Passagens sobre Evolução

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Frases sobre evolu√ß√£o, poemas sobre evolu√ß√£o e outras passagens sobre evolu√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A consci√™ncia √© a √ļltima e mais tardia evolu√ß√£o da vida org√Ęnica e, por conseguinte, o que nela existe de menos acabado e de mais fr√°gil.

Supercérebro: Continuarei a evoluir durante toda a minha vida. Se aprendo uma nova aptidão, levo-a o mais longe possível. Adapto-me rapidamente à mudança. Se não sou bom numa coisa à primeira tentativa, tudo bem. Gosto do desafio. A atividade é que me faz vicejar, apenas com uma dose módica de inação.

A Influ√™ncia das Ilus√Ķes nas Nossas Vidas

Tra√ßar o papel das ilus√Ķes na g√©nese das opini√Ķes e das cren√ßas seria refazer a hist√≥ria da humanidade. Da inf√Ęncia √† morte, a ilus√£o envolve-nos. S√≥ vivemos por ela e s√≥ ela desejamos. Ilus√Ķes do amor, do √≥dio, da ambi√ß√£o, da gl√≥ria, todas essas v√°rias formas de uma felicidade incessantemente esperada, mant√™m a nossa actividade. Elas iludem-nos sobre os nossos sentimentos e sobre os sentimentos alheios, velando-nos a dureza do destino.
As ilus√Ķes intelectuais s√£o relativamente raras; as ilus√Ķes afectivas s√£o quotidianas. Crescem sempre porque persistimos em querer interpretar racionalmente sentimentos muitas vezes ainda envoltos nas trevas do inconsciente. A ilus√£o afectiva persuade, por vezes, que entes e coisas nos aprazem, quando, na realidade, nos s√£o indiferentes. Faz tamb√©m acreditar na perpetuidade de sentimentos que a evolu√ß√£o da nossa personalidade condena a desaparecer com a maior brevidade.
Todas essas ilus√Ķes fazem viver e aformoseiam a estrada que conduz ao eterno abismo. N√£o lamentemos que t√£o raramente sejam submetidas √† an√°lise. A raz√£o s√≥ consegue dissolv√™-las paralisando, ao mesmo tempo, importantes m√≥beis de ac√ß√£o. Para agir, cumpre n√£o saber demasiado. A vida √© repleta de ilus√Ķes necess√°rias.
Os motivos para n√£o querer multiplicam-se com as discuss√Ķes das coisas do querer.

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Um dos aspectos da perseverança é a fé. Se não consegues perseverar é porque te falta fé. Aquele que persevera com fé, finalmente alcança grande evolução.

Se Tudo quanto Existe…

Se tudo quanto existe
é lenta evolução,
longa transformação
sem Deus e sem mistério;
se tudo no Universo tem sentido
sem o sopro divino;
se o segredo da vida, a criação,
se explica pela ciência,
e a corrente vital
é também consequência;
se a humana consciência
√© simples equa√ß√£o…
‚ÄĒ que significa a voca√ß√£o do eterno,
que quer dizer a aspiração do Céu
e o terror do inferno?

E se acaso é o instinto a lei da vida,
se a verdade
é só necessidade
inexor√°vel, lenta, laboriosa,

que sábia explicação
tem esta fr√°gil, esta in√ļtil rosa?

Não Existe Início Nem Fim da Civilização

√Č minha convic√ß√£o que aquilo a que decidimos chamar civiliza√ß√£o n√£o come√ßou em nenhum desses pontos do tempo que os nossos eruditos, com o seu saber e intelig√™ncia limitados, fixam como origens. N√£o vejo in√≠cio nem fim em lugar nenhum. Vejo a vida e a morte, avan√ßando lado a lado, como g√©meos unidos pela cintura. Vejo que em todos os estados de evolu√ß√£o ou de involu√ß√£o, independentemente da paz ou da guerra, da ignor√£ncia ou da cultura, da idolatria ou da espiritualidade, h√° apenas e sempre a luta do indiv√≠duo, o seu triunfo ou derrota, a sua emancipa√ß√£o ou servid√£o, a sua liberta√ß√£o ou exterm√≠nio. Essa luta, de natureza c√≥smica, desafia toda a an√°lise, quer cient√≠fica, quer metaf√≠sica, religiosa ou hist√≥rica.

O Orgulho e a Vaidade

O orgulho √© a consci√™ncia (certa ou errada) do nosso pr√≥prio m√©rito, a vaidade, a consci√™ncia (certa ou errada) da evid√™ncia do nosso pr√≥prio m√©rito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser ‚ÄĒ pois tal √© a natureza humana ‚ÄĒ vaidoso sem ser orgulhoso. √Č dif√≠cil √† primeira vista compreender como podemos ter consci√™ncia da evid√™ncia do nosso m√©rito para os outros, sem a consci√™ncia do nosso pr√≥prio m√©rito. Se a natureza humana fosse racional, n√£o haveria explica√ß√£o alguma. Contudo, o homem vive a princ√≠pio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a no√ß√£o de efeito precede, na evolu√ß√£o da mente, a no√ß√£o de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que n√£o √©, a ser tido em menor conta por aquilo que √©. √Č a vaidade em ac√ß√£o.

Não existe nada a não ser um mundo espiritual; o que chamamos de mundo dos sentidos é o mal no mundo do espírito, e o que chamamos de mal, apenas a necessidade de um instante na nossa eterna evolução.

A Doutrina Perfeita

Muitas vezes as pessoas dirigem-se a mim, dizendo: ¬ęvoc√™, que √© independente¬Ľ. N√£o sou assim; continuamente devo ceder a pequenas f√≥rmulas sofisticadas que corrompem, que d√£o um sentido inverso √† nossa orienta√ß√£o, que fazem com que a transpar√™ncia do cora√ß√£o se turve. Continuamente a nossa inseguran√ßa, o ego√≠smo, o esp√≠rito legalista, a mesquinhez, a vaidade, toda a esp√©cie de circunst√Ęncias que tomam o partido da vida como desfrute √† sensa√ß√£o se sobrep√Ķem √† luz interior. S√≥ a f√© √© independente. S√≥ ela est√° para al√©m do bem e do mal.

Estar para al√©m do bem e do mal aplica-se a Cristo. ¬ęPerdoa ao teu inimigo, oferece a outra face¬Ľ – disse Ele. N√£o √© um conselho para humilhados, n√£o √© um preceito para m√°rtires. Nisso aparece Cristo mal interpretado, a ponto de o cristianismo ter sido considerado uma religi√£o de escravos. Mas esquecemos que Cristo, como Homem, teve a experi√™ncia-limite, uma vis√£o do inconsciente absoluto, o que quer dizer que a sua consci√™ncia foi saturada, para al√©m do bem e do mal. Esse homem que perdoa ao seu inimigo n√£o o faz por contrariedade do seu instinto, por repara√ß√£o dos seus pecados; mas porque n√£o pode proceder de outra maneira.

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Eu n√£o tenho d√ļvidas de que √© parte do destino da ra√ßa humana, na sua evolu√ß√£o gradual, parar de comer animais, tal como as tribos selvagens deixaram de se comer umas √°s outras quando entraram em contato com os mais civilizados.

O Instante Decisivo da Evolução Humana

O instante decisivo da evolução humana dura sempre. Eis porque os movimentos espirituais e revolucionários declaram nulo tudo o que os precede produzido outrora, fazem-no com razão porque ainda nada foi.

A verdade e o poder, para mim, formam uma antítese, um antagonismo, que dificilmente será resolvido. Eu posso definir, de facto, uma simplificação da história da humanidade, da evolução da humanidade, como uma disputa entre o poder e a liberdade.

A Realidade Histórica é Equívoca e Inesgotável

O historiador pertence ao devir que descreve. Está situado após os acontecimentos, mas na mesma evolução. A ciência histórica é uma forma de consciência que uma comunidade toma de si mesma, um elemento da vida colectiva, como o conhecimento de si um aspecto da consciência pessoal, um dos factores do destino individual. Não é ela função simultaneamente da situação actual, que por definição muda com o tempo, e da vontade que anima o sábio, incapaz de se destacar de si mesmo e do seu objecto?
Mas, por outro lado, ao contr√°rio, o historiador busca penetrar a consci√™ncia de outrem. √Č, em rela√ß√£o ao ser hist√≥rico, o outro. Psic√≥logo, estratega ou fil√≥sofo, observa sempre do exterior. N√£o pode nem pensar o seu her√≥i, como este se pensa a si mesmo, nem ver a batalha como o general a viu ou viveu, nem compreender uma doutrina do mesmo modo que o criador.
Finalmente, quer se trate de interpretar um acto ou uma obra, devemos reconstu√≠-los conceptualmente. Ora n√≥s temos sempre de escolher entre m√ļltiplos sistemas, pois a ideia √© ao mesmo tempo imanente e transcendente √† vida: todos os monumentos existem por eles mesmos num universo espiritual, a l√≥gica jur√≠dica e econ√≥mica √© interna √† realidade social e superior √† consci√™ncia individual.

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Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar √© preciso; viver n√£o √© preciso”.

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
N√£o conto gozar a minha vida; nem em goz√°-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

√Č a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Ra√ßa.

Do Contraditório como Terapêutica de Libertação

Recentemente, entre a poeira de algumas campanhas pol√≠ticas, tomou de novo relevo aquele grosseiro h√°bito de polemista que consiste em levar a mal a uma criatura que ela mude de partido, uma ou mais vezes, ou que se contradiga, frequentemente. A gente inferior que usa opini√Ķes continua a empregar esse argumento como se ele fosse depreciativo. Talvez n√£o seja tarde para estabelecer, sobre t√£o delicado assunto do trato intelectual, a verdadeira atitude cient√≠fica.
Se há facto estranho e inexplicável é que uma criatura de inteligência e sensibilidade se mantenha sempre sentado sobre a mesma opinião, sempre coerente consigo próprio. A contínua transformação de tudo dá-se também no nosso corpo, e dá-se no nosso cérebro consequentemente. Como então, senão por doença, cair e reincidir na anormalidade de querer pensar hoje a mesma coisa que se pensou ontem, quando não só o cérebro de hoje já não é o de ontem, mas nem sequer o dia de hoje é o de ontem? Ser coerente é uma doença, um atavismo, talvez; data de antepassados animais em cujo estádio de evolução tal desgraça seria natural.
A coer√™ncia, a convic√ß√£o, a certeza s√£o al√©m disso, demonstra√ß√Ķes evidentes ‚ÄĒ quantas vezes escusadas ‚ÄĒ de falta de educa√ß√£o.

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Em todas as evolu√ß√Ķes da arte, n√≥s (portugueses) nunca aproveitamos com os princ√≠pios, e ficamos sempre com os maneirismos.

Mudançar

Repor
na planta da cor brancura
em pedra solicitada

Reler
por vacilação das sílabas
em escurid√£o afundada

Rever
por olho areado com √°guas
a imagem contaminada

Reter
no m√ļsculo oxigenado vaso
areal terra aterrada

Resistir
ao c√Ęntico suado no temor
a evolução revoltada

Reaver
do padre eterno esquecido
fé febril equivocada

Rematar
pontilhados no voo manual
asa de vazio blindada

Reacordar
quando o tempo do morto é
vício pele reciclada

Recomeçar
linguajar contínua marcha
vivente reinventada.

O Problema da Especialização

O dom√≠nio dos factos explic√°veis pela ci√™ncia alargou enormemente, e o conhecimento te√≥rico em todos os campos da ci√™ncia tem sido aprofundado, para al√©m do que podia esperar-se. A capacidade de compreens√£o humana, por√©m, √© e ser√° sempre muito limitada. Assim n√£o podia deixar de acontecer que a actividade do investigador individual tivesse que restringir-se a um sector, cada vez mais limitado, do conhecimento cient√≠fico geral. Mas o mais grave √© que esta especializa√ß√£o faz que a compreens√£o geral da ci√™ncia como um todo ‚ÄĒ sem a qual o verdadeiro investigador cristaliza for√ßosamente ‚ÄĒ tenha de marcar passo com a evolu√ß√£o, o que se torna cada vez mais dif√≠cil. Cria-se, assim, uma situa√ß√£o id√™ntica √†quela que, na B√≠blia, √© simbolicamente representada pela Hist√≥ria da torre de Babel. Todo o investigador honesto tem a dolorosa consci√™ncia dessa limita√ß√£o involunt√°ria a um c√≠rculo de compreens√£o cada vez mais apertado, que amea√ßa roubar as grandes perspectivas ao investigador e o reduz a simples obreiro.