cada indiv√≠duo m√©dio encontra em si mesmo uma sensa√ß√£o de dom√≠nio e triunfo que, 2¬ļ, convida-o a afirmar-se a si mesmo tal qual √©, a considerar bom e completo o seu haver moral e intelectual. Este contentamento consigo mesmo leva-o a fechar-se em si mesmo para toda a inst√Ęncia exterior, a n√£o ouvir, a n√£o p√īr em tela de ju√≠zo as suas opini√Ķes e a n√£o contar com os demais. A sua sensa√ß√£o √≠ntima de dom√≠nio incita-o constantemente a exercer predom√≠nio. Actuar√°, pois, como se somente ele e os seus cong√©neres existissem no mundo; portanto, 3¬ļ, intervir√° em tudo impondo a sua vulgar opini√£o, sem considera√ß√Ķes, contempla√ß√Ķes, tr√Ęmites nem reservas; quer dizer,

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Controle da Alma

Lembra o retiro que te oferece esse pequeno dom√≠nio que √©s tu mesmo; acima de tudo, n√£o te inquietes nem te oponhas, mas permanece livre e encara as coisas virilmente, como homem, como cidad√£o, como mortal. E, naquilo em que meditares mais frequentemente, estejam presentes estas duas verdades fundamentais: uma, que as coisas n√£o afectam a alma, mas permanecem im√≥veis, fora dela, e as nossas perturba√ß√Ķes resultam unicamente da opini√£o interior que a alma delas forma; outra, que tudo quanto contemplas mudar√° dentro de um instante e n√£o mais existir√°. Pensa em quantas mudan√ßas j√° assististe. O cosmos √© muta√ß√£o; a vida, opini√£o.
Se suprimires a tua opinião sobre aquilo que te parece causar sofrimento, alcançarás perfeita segurança. Tu, quem? A razão. Mas eu não sou apenas razão. Seja. Então, que a razão não se perturbe a si mesma. Mas se outra parte de ti sofrer, que ela opine sobre si própria.

O gênio não é mais do que a virtude sobrenatural da humildade no domínio do pensamento.

√Č o insatisfeito, como era natural, que junta alguma coisa √† realidade; desde que o homem se encontre bem na vida a for√ßa que o levava a criar, seja qual for o dom√≠nio, afrouxa e estaca.

Os Amigos S√£o Pessoas que se Preferem

Se h√° um lugar onde a integridade pr√≥pria n√£o √© amea√ßada pela falta de verdade e pela aus√™ncia de liberdade, ele √©, sem d√ļvida, a amizade. Os amigos s√£o pessoas que se preferem. Cada amigo √©, por isso, uma rejei√ß√£o de muitas outras. Querer ser ¬ęamigo de toda a gente¬Ľ, usar indeliberadamente as palavras amigo e amiga para descrever todos os conhecimentos indistintivamente, prezar a amizade como valor abstracto sem investir energicamente numa pr√°tica particular – tudo isto √© um ego√≠smo guloso, escondendo a frieza e o interesse em reifica√ß√Ķes abstrusas de conceitos demasiado gerais, inevitavelmente presos a vis√Ķes fraudulentas da ¬ęhumanidade¬Ľ.

Recear a cria√ß√£o de inimigos √© querer impedir, logo √† partida, a cria√ß√£o de uma amizade. Uma das trag√©dias da nossa idade √© a invas√£o do dom√≠nio pessoal por valores que pertencem apenas ao dom√≠nio social. Assim, a liberdade, por exemplo, passou a ser um verdadeiro constrangimento do amor, da amizade. Certas no√ß√Ķes de autonomia acabam por destruir a base profunda de uma rela√ß√£o humana s√©ria e sentida: a lealdade. N√£o se pode querer amar e ser amado sem prescindir daquilo que se preza ser a ¬ęliberdade¬Ľ. A lealdade √© um constrangimento que se aceita e que se cumpre em nome de algo (de algu√©m) que se julga (porque se ama) mais precioso que a liberdade.

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A Miss√£o da Assembleia da Rep√ļblica

Se ontem se podia afirmar que a miss√£o hist√≥rica da Assembleia Constituinte consistia em dar viabilidade √† democracia em Portugal, hoje podemos dizer que sobre a Assembleia da Rep√ļblica recai o essencial da tarefa de a concretizar na pr√°tica do Estado que a recente Constitui√ß√£o reformulou. (…) A Assembleia da Rep√ļblica tem de vir a ser a consci√™ncia pol√≠tica vis√≠vel deste Povo, tornando-se num espelho fiel das suas necessidades e anseios, das suas dificuldades e esperan√ßas e, ao mesmo tempo, no centro impulsionador da ac√ß√£o colectiva. (…) A Assembleia da Rep√ļblica tem de ser o espa√ßo da cr√≠tica justa e l√ļcida ao Governo e √† administra√ß√£o p√ļblica e da den√ļncia oportuna das situa√ß√Ķes que intoleravelmente oprimem, exploram e alienam a pessoa humana, lembrando tamb√©m a cada momento o que, sendo exequ√≠vel, ainda n√£o foi feito no dom√≠nio da a√ß√£o do Estado e dos poderes locais.

O Professor como Mestre

N√£o me basta o professor honesto e cumpridor dos seus deveres; a sua norma √© burocr√°tica e vejo-o como pouco mais fazendo do que exercer a sua profiss√£o; estou pronto a conceder-lhe todas as qualidades, uma relativa intelig√™ncia e aquele saber que lhe assegura superioridade ante a classe; acho-o digno dos louvores oficiais e das aten√ß√Ķes das pessoas mais s√©rias; creio mesmo que tal distin√ß√£o foi expressamente criada para ele e seus pares. De resto, √© sempre poss√≠vel a compara√ß√£o com tipos inferiores de humanidade; e ante eles o professor exemplar aparece cheio de m√©rito. Simplesmente, notaremos que o ser mestre n√£o √© de modo algum um emprego e que a sua actividade se n√£o pode aferir pelos m√©todos correntes; ganhar a vida √© no professor um acr√©scimo e n√£o o alvo; e o que importa, no seu ju√≠zo final, n√£o √© a ideia que fazem dele os homens do tempo; o que verdadeiramente h√°-de pesar na balan√ßa √© a pedra que lan√ßou para os alicerces do futuro.
A sua contribuição terá sido mínima se o não moveu a tomar o caminho de mestre um imenso amor da humanidade e a clara inteligência dos destinos a que o espírito o chama;

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A Soberania da Alma

A alma sabe que as verdadeiras riquezas não se encontram onde nós as amontoamos: é a alma que nós devemos encher, não o cofre! Àquela devemos nós conceder o domínio sobre tudo, atribuir a posse da natureza inteira de modo a que os seus limites coincidam com o oriente e o ocaso, a que a alma, identicamente aos deuses, tudo possua, olhando soberanamente do alto os ricos e as suas riquezas Рesses ricos a quem menos alegria proporciona o que têm do que tristeza lhes dá o que aos outros pertence! Quando se eleva a tais alturas, a alma passa a cuidar do corpo (esse mal necessário!), não como amigo fiel, mas apenas como tutor, sem se submeter à vontade de quem está sob sua tutela.
Ningu√©m pode simultaneamente ser livre e escravo do corpo: para j√° n√£o falar de outras tiranias que o excessivo cuidado com ele nos imp√Ķe, a soberania do corpo tem exig√™ncias que s√£o aut√™nticos caprichos. A alma desprende-se dele ora com serenidade, ora de firme prop√≥sito – busca a sua sa√≠da sem se importar com a sorte dessa pobre coisa que para a√≠ fica! N√≥s n√£o ligamos import√Ęncia aos p√™los da barba ou aos cabelos que acab√°mos de cortar;

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Depravação e Génio

Uma vez que a maior parte das pessoas encara a santidade como qualquer coisa insulsa e conforme a uma pureza legal, é provável que a depravação represente uma maneira do génio dos sentidos, quer dizer, de desvio até ao extremo de uma vertente descida em liberdade e exterior às regras. Disto resulta que o génio, tal como é aceite, ou antes, tal como é tolerado, constitua uma depravação espiritual análoga a uma depravação dos sentidos. Muitas vezes uma arrasta a outra, e é raro um génio das letras, da escultura ou da pintura não se denunciar e, mesmo que lá não meta a sua carne, fazer prova de uma liberdade de ver, sentir e admirar que ultrapassa os limites consentidos.
(…) Acontece que nos interrogamos com estupefac√ß√£o sobre as in√ļmeras deprava√ß√Ķes de bairro lim√≠trofe que a pol√≠cia e os hospitais testemunham. S√≥ poderemos ver nelas o meandro onde os med√≠ocres se perdem quando decidem deixar-se arrastar e sair das regras que lhes foram destinadas.
Traduzam-se estas deprava√ß√Ķes noutra l√≠ngua, d√™-se-lhes eleva√ß√£o, transcend√™ncia, sejam elas revestidas de intelig√™ncia, e obter-se-√† uma imagem em ponto pequeno das altas deprava√ß√Ķes que as obras-primas da arte nos valem.
Tal como Picasso apanha o que encontra no lixo e o eleva à dignidade de servir,

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O Campo da Experiência Nunca nos Satisfaz

Sendo todos os princ√≠pios do nosso entendimento apenas aplic√°veis a objectos da experi√™ncia poss√≠vel, toma-se evidente que todo racioc√≠nio racional, que se aplica √†s coisas situadas fora das condi√ß√Ķes da experi√™ncia, ao inv√©s de alcan√ßar a verdade, apenas deve necessariamente chegar a uma apar√™ncia e a uma ilus√£o.
Mas o que caracteriza tal ilus√£o √© que ela √© inevit√°vel (‚Ķ) a tal ponto que, mesmo quando j√° nos apercebemos da sua falsidade, nos n√£o podemos libertar dela. (…) De facto, o campo da experi√™ncia nunca nos satisfaz. (…) A nossa raz√£o, para se satisfazer, deve, pois, necessariamente, tentar ultrapassar os limites da experi√™ncia e, por consequ√™ncia, persuadir-se infalivelmente de que por esse caminho alcan√ßar√° a extens√£o e a integralidade dos seus conhecimentos, coisa que ela n√£o pode encontrar no campo dos fen√≥menos. Mas esta persuas√£o √© uma ilus√£o completa: estando totalmente para al√©m dos limites da nossa experi√™ncia sens√≠vel todos os conceitos e princ√≠pios do entendimento, e n√£o podendo ent√£o ser aplicados a qualquer objecto, a raz√£o ilude-se a si mesma quando atribui um valor objectivo a m√°ximas completamente subjectivas, que, na realidade, apenas admite para sua pr√≥pria satisfa√ß√£o.
(…) Todos os nossos racioc√≠nios que pretendem sair do campo da experi√™ncia s√£o ilus√≥rios e infundamentados.

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A Doutrina da Humanidade

Ter suficiente domínio sobre si mesmo para julgar os outros em comparação consigo e agir em relação a eles como nós quereríamos que eles agissem para connosco é o que se pode chamar a doutrina da humanidade; nada há mais para além disso.
Se não se tem um coração misericordioso e compassivo, não se é um homem; se não se têm os sentimentos da vergonha e da aversão, não se é um homem; se não se têm os sentimentos da abnegação e da cortesia, não se é um homem; se não se tem o sentimento da verdade e do falso ou do justo e do injusto, não se é um homem. Um coração misericordioso e compassivo é o princípio da humanidade; o sentimento da vergonha e da aversão é o princípio da equidade e da justiça; o sentimento da abnegação e da cortesia é o princípio do convívio social; o sentimento do verdadeiro e do falso ou do justo e injusto é o princípio da sabedoria. Os homens têm estes quatro princípios, do mesmo modo que têm quatro membros.

O Problema da Especialização

O dom√≠nio dos factos explic√°veis pela ci√™ncia alargou enormemente, e o conhecimento te√≥rico em todos os campos da ci√™ncia tem sido aprofundado, para al√©m do que podia esperar-se. A capacidade de compreens√£o humana, por√©m, √© e ser√° sempre muito limitada. Assim n√£o podia deixar de acontecer que a actividade do investigador individual tivesse que restringir-se a um sector, cada vez mais limitado, do conhecimento cient√≠fico geral. Mas o mais grave √© que esta especializa√ß√£o faz que a compreens√£o geral da ci√™ncia como um todo ‚ÄĒ sem a qual o verdadeiro investigador cristaliza for√ßosamente ‚ÄĒ tenha de marcar passo com a evolu√ß√£o, o que se torna cada vez mais dif√≠cil. Cria-se, assim, uma situa√ß√£o id√™ntica √†quela que, na B√≠blia, √© simbolicamente representada pela Hist√≥ria da torre de Babel. Todo o investigador honesto tem a dolorosa consci√™ncia dessa limita√ß√£o involunt√°ria a um c√≠rculo de compreens√£o cada vez mais apertado, que amea√ßa roubar as grandes perspectivas ao investigador e o reduz a simples obreiro.

A Gravidade e a Seriedade nem Sempre andam Juntas

Tomar a verdade a s√©rio! De quantas maneiras diferentes n√£o entendem os homens esta frase! S√£o as mesmas opini√Ķes, as mesmas formas de exame e de demonstra√ß√£o que um pensador considera com uma ligeireza quando as aplica por si pr√≥prio – sucumbiu-lhes para sua vergonha, neste ou naquele momento da sua vida -, s√£o essas mesmas opini√Ķes, esses mesmos m√©todos que podem dar a um artista, quando com eles se choca e com eles vive algum tempo, a consci√™ncia de ter sido dominado pela profunda gravidade da verdade, de ter mostrado – coisa espantosa -, ainda que artista, a mais s√©ria necessidade do contr√°rio da apar√™ncia.
√Č assim que acontece que uma pomposa gravidade revele precisamente a aus√™ncia de seriedade com que um esp√≠rito que se contenta com pouco se tenha debatido at√© ent√£o no dom√≠nio do conhecimento… N√£o somos n√≥s sempre tra√≠dos por aquilo que consideramos importante? A nossa gravidade mostra onde se encontram os nossos pesos e os casos em que temos falta deles.

Roma Pag√£

Na antiga Roma, quando a saturnal fremente
Exerceu sobre tudo o báquico domínio,
Não era raro ver nos gozos do triclínio
A nudez feminina imperiosa e quente.

O corpo de alabastro, olímpico e fulgente,
Lascivamente nu, correto e retilínio,
Num doce tom de cor, espl√™ndido e sang√ľ√≠neo,
Tinha o assombro da came e a forma da serpente.

A luz atravessava em frocos d’oiro e rosa
Pela fresca epiderme, eb√ļrnea e setinosa,
Macia, da maciez dulcíssima de arminhos.

Menos raro, porém, do que a nudez romana
Era ver borbulhar, em férvida espadana
A p√ļrpura do sangue e a p√ļrpura dos vinhos.

O Homem é o Animal Menos Preparado

A capacidade do homem para o pensamento abstracto, que parece faltar √† maioria dos outros mam√≠feros, conferiu-lhe sem d√ļvida o seu actual dom√≠nio sobre a superf√≠cie da Terra ‚Äď um dom√≠nio disputado apenas por centenas de milhares de tipos de insectos e organismos microsc√≥picos. Este pensamento abstracto √© o respons√°vel pela sua sensa√ß√£o de superioridade e pelo que, sob esta sensa√ß√£o, corresponde a uma certa medida de realidade, pelo menos dentro de estreitos limites. Mas o que √© frequentemente subestimado √© o facto de que a capacidade de desempenhar um acto n√£o √©, de forma alguma, sin√≥nima de seu exerc√≠cio salubre. √Č f√°cil observar que a maior parte do pensamento do homem √© est√ļpida, sem sentido e injuriosa para ele. Na realidade, de todos os animais, ele parece o menos preparado para tirar conclus√Ķes apropriadas nas quest√Ķes que afectam mais desesperadamente o seu bem-estar.
Tente imaginar um rato, no universo das ideias dos ratos, chegando a no√ß√Ķes t√£o ocas de plausibilidade como, por exemplo, o Swedenborgianismo, a homeopatia ou a telepatia mental. O instinto natural do homem, de facto, nunca se dirige para o que √© s√≥lido e verdadeiro; prefere tudo que √© especioso e falso. Se uma grande na√ß√£o moderna se confrontar com dois problemas antag√≥nicos ‚Äď um deles baseado em argumentos prov√°veis e racionais,

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