Cita√ß√Ķes sobre Provas

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Frases sobre provas, poemas sobre provas e outras cita√ß√Ķes sobre provas para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Qualquer Conhecimento Vem a Partir da Experiência

Qualquer conhecimento vem a partir da experi√™ncia. Compreendam que aquele que s√≥ quisesse consultar o seu esp√≠rito e fechar todos os seus sentidos n√£o poderia pensar absolutamente nada; encontraria ainda menos nessa medita√ß√£o somente interior alguma verdade relativa ao mundo… na massa dos nossos conhecimentos, que n√£o passam da massa das nossas experi√™ncias, deve-se contudo distinguir os que se baseiam na constata√ß√£o segundo as regras, isto √©, com avalia√ß√Ķes, repeti√ß√Ķes, testemunhos, provas e contraprovas, e os que s√£o poss√≠veis de provar ou demonstrar √† maneira do ge√≥metra.

Crise? Seja paciente. Prove que ama não pondo seu amor à prova, afinal de que vale no peito ter amor e na língua um punhal? Fale, entenda-se. Amor é união, é sentir o outro como se fosse a extensão de si mesmo!

Esta vida humana, tão breve para as mais frívolas experiências, é para as amizades uma prova difícil e demorada.

Nem todos os que se refugiam na nulidade ou na solidão o fazem por cansaço e desistência das provas do mundo. Há também quem se afaste para evitar a baba e o louvor dos cretinos.

A Vaidade Acompanha-nos Até na Morte

Sendo o termo da vida limitado, n√£o tem limite a nossa vaidade; porque dura mais, do que n√≥s mesmos, e se introduz nos aparatos √ļltimos da morte. Que maior prova, do que a f√°brica de um elevado mausol√©u? No sil√™ncio de uma urna depositam os homens as suas mem√≥rias, para com a f√© dos m√°rmores fazerem seus nomes imortais: querem que a sumptuosidade do t√ļmulo sirva de inspirar venera√ß√£o, como se fossem rel√≠quias as suas cinzas, e que corra por conta dos jaspes a continua√ß√£o do respeito. Que fr√≠volo cuidado! Esse triste resto daquilo, que foi homem, j√° parece um √≠dolo colocado em um breve, mas soberbo domic√≠lio, que a vaidade edificou para habita√ß√£o de uma cinza fria, e desta declara a inscri√ß√£o o nome, e a grandeza. A vaidade at√© se estende a enriquecer de adornos o mesmo pobre horror da sepultura.

Vivemos com vaidade, e com vaidade morremos; arrancando os √ļltimos suspiros, estamos dispondo a nossa pompa f√ļnebre, como se em hora t√£o fatal o morrer n√£o bastasse para ocupa√ß√£o; nessa hora, em que estamos para deixar o mundo, ou em que o mundo est√° para nos deixar, entramos a compor, e a ordenar o nosso acompanhamento,

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Empatia com as Fraquezas

A admiração que um discípulo deve ao seu mestre oculta muitas vezes, e nem sempre de modo consciente, uma certa satisfação sentida pela observação das suas fraquezas, pelas quais ele se lhe sente ligado, justificado nas próprias fraquezas e dispensado de produzir qualquer outra prova legitimando a sua ligação.

A Sabedoria do Homem Comum

Os ignorantes e o homem comum n√£o t√™m problemas. Para eles na Natureza tudo est√° como deve estar. Eles compreendem as coisas pela simples raz√£o delas existirem. E, na realidade, n√£o d√£o eles provas de mais raz√£o do que todos os sonhadores, que chegam a duvidar do seu pr√≥prio pensamento? Morre um dos seus amigos, e como julgam saber o que √© a morte √† dor que sentem por o perderem n√£o acrescentam a cruel ansiedade que resulta da impossibilidade de aceitar um acontecimento t√£o natural… Estava vivo, e agora encontra-se morto; falava-me, o seu esp√≠rito prestava aten√ß√£o ao que eu lhe dizia, mas hoje j√° nada disso existe: resta apenas aquele t√ļmulo – mas repousa ele nesse t√ļmulo, t√£o frio como a pr√≥pria sepultura? Erra a sua alma em redor desse monumento? Quando eu penso nele √© a sua alma que vem assolar a minha mem√≥ria? O h√°bito traz-nos de novo, contudo, ao n√≠vel do homem comum.
Quando o seu rasto se tiver apagado – n√£o h√° d√ļvidas de que ele morreu! – ent√£o a coisa deixar√° de nos incomodar. Os s√°bios e os pensadores parecem portanto menos avan√ßados que o homem comum, j√° que eles pr√≥prios n√£o t√™m a certeza,

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O Sonho é a Pior das Cocaínas

O sonho √© a pior das coca√≠nas, porque √© a mais natural de todas. Assim se insinua nos h√°bitos com a facilidade que uma das outras n√£o tem, se prova sem se querer, como um veneno dado. N√£o d√≥i, n√£o descora, n√£o abate ‚Äď mas a alma que dele usa fica incur√°vel, porque n√£o h√° maneira de se separar do seu veneno, que √© ela mesma.

N√£o h√° Nada T√£o Enjoativo Quanto a Abund√Ęncia

O amor bem nutrido e excessivamente submisso logo nos enjoa e cansa, como o excesso de uma iguaria agrad√°vel cansa o est√īmago (Ov√≠dio). Julgam que os meninos de coro t√™m grande prazer com a m√ļsica? A saciedade toma-a antes tediosa. Os festins, as dan√ßas, as mascaradas, os torneios alegram os que n√£o os v√™em ami√ļde e que desejaram v√™-los; mas para quem o faz habitualmente o seu gosto torna-se ins√≠pido e desagra¬≠d√°vel; tamb√©m as mulheres n√£o excitam aquele que delas desfruta √† saciedade. Quem n√£o se d√° tempo para sentir sede n√£o poderia ter prazer em beber. As farsas dos saltimbancos divertem-nos, mas para os actores servem de obriga√ß√£o. E a prova disso √© que para os pr√≠ncipes s√£o de¬≠l√≠cias, √© festa poderem √†s vezes travestir-se e descer √† for¬≠ma de vida baixa e popular, frequentemente aos grandes apraz mudar; e refei√ß√Ķes frugais e asseadas sob o tecto de um pobre, sem tapete nem p√ļrpura, desenrugaram-¬≠lhes a fronte inquieta (Hor√°cio).
N√£o h√° nada t√£o inc√≥modo, t√£o enjoativo quanto a abund√Ęncia. Que apetite n√£o se repugnaria ao ver tre¬≠zentas mulheres √† sua merc√™, como as que tem o grande se¬≠nhor no seu serralho? E que prazer e que esp√©cie de ca¬≠√ßada buscara aquele ancestral seu que nunca ia para os campos com menos de sete mil falcoeiros?

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A Guerra como Revolta da Técnica

Todos os esfor√ßos para estetizar a pol√≠tica convergem para um ponto. Esse ponto √© a guerra. A guerra e somente a guerra permite dar um objectivo aos grandes movimentos de massa, preservando as rela√ß√Ķes de produ√ß√£o existentes. Eis como o fen√≥meno pode ser formulado do ponto de vista pol√≠tico. Do ponto de vista t√©cnico, a sua formula√ß√£o √© a seguinte: somente a guerra permite mobilizar na sua totalidade os meios t√©cnicos do presente, preservando as actuais rela√ß√Ķes de produ√ß√£o. √Č √≥bvio que a apoteose fascista da guerra n√£o recorre a esse argumento. Mas seria instrutivo lan√ßar os olhos sobre a maneira como ela √© formulada. No seu manifesto sobre a guerra colonial da Eti√≥pia, diz Marinetti: ¬ęH√° vinte e sete anos, n√≥s futuristas contestamos a afirma√ß√£o de que a guerra √© antiest√©tica (…) Por isso, dizemos: (…) a guerra √© bela, porque gra√ßas √†s m√°scaras de g√°s, aos megafones assustadores, aos lan√ßa-chamas e aos tanques, funda a supremacia do homem sobre a m√°quina subjugada. A guerra √© bela, porque inaugura a metaliza√ß√£o on√≠rica do corpo humano. A guerra √© bela, porque enriquece um prado florido com as orqu√≠deas de fogo das metralhadoras. A guerra √© bela, porque conjuga numa sinfonia os tiros de fuzil,

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A Melhor Prova duma Real Amizade

A melhor prova duma real amizade est√° em evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ainda que devendo muito aos que muito me louvam, eu n√£o quero ser-lhes obrigada pela gratid√£o. Mas sim grata porque estou com eles, devido a circunst√Ęncias que a todos n√≥s agradam e s√£o um la√ßo mais entre n√≥s, sem constitu√≠rem um dever. Eu pretendo dizer da amizade o que Di√≥genes dizia do dinheiro: que ele o reavia dos seus amigos, e n√£o que o pedia. Pois aquilo que os outros t√™m pelo sentimento comum n√£o se pede, √© patrim√≥nio comum. Neste caso, a amizade.

Admira-se o talento, a coragem, a bondade, as grandes dedica√ß√Ķes e as provas dif√≠ceis, mas s√≥ temos considera√ß√£o pelo dinheiro.

N√£o se Reconquista o Amor com Argumentos

Não te esqueças de que a tua frase é um acto. Se desejas levar-me a agir, não pegues em argumentos. Julgas que me deixarei determinar por argumentos? Não me seria difícil opor, aos teus, melhores argumentos.
Já viste a mulher repudiada reconquistar-te através de um processo em que ela prova que tem razão? O processo irrita. Ela nem sequer será capaz de te recuperar mostrando-te tal como tu a amavas, porque essa já tu a não amas. Olha aquela infeliz que, nas vésperas do divórcio, teve a ideia de cantar a mesma canção triste que cantava quando noiva. Essa canção triste ainda tornou o homem mais furioso.
Talvez ela o recuperasse se o conseguisse despertar tal como ele era quando a amava. Mas para isso precisaria de um génio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste.
Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. Não te confessarei o meu sofrimento,

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Soneto

(Oferecido e dedicado ao llmo. Sr. M. Bernardino A. Varela pelo autor.)
Vir bonus dicendi peritus laudandum est.

Senhor de nobre alma, t√£o
D’entre os s√°bios conhecido,
De pais excelsos nascido,
Aceitai a minha canção.

Probo pai, bom cidad√£o,
Sois dos seres melhor ser
Por saber t√£o profundo ter,
Sois ilustre qual Cat√£o.

Recebei esta prova mesquinha
De penhor e de oração,
Produto da pena minha.

Perdoai, mui digno var√£o,
Se na mente eu pobre tinha
Cometer-vos indiscrição.