Frases sobre Infância

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Frases de infância escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

Quanto me fazem pensar os trinta anos de vida oculta de Jesus! Da primeira infância e da adolescência em Nazaré numa família pobre e depois no deserto, em solidão e na esteira de grandes mestres como João Batista, para jejuar, rezar, fazer silêncio e preparar-se para a tarefa que o esperava, a missão pública.

A cidade não é um lugar. É a moldura de uma vida. A moldura à procura de retrato, é isso que eu vejo quando revisito o meu lugar de nascimento. Não são ruas, não são casas. O que revejo é um tempo, o que escuto é a fala desse tempo. Um dialecto chamado memória, numa nação chamada infância.

A infância só é bonita e feliz quando lembramos dela em retrospecto: para a criança é cheia de tristezas cujo significado é desconhecido.

Ficamos agora no momento decisivo entre duas eras. Atrás de nós está um passado a que nós nunca podemos retornar… A vinda do foguete finalizou um milhão de anos de isolamento… a infância de nossa raça era excedente e a história como nós a sabemos começou.

Às vezes ocorria-lhe aquele poema de Pessoa em que um homem se punha à janela da sua meninice apenas para descobrir que nem ele era já o mesmo homem, nem a janela a mesma janela. A infância, dizia a si próprio, havia-se tornado um bem de demasiado valor. Não podia dar-se ao luxo de concluir que também ela era mentira.

A própria libertinagem, sopitada nos seus letargos de estafada devassidade, tem sonhos melancólicos, saudades das impecáveis alegrias da infância.

Na infância, a factualidade não existe. Existe a imaginação, a mitificação. É um universo que se dilata e domina a vida inteira.

E a gente canta, a gente dança, a gente não se cansa de ser criança; a gente brinca na nossa velha infância…

A minha infância de menina sozinha de-me duas coisas que parecem negativas, e, foram sempre positivas para mim:silêncio e solidão.

Todos os jardins da nossa infância são o jardim do paraíso. A pele suave desses tempos em que se corria com as pernas arqueadas soltando uma espécie de luz pela respiração. Ríamos a correr para os braços dos adultos numa entrega absoluta. Eles, os adultos, atiravam-nos ao ar e apanhavam-nos com mãos ásperas, e, talvez por isso, quando crescemos nunca mais deixamos de, esporadicamente, sonhar que voamos. E de sonhar com gigantes e anões, pois eram essas as nossas proporções.

Feliz, feliz Natal, a que faz que nos lembremos das ilusões de nossa infância, recorde-lhe ao avô as alegrias de sua juventude, e lhe transporte ao viajante a sua chaminé e a seu doce lar!

Ela estava a aprender, já muito tarde, aquilo que muitas pessoas à sua volta aparentavam já saber desde a infância – que a vida pode ser perfeitamente satisfatória mesmo sem grandes conquistas.