Cita√ß√Ķes sobre Reconhecimento

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Frases sobre reconhecimento, poemas sobre reconhecimento e outras cita√ß√Ķes sobre reconhecimento para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Verifiquei que, aos homens, se devia agradecer o menos possível, porque o reconhecimento que lhes testemunhamos os convence, facilmente, de que estão a fazer de mais!

As Tuas L√°grimas

As tuas lágrimas respiram e florescem, o lugar onde te sentas é o rio que corre em sobressalto por dentro de uma árvore, seiva renovada que transporta palavras até às folhas felizes de~um amor demorado e ainda puro. E essa ávore fala através das tuas palavras, demora-se em conversas com as abelhas, com os gaios, com o vento.
As tuas l√°grimas iluminam as p√°ginas alucinadas dos livros de poesia, e as mesas claras t√£o cheias de frutos que se assemelham a fogueiras ruivas, alimento privilegiado de um imenso e intenso drag√£o que me aquece o sangue.
As tuas lágrimas transbordam os grandes lagos dos meus olhos e eu choro contigo os grandes peixes da ternura, esses mesmos peixes que são os arquitectos perturbados de uma relação sem tempo mas alimentada por primaveras que de tão altas são inquestionáveis.
As tuas l√°grimas fertilizam as searas celestes, arrefecem o movimento dos vulc√Ķes, absorvem toda a beleza do arco-√≠ris, embebedam-se com a do√ßura das estrelas. E s√£o oferendas √† m√£e terra, o reconhecimento final do princ√≠pio do nosso pequeno mundo. As tuas l√°grimas s√£o minhas amigas. S√£o as minhas l√°grimas. A forma de chorar-te cheio de alegria, ferido por esta felicidade de amar-te muito,

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O Esmagamento do Eu

O espectáculo (da sociedade de consumo) que é a extinção dos limites do eu e do mundo pelo esmagamento do eu que a presença-ausência do mundo assedia, é igualmente a supressão dos limites do verdadeiro e do falso pelo recalcamento de toda a verdade vivida sob a presença real da falsidade que a organização da aparência assegura. Aquele que sofre passivamente a sua sorte quotidianamente estranha é, pois, levado a uma loucura que reage ilusoriamente a essa sorte, ao recorrer a técnicas mágicas. O reconhecimento e o consumo das mercadorias estão no centro desta pseudo-resposta a uma comunicação sem resposta. A necessidade de imitação que o consumidor sente é precisamente uma necessidade infantil, condicionada por todos os aspectos da sua despossessão fundamental.

√Č natural que os outros tenham sempre raz√£o, pelo simples facto dos outros serem cinco bili√Ķes (ou l√° o que √©) menos um e de eu ser apenas esse um. Ser influenciado √© assim um reconhecimento da nossa pequena participa√ß√£o no mundo e da riqueza intermin√°vel desse mundo; √© um acto alegre de humildade; um sinal en√©rgico de depend√™ncia humana.

A Busca da Verdade

A verdade é um ideal tipicamente jovem, o amor, por seu turno, um ideal das pessoas maduras e daqueles que se esforçam por estar preparados para enfrentar a diminuição das energias e a morte. As pessoas que pensam só deixam de ambicionar a verdade quando se dão conta que o ser humano está extraordinariamente mal dotado pela natureza para o reconhecimento da verdade objectiva, pelo que a busca da verdade não poderá ser a actividade humana por excelência.
Mas tamb√©m aqueles que jamais chegam a tais conclus√Ķes fazem, no decurso das suas experi√™ncias inconscientes, um percurso semelhante. Ter consigo a verdade, a raz√£o e o conhecimento, conseguir distinguir com precis√£o entre o Bem e o Mal, e, em consequ√™ncia disso, poder julgar, punir e sentenciar, poder fazer e declarar a guerra – tudo isto √© pr√≥prio dos jovens e √© √† juventude que assenta bem. Se, por√©m, quando envelhecemos, continuamos a ater-nos a estes ideais, fenece a j√° se si pouco vigorosa capacidade de ¬ędespertar¬Ľ que possu√≠mos, a capacidade de reconhecer instintivamente a verdade sobre-humana.

A Procura nos Outros

S√≥ n√£o se basta a si pr√≥prio o que n√£o tem com que se bastar. Assim se explica que ele busque nos outros o que lhe falta em si mesmo. Isto deve estar certo. E todavia pode n√£o estar. O que falta no que encontramos pode n√£o ter que ver com o que l√° est√°, mas com o que l√° se procura. O erro est√° pois no que se n√£o deve procurar. Posso procurar um sistema de ideias onde s√≥ encontro uma dose de senso comum. Posso encontrar uma c√īdea de p√£o onde procurei um bife com ovo a cavalo. Assim h√° que ir procurar no fornecimento alheio o que nos falta no pr√≥prio – em contentamento, em pacifica√ß√£o, em reconhecimento da gl√≥ria de que duvido ou n√£o tenho. E no entanto, a ambi√ß√£o puramente individual √© √† nossa medida que deveria talhar-se. Excepto talvez para o que sustenta essa ambi√ß√£o, ou seja para o que nos sustenta. Mas nesse caso a ambi√ß√£o chama-se justi√ßa e j√° n√£o √© individual. E nesse caso fazem-se revolu√ß√Ķes.

A Utilidade dos Inimigos

A utilidade dos inimigos √© um daqueles temas cruciais em que um compilador de lugares-comuns como Plutarco p√īde dar a m√£o a um arguto preceptor de her√≥is como Gracian y Morales e a um paradoxista como Nietzsche. Os argumentos s√£o sempre esses – e todos o sbaem.
Os inimigos como os √ļnicos verdadeiros; como aqueles que, conservando os olhos sempre voltados para cima, obrigam √† circunspec√ß√£o e ao caminho rectil√≠neo; como auxiliares de grandeza, porque obrigam a superar as m√°s vontades e os obst√°culos; como est√≠mulos do aperfei√ßoamento de si e da vigil√Ęncia; como antagonistas que impelem para a competi√ß√£o, a fecundidade, a supera√ß√£o cont√≠nua. Mas s√£o bem vistos, sobretudo, como prova segura da grandeza e da fortuna.
Quem n√£o tem inimigos √© um santo – e √†s vezes os santos t√™m inimigos – ou uma nulidade ambulante, o √ļltimo dos √ļltimos. E alguns, por arrog√Ęncia, imaginam ter mais inimigos do que na realidade t√™m ou tentam consegui-los, para obter, pelo menos por esse caminho, a certeza da sua superioridade.
Mas todos os registadores utilitários da utilidade de inimigos esquecem que essas vantagens são pagas por um preço elevado e só constituem vantagens enquanto somos, e não sabemos ser,

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A Import√Ęncia da Boa Vontade

No decurso da minha longa vida recebi dos meus companheiros um reconhecimento muito maior do que aquele que mere√ßo e confesso que o meu sentido de humildade sempre se sobrep√īs ao meu prazer. Mas nunca, em ocasi√Ķes anteriores, a dor se sobrep√īs tanto ao prazer como agora. Todos n√≥s, que estamos preocupados com a paz e o triunfo da raz√£o e da justi√ßa, devemos estar hoje claramente conscientes do peso que uma pequen√≠ssima justifica√ß√£o e uma boa vontade honesta podem exercer sobre os acontecimentos na vida pol√≠tica. Mas, independentemente disso, e independentemente do nosso destino, podemos estar certos de que sem os esfor√ßos incans√°veis daqueles que est√£o preocupados com o bem-estar da humanidade como um todo a maioria da esp√©cie humana estaria muito pior do que se encontra realmente agora.

√Č agrad√°vel as pessoas gostarem do nosso trabalho. Temos uma sede infinita de amor. E de reconhecimento. Por muito certos que estejamos do nosso talento e da nossa capacidade de escrever.

A Arte e a Vida

Todos nós sabemos, quando fazemos algo, o quanto deixámos de fora, o quão grandemente falhámos, e carregamos dentro de nós uma imagem da coisa perfeita que falhou na materialização, e isso nós encaramos como o poema, isso é o que pedimos que nos reconheçam. Isso é o nosso orgulho, o nosso ego, exigindo completo reconhecimento.

E √© dif√≠cil separar a obra de arte do homem ou da mulher que a produziu. Tendemos a confundir os dois. No fim de contas, suponho, a hist√≥ria da luta que o artista atravessou para dar √† luz a sua ideia √© t√£o patente, t√£o intensa, que mesmo que queiramos permanecer cr√≠ticos ‚ÄĒ √†s vezes ‚ÄĒ vemos que √© quase imposs√≠vel faz√™-lo. Mas s√≥ porque a arte n√£o √© vida, s√≥ porque a arte √© uma cria√ß√£o t√£o inextrincavelmente ligada √† vida, precisamos de fazer grandes esfor√ßos para isolar o elemento da arte em vez do elemento da vida. Por vezes, parece-me quase rid√≠culo dizermos que este homem √© mais humano do que aquele, que revela mais da vida, etc., no seu trabalho.

Como pode algu√©m realmente dizer isso… se levarmos isto ao limite? Porque o √ļltimo movimento da caneta √© revelador…

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Glória é Vaidade

A gl√≥ria repousa propriamente sobre aquilo que algu√©m √© em compara√ß√£o com os outros. Portanto, ela √© essencialmente relativa; por isso, s√≥ pode ter valor relativo. Desapareceria inteiramente se os outros se tornassem o que o glorioso √©. Uma coisa s√≥ pode ter valor absoluto se o mantiver sob todas as circunst√Ęncias; aqui, contudo, trata-se daquilo que algu√©m √© imediatamente e por si mesmo. Consequentemente, √© nisso que tem de residir o valor e a felicidade do grande cora√ß√£o e do grande esp√≠rito. Logo, valiosa n√£o √© a gl√≥ria, mas aquilo que faz com que algu√©m a mere√ßa, pois isso, por assim dizer, √© a subst√Ęncia, e a gl√≥ria √© apenas o acidente. Ela age sobre quem √© c√©lebre, sobretudo como um sintoma exterior pelo qual ele adquire a confirma√ß√£o da opini√£o elevada de si mesmo. Desse modo, poder-se-ia dizer que, assim como a luz n√£o √© vis√≠vel se n√£o for reflectida por um corpo, toda a excel√™ncia s√≥ adquire total consci√™ncia de si pr√≥pria pela gl√≥ria. Mas o sintoma n√£o √© sempre infal√≠vel, visto que tamb√©m h√° gl√≥ria sem m√©rito e m√©rito sem gl√≥ria. Eis a justificativa para a frase t√£o distinta de Lessing: Algumas pessoas s√£o famosas, outras merecem s√™-lo.

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Deixo-me Ir Como Me Apraz

A ci√™ncia e a verdade podem residir em n√≥s sem ju√≠zo, e este pode habitar-nos desacompanhado delas: o reconhecimento da pr√≥pria ignor√Ęncia √© um dos mais belos e seguros testemunhos de ju√≠zo que conhe√ßo. N√£o tenho outro sargento para p√īr em ordem os meus escritos al√©m da fortuna. √Ä medida que as divaga√ß√Ķes me ocorrem, eu as empilho; ora se atropelam em bando, ora se disp√Ķem em fila. Quero que todos vejam o meu passo natural e simples, por irregular que ele seja. Deixo-me ir como me apraz, e estes n√£o s√£o assuntos que n√£o seja permitido a um homem ignorar ou tratar de maneira ligeira e casual
Bem que eu desejaria ter conhecimento mais perfeito das coisas, mas não quero comprá-lo por ser muito caro. O meu desejo é passar airada e não laborosiamente o tempo que me resta de vida. Bem nenhum existe que seja capaz de levar-me a quebrar a cabeça por ele, nem mesmo a ciência, por valiosa que seja. Não procuro nos livros senão alcançar prazer mediante um divertimento honesto, ou, se estudo, não busco senão a ciência que trata do conhecimento de nós próprios, e que me ensina a morrer e a viver bem.

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√Č obrigat√≥rio diz√™-lo: pouca gente tem ouvidos puros. Ou m√£os limpas. Ler um poema √© poder faz√™-lo, refaz√™-lo: eis o espelho, o m√°gico objecto do reconhecimento, o objecto activo de cria√ß√£o do rosto. O eco visual se quanto a rostos fosse apenas t√™-los fora e ver.

Reconhecimento Indirecto

Uma esp√©cie de reconhecimento indirecto constante √© um ingrediente que nunca pode faltar nas rela√ß√Ķes sociais; o reconhecimento directo √© mais dif√≠cil de suportar: quem nos manifesta directamente o seu reconhecimento d√° assim a entender que se coloca ao mesmo n√≠vel que n√≥s ou pelo menos est√° em condi√ß√Ķes de nos avaliar e ao nosso m√©rito.