Passagens sobre Humanos

1868 resultados
Frases sobre humanos, poemas sobre humanos e outras passagens sobre humanos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Se n√≥s vivermos sob a lei de Tali√£o, ¬ęolho por olho, dente por dente¬Ľ, nunca sairemos da espiral do mal. O Maligno √© astuto e convence-nos de que com a nossa justi√ßa humana podemos salvar-nos e salvar o mundo. Na realidade, quem se vinga permanecer√° para sempre infeliz.

A primeira forma de indiferença na sociedade humana é para com Deus, da qual nasce também a indiferença para com o próximo e para com a Criação.

A doen√ßa grave p√Ķe sempre em crise a exist√™ncia humana e suscita interroga√ß√Ķes que nos atingem profundamente. Nestas situa√ß√Ķes, a f√© em Deus √©, por um lado, posta √† prova, mas ao mesmo tempo revela toda a sua potencialidade positiva. N√£o porque a f√© fa√ßa desaparecer a doen√ßa, a dor ou as exig√™ncias que dela derivam, mas porque d√° uma chave com a qual poderemos compreender o mist√©rio do que estamos a viver.

Quando uma mulher descobre que está grávida, todos os dias aprende a viver na expectativa de ver o olhar daquela criança que há de vir. Também nós devemos viver assim e aprender desta expectativa humana e viver na espera de encontrar o Senhor. Isto não é fácil, mas aprende-se: viver na expectativa.

O Talento na Juventude e na Velhice

Nada menos exacto do que supor que o talento constitui privilégio da mocidade. Não. Nem da mocidade, nem da velhice. Não se é talentoso por se ser moço, nem genial por se ser velho. A certidão de idade não confere superioridade de espírito a ninguém. Nunca compreendi a hostilidade tradicional entre velhos e moços (que aliás enche a história das literaturas); e não percebo a razão por que os homens se lançam tantas vezes recíprocamente em rosto, como um agravo, a sua velhice ou a sua juventude.
Ser idoso não quer dizer que se seja necessáriamente intolerante e retrógado; e engana-se quem supuser que a mocidade, por si só, constitui garantia de progresso ou de renovação mental. As grandes descobertas que ilustram a história da ciência e contribuiram para o progresso humano são, em geral, obra dos velhos sábios; e a mocidade literária, negando embora sistemáticamente o passado, é nele que se inspira, até que o escritor adquire (quando adquire) personalidade própria.
(…) A mocidade, em geral, n√£o cria; utiliza, transformando-o, o legado que recebeu. Juventude e velhice n√£o se op√Ķem; completam-se na harmonia universal dos seres e das coisas. A vida n√£o √© s√≥ o entusiasmo dos mo√ßos;

Continue lendo…

O amor é a mais sã e satisfatória resposta para o problema da existência humana.

Os humanos têm obstáculos que não dificultam a vida dos animais, como raciocínio, lógica, compreensão. Enquanto os animais têm a esplendidez daquilo que é directo e se dirige directo.

Valoriza-se mais o Ter que o Ser

A primeira fase da domina√ß√£o da economia sobre a vida social levou, na defini√ß√£o de toda a realiza√ß√£o humana, a uma evidente degrada√ß√£o do ser em ter. A fase presente da ocupa√ß√£o total da vida social em busca da acumula√ß√£o de resultados econ√≥micos conduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma que todo o ¬ęter¬Ľ efectivo perde o seu prest√≠gio imediato e a sua fun√ß√£o √ļltima. Assim, toda a realidade individual tornou-se social e directamente dependente do poderio social obtido.

(…) O espect√°culo √© o herdeiro de toda a fraqueza do projecto filos√≥fico ocidental, que foi uma compreens√£o da actividade dominada pelas categorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento da racionalidade t√©cnica precisa, proveniente deste pensamento. Ele n√£o realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. √Č a vida concreta de todos que se degradou em universo especulativo.
A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamento do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espectáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa. A técnica espectacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homens tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou-os somente a uma base terrestre.

Continue lendo…

Só há um templo no mundo e é o corpo humano. Nada é mais sagrado que esta forma sublime. Inclinar-se diante de um homem é fazer homenagem a esta revelação na carne. Toca-se o céu quando se toca um corpo humano.

Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o este finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação.

Sou

Sou o que sabe n√£o ser menos v√£o
Que o v√£o observador que frente ao mudo
Vidro do espelho segue o mais agudo
Reflexo ou o corpo do irm√£o.

Sou, t√°citos amigos, o que sabe
Que a √ļnica vingan√ßa ou o perd√£o
√Č o esquecimento. Um deus quis dar ent√£o
Ao ódio humano essa curiosa chave.

Sou o que, apesar de t√£o ilustres modos
De errar, n√£o decifrou o labirinto
Singular e plural, √°rduo e distinto,

Do tempo, que é de um só e é de todos.
Sou o que é ninguém, o que não foi a espada
Na guerra. Um esquecimento, um eco, um nada.

A Religião e o Jornalismo São as Únicas Forças Verdadeiras

Todas as artes s√£o uma futilidade perante a literatura. As artes que se dirigem √† visualidade, al√©m de serem √ļnicos os seus produtos, e perec√≠veis, podendo portanto, de um momento para o outro, deixar de existir, n√£o existem sen√£o para criar ambiente agrad√°vel, para distrair ou entreter ‚ÄĒ exactamente como as artes de representar, de cantar, de dan√ßar, que todos reconhecem como sendo inferiores em rela√ß√£o √†s outras. A pr√≥pria m√ļsica n√£o existe sen√£o enquanto executada, participando portanto da futilidade das artes de representa√ß√£o. Tem a vantagem de durar, em partituras; mas essa n√£o √© como a dos livros, ou coisas escritas, cuja valia est√° em que s√£o partituras acess√≠veis a todos os que sabem ler, existindo ali para a interpreta√ß√£o imediata de quem l√™, e n√£o para a interpreta√ß√£o do executante, transmitida depois ao ouvinte.
As literaturas, porém, são escritas em línguas diferentes, e, como não há possibilidades de haver uma língua universal, nem, se vier a havê-la, será o grego antigo, onde tantas obras de arte se escreveram, ou o latim, ou o inglês ou outra qualquer, e se for uma delas não será as outras, segue que a literatura, sendo escrita para a posteridade, não a atinge senão,

Continue lendo…

Diversidade Condicionada

Se, como escrevi em ‘Ra√ßa e Hist√≥ria’, existe entre as sociedades humanas um certo √≥ptimo de diversidade al√©m do qual elas n√£o conseguiram prosseguir, mas abaixo do qual tampouco podem descer sem perigo, deve-se reconhecer que essa diversidade resulta em grande parte do desejo de cada cultura de se opor √†s que a cercam, de distinguir-se delas, em suma, de serem elas mesmas; n√£o se ignoram, imitam-se ocasionalmente, mas, para n√£o perecerem, √© necess√°rio que, sob outros aspectos, persista entre elas uma certa impermeabilidade.

Permite a ti trabalhar simplesmente, sem visar interesse algum. Não é por interesse que as árvores crescem; elas crescem simplesmente porque a natureza de sua Vida consiste em crescer. Da mesma forma, o ser humano trabalha porque a natureza da Vida humana consiste em trabalhar.

Job √© a imagem de todos os homens e de todas as mulheres que sofrem. Job √© o grito de todas as criaturas humanas perante o sofrimento. Na sua desgra√ßa, lamenta-se e pergunta: ¬ęPorqu√™?¬Ľ

Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. O primeiro dom é, portanto, a sabedoria. Mas não se trata simplesmente da sabedoria humana, que é fruto do conhecimento e da experiência. A sabedoria divina é a graça de poder ver todas as coisas com os olhos de Deus.

Quando se fala de ciência, o pensamento vai imediatamente para a capacidade do homem de conhecer sempre melhor a realidade que o circunda e de descobrir as leis da natureza e do Universo. A ciência que vem do Espírito, porém, não se limita ao conhecimento humano; é um dom especial, que nos leva a discernir, através da Criação, a grandeza e o amor de Deus e a sua relação profunda com todas as criaturas.

O tr√°fico de seres humanos √© uma chaga no corpo da humanidade contempor√Ęnea, uma chaga na carne de Cristo. √Č um delito contra a humanidade. Queremos que as estrat√©gias e as compet√™ncias sejam acompanhadas e fortalecidas pela compaix√£o evang√©lica, pela proximidade aos homens e mulheres que s√£o v√≠timas deste crime.