Cita√ß√Ķes sobre Livre-arb√≠trio

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Passa-se o mesmo com as ementas, os homens ou outra coisa qualquer: ¬ępensamos¬Ľ que estamos a fazer uma escolha, mas, de facto, podemos n√£o estar a escolher nada. Tudo pode j√° estar escolhido de antem√£o e n√≥s ¬ęfingimos¬Ľ que fazemos escolhas. O livre-arb√≠trio pode n√£o passar de uma ilus√£o.

Felicidade ou paz nós as construímos ou destruímos: aqui o nosso livre-arbítrio supera a fatalidade do mundo físico e do mundo do proceder e toda a experiência que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podermos transformar em positiva.

Vós que viveis e sempre atribuís tudo o que ocorre na terra
aos movimentos celestes, como se tal movimento imprimisse
em todas as coisas uma necessidade,

Se assim fosse, em vós seria destruído
o livre-arbítrio, e não seria justo que o homem tivesse
por bem a alegria e por mal a dor.

√Č determinismo, sim. Mas seguindo o pr√≥prio determinismo √© que se √© livre. Pris√£o seria seguir um destino que n√£o fosse o pr√≥prio. H√° uma grande liberdade em se ter um destino. Este √© o nosso livre-arb√≠trio.

O Livre-Arbítrio não Existe

Contemplando uma cascata, acreditamos ver nas in√ļmeras ondula√ß√Ķes, serpenteares, quebras de ondas, liberdade da vontade e capricho; mas tudo √© necessidade, cada movimento pode ser calculado matem√°ticamente. O mesmo acontece com as ac√ß√Ķes humanas; poder-se-ia calcular antecipadamente cada ac√ß√£o, caso se fosse omnisciente, e, da mesma maneira, cada progresso do conhecimento, cada erro, cada maldade. O homem, agindo ele pr√≥prio, tem a ilus√£o, √© verdade, do livre-arb√≠trio; se por um instante a roda do mundo parasse e houvesse uma intelig√™ncia calculadora omnisciente para aproveitar essa pausa, ela poderia continuar a calcular o futuro de cada ser at√© aos tempos mais distantes e marcar cada rasto por onde essa roda a partir de ent√£o passaria. A ilus√£o sobre si mesmo do homem actuante, a convic√ß√£o do seu livre-arb√≠trio, pertence igualmente a esse mecanismo, que √© objecto de c√°lculo.

A Verdadeira Generosidade

Observo em n√≥s apenas uma √ļnica coisa que nos pode dar justa raz√£o para nos estimarmos, a saber: o uso do nosso livre-arb√≠trio e o dom√≠nio que temos sobre as nossas vontades. Pois as ac√ß√Ķes que dependem desse livre-arb√≠trio s√£o as √ļnicas pelas quais podemos com raz√£o ser louvados ou censurados, e ele torna-nos de alguma forma semelhante a Deus ao fazer-nos senhores de n√≥s mesmos, desde que por cobardia n√£o percamos os direitos que nos d√°.
Assim, creio que a verdadeira generosidade, que faz um homem estimar-se a si mesmo no mais alto grau em que pode legitimamente estimar-se, consiste somente, por uma parte, em que ele sabe que não há algo que realmente lhe pertença a não ser essa livre disposição das suas vontades, nem por que ele deva ser louvado ou censurado a não ser porque faz bom ou mau uso dela; e, por outra parte, em que ele sente em si mesmo uma firme e constante resolução de fazer bom uso dela, isto é, de nunca deixar de ter vontade para empreender e executar todas as coisas que julgar serem as melhores. Isso é seguir perfeitamente a virtude.

Nota: O latim generosus designa o homem ou animal que é de boa raça.

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A Mentira é mais Interessante que a Verdade

¬ęO que √© a verdade¬Ľ? Perguntava Pilatos gracejando, talvez que n√£o esperasse pela resposta. H√° quem se delicie com a inconst√Ęncia, e considere servid√£o o fixar-se numa cren√ßa; h√° quem se afei√ßoe ao livre-arb√≠trio tanto no pensar como no agir. E se bem que as seitas de fil√≥sofos desta esp√©cie hajam desaparecido, sobrevivem alguns representantes da mesma fam√≠lia, apesar de nas veias n√£o lhes correr tanto sangue como nas dos antigos. N√£o √© somente a dificuldade e a canseira que o homem experimenta ao perseguir a verdade, nem sequer o facto de, uma vez encontrada, se impor aos pensamentos humanos, o que leva a conceder √†s mentiras os maiores favores; √© sim, um natural mas corrompido amor da pr√≥pria mentira. Uma das √ļltimas escolas dos Gregos examinou esta quest√£o, mas deteve-se a pensar no que leva o homem a armar as mentiras, quando n√£o o faz por prazer, como os poetas, ou por utilidade, como os mercadores, mas pelo pr√≥prio mentir.
Não sei como dizê-lo, mas a verdade é uma luz nua e crua que não mostra as máscaras, as cegadas e os cortejos do mundo com metade da altivez e da graciosidade com que aparecem iluminados pelos candelabros.

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E se eu mudasse meu destino num passe de m√°gica? (…) Estranho, mas √© sempre como se houvesse por tr√°s do livre-arb√≠trio um roteiro fixo, pr√©-determinado, que n√£o pode ser violado.

O Maior Risco do Homem

O maior risco do homem é ser vítima do cárcere da emoção. Se em casos gravíssimos é possível resgatar o prazer de viver, imagine se não fosse possível transpor as nossas dificuldades quotidianas. Não seja passivo diante de tudo o que perturba a sua mente.

Repense o fundamento das ideias que você nunca teve coragem de contar, mas que assalta a sua tranquilidade. Saiba que os piores transtornos das nossas vidas não vêm de fora para dentro, mas de dentro para fora.

Ningu√©m pode ter livre-arb√≠trio, liberdade para decidir o seu destino, se n√£o desobstruir a sua intelig√™ncia. Sem tal liberdade, a democracia pol√≠tica √© uma utopia. Mesmo Deus respeita a sua decis√£o de se autoabandonar ou de querer transformar a sua vida num jardim. Opte pela vida. Tome todas as decis√Ķes que o fa√ßam ser feliz.

Escolher a Felicidade

Nem paz nem felicidade se recebem dos outros nem aos outros se d√£o. Est√°-se aqui t√£o sozinho como no nascer e no morrer; como de um modo geral no viver, em que a √ļnica companhia poss√≠vel √© a daquele Deus a um tempo imanente e transcendente e a dos que neles est√£o, a de seus santos. Felicidade ou paz n√≥s as constru√≠mos ou destru√≠mos: aqui o nosso livre-arb√≠trio supera a fatalidade do mundo f√≠sico e do mundo do proceder e toda a experi√™ncia que vamos fazendo, negativa mesmo para todos, a podemos transformar em positiva. Para o fazermos, se exige pouco, mas um pouco que √© na realidade extremamente dif√≠cil e que n√£o atingiremos nunca por nossas pr√≥prias for√ßas: exige-se de n√≥s, primacialmente, a humildade; a gratid√£o pelo que vem, como a de um ginasta pelo seu aparelho de exerc√≠cio; a firmeza e a serenidade do capit√£o de navio em sua ponte, sabendo que o ata ao leme n√£o a vontade de um rei, como nos Descobrimentos, mas a vontade de um rei de reis, revelada num servidor de servidores; finalmente, o entregar-se como uma crian√ßa a quem sabe o caminho. De qualquer forma, no fundo de tudo, o que h√° √© um acto de decis√£o individual,

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