Passagens sobre Felizes

1295 resultados
Frases sobre felizes, poemas sobre felizes e outras passagens sobre felizes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

√ď tu, consolador dos malfadados

√ď tu, consolador dos malfadados,
√ď tu, benigno dom da m√£o divina,
Das m√°goas saborosa medicina,
Tranquilo esquecimento dos cuidados:

Aos olhos meus, de prantear cansados,
Cansados de velar, teu voo inclina;
E v√≥s, sonhos d’amor, trazei-me Alcina,
Dai-me a doce vis√£o de seus agrados:

Filha das trevas, frouxa sonolência,
Dos gostos entre o férvido transporte
Quanto me foi suave a tua ausência!

Ah!, findou para mim t√£o leda sorte;
Agora é só feliz minha existência
No mudo estado, que arremeda a morte.

Esta Palavra Saudade

Junto de um catre vil, grosseiro e feio,
por uma noite de luar saudoso,
Cam√Ķes, pendida a fronte sobre o seio,
cisma, embebido num pesar lutuoso…

Eis que na rua um c√Ęntico amoroso
subit√Ęneo se ouviu da noite em meio:
J√° se abrem as adufas com receio…
Noites de amores! Que trovar mimoso!

Cam√Ķes acorda e √† gelosia assoma;
e aquele canto, como um antigo aroma,
ressuscita-lhe os risos do passado.

Viu-se moço e feliz, e ah! nesse instante,
no azul viu perpassar, claro e distante,
de Nat√©rcia gentil o vulto amado…

A compaixão é um profundo desejo de ver os outros aliviados do sofrimento, o amor é a outra faceta, um forte desejo de ver os outros felizes.

Atingir a Felicidade

Embora seja poss√≠vel atingir a felicidade, a felicidade n√£o √© uma coisa simples. Existem muitos n√≠veis. O Budismo, por exemplo, refere-se a quatro factores de contentamento ou felicidade: os bens materiais, a satisfa√ß√£o mundana, a espiritualidade e a ilumina√ß√£o. O conjunto destes factores abarca a totalidade da busca pessoal de felicidade. Deixemos de lado, por ora, as aspira√ß√Ķes √ļltimas a n√≠vel religioso ou espiritual, como a perfei√ß√£o e a ilumina√ß√£o, e concentremo-nos unicamente sobre a alegria e a felicidade, tal como as concebemos a n√≠vel mundano. A este n√≠vel, existem certos elementos-chave que n√≥s reconhecemos convencionalmente como contribuindo para o bem-estar e a felicidade. A sa√ļde, por exemplo, √© considerada como um factor necess√°rio para o bem-estar. Um outro factor s√£o as condi√ß√Ķes materiais ou os bens que possu√≠mos. Ter amigos e companheiros, √© outro. Todos n√≥s concordamos que para termos uma vida feliz precisamos de um c√≠rculo de amigos com quem nos possamos relacionar emocionalmente e em quem possamos confiar.

Portanto, todos estes factores s√£o causas de felicidade. Mas para que um indiv√≠duo possa utiliz√°-los plenamente e gozar de uma vida feliz e preenchida, a chave √© o estado de esp√≠rito. √Č crucial. Se utilizarmos as condi√ß√Ķes favor√°veis que possu√≠mos,

Continue lendo…

Da primeira vez ela chorou… Mas resolveu ficar. √Č que os momentos felizes tinham deixado ra√≠zes no seu penar. Depois perdeu a esperan√ßa, porque o perd√£o tamb√©m cansa de perdoar.

Os Doentes S√£o o Maior Perigo da Humanidade

Se t√£o normal √© o homem em estado morboso, tanto mais de devem estimar os raros exemplos de pot√™ncia f√≠sica e corpural, os acidentes felizes da esp√©cie humana, e tanto mais devem ser preservados do ar infecto os seres robustos. Faz-se assim ?…
Os doentes s√£o o maior perigo para os s√£os; daqueles v√™m todos os males. J√° se reparou suficientemente nisto?… Decerto se n√£o deve desejar que diminua a viol√™ncia entre os homens; porque esta viol√™ncia obriga os homens a serem fortes, e mant√©m na sua integridade o tipo do homem robusto. O tem√≠vel e desastroso √© o grande t√©dio do homem e a sua grande compaix√£o. Se algum dia estes elementos se unirem, dar√£o √° luz irremissivelmente a monstruosa ¬ę√ļltima¬Ľ vontade, a sua vontade do nada, o niilismo.
E efectivamente tudo est√° j√° preparado para este fim. Os que t√™m olhos, ouvidos, nariz, percebem por todos os lados a atmosfera de um manic√≥mio e de um hospital, em todas as partes do mundo civilizado, europeizado. Os doentes s√£o o maior perigo da humanidade; n√£o os maus, n√£o as ¬ęferas de rapina¬Ľ. Os desgra√ßados, os vencidos, os impotentes, os fracos s√£o os que minam a vida e envenenam e destroem a nossa confian√ßa.

Continue lendo…

Ser Feliz

Ser feliz √© reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreens√Ķes e per√≠odos de crise. Ser feliz n√£o √© uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu pr√≥prio ser.

Ser feliz √© deixar de ser v√≠tima dos problemas e tornar-se autor da sua pr√≥pria hist√≥ria. √Č atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um o√°sis no rec√īndito da sua alma. √Č agradecer a Deus em cada manh√£ pelo milagre da vida.

Ser feliz √© n√£o ter medo dos pr√≥prios sentimentos. √Č saber falar de si mesmo. E ter a coragem de ouvir um ¬ęn√£o¬Ľ. √Č ter seguran√ßa para receber uma cr√≠tica, mesmo que injusta. √Č beijar os filhos, ter prazer com os pais e ter momentos po√©ticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.

Ser feliz √© deixar viver a crian√ßa livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de n√≥s. √Č ter maturidade para dizer ¬ęeu errei¬Ľ. √Č ter ousadia para dizer ¬ęperdoa-me¬Ľ. √Č ter sensibilidade para expressar ¬ęeu preciso de ti¬Ľ. E ter capacidade de dizer ¬ęeu amo-te¬Ľ.

Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades que lhe permita ser feliz…

Continue lendo…

Vinho

Do amor tu n√£o dir√°s: provo, mas n√£o me embriago,
que n√£o basta provar para sentir o amor.
√Č preciso sorv√™-lo at√© o √ļltimo trago
se a embriaguez é que dá seu profundo sabor.

Teu amor deve ter profundidade e cor
n√£o deve ser um sonho doentio e vago,
se assim for, ent√£o sim, podes te dar por pago
que este é o preço da vida e todo o seu valor.

Transborda a tua taça, ergue-a nas mãos, e brinda
o momento feliz que viveste e n√£o finda,
que só o amor que embriaga e que nos leva a extremos

pode glorificar os sentidos e a vida,
e vencendo a raz√£o que nos tolhe e intimida,
nos faz reaver, de pronto, as horas que perdemos!

As crianças são quase sempre felizes, porque não pensam na felicidade. Os velhos são muitas vezes infelizes, porque pensam demasiadamente nela.

Não preciso me drogar para ser um gênio; Não preciso ser um gênio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.

Se a Vida Fosse Sempre Vida

Felizes, cujos corpos sob as √°rvores
Jazem na √ļmida terra,
Que nunca mais sofrem o sol, ou sabem
Das doenças da lua.

Verta Eolo a caverna inteira sobre
O orbe esfarrapado,
Lance Netuno, em cheias m√£os, ao alto
As ondas estoirando.

Tudo lhe é nada, e o próprio pegureiro
Que passa, finda a tarde,
Sob a √°rvore onde jaz quem foi a sombra
Imperfeita de um deus,

N√£o sabe que os seus passos v√£o cobrindo
O que podia ser,
Se a vida fosse sempre vida, a glória
De uma beleza eterna.

À Memória de Minha Mãe

M√£e! Morreste!
Agora é tão tarde para te dizer as palavras necessárias.
O rel√≥gio bateu duas e meia. √Č noite escura
E a dor galopa surdamente no meu peito.
Teu corpo jaz ainda morno, j√° sem interesse para ti.
Por tua causa, amanh√£, movimentar-se-√£o pessoas
Diversas
Que n√£o te conheceram.
Serão preenchidos papéis: requerimentos, boletins;
P√°s ou picaretas (nem eu sei) ferir√£o a terra
E sobre ela erguer√£o, depois, um n√ļmero qualquer
Que ser√° de futuro o teu bilhete de identidade.
Agora, porém, tudo ainda é quieto.
Só um galo canta, feliz, na sua inconsciência de ser vivo.
As l√°grimas rompem-me incontrol√°veis e in√ļteis.
√Č tarde!
Já só existem saudades e fotografias.
As palavras que eu amaria ter-te dito
Sobem-me ao silêncio dos lábios cerrados.
L√° fora a chuva molha a madrugada
Enquanto os familiares se olham
Com o rosto congestionado de l√°grimas
E sono interrompido,
Adorando-te em silêncio,
Mais que nunca,
‚ÄĒ Esmagados pelo prest√≠gio da morte.

M√°ximo de Felicidade no M√°ximo de Lucidez

O que √© a sabedoria? √Č a felicidade na verdade, ou ¬ęa alegria que nasce da verdade¬Ľ. Esta √© a express√£o que Santo Agostinho utiliza para definir a beatitude, a vida verdadeiramente feliz, em oposi√ß√£o √°s nossas pequenas felicidades, sempre mais ou menos fact√≠cias ou ilus√≥rias. Sou sens√≠vel ao facto de que √© a mesma palavra beatitude que Espinoza retomar√°, bem mais tarde, para designar a felicidade do s√°bio, a felicidade que n√£o √© a recompensa da virtude mas a pr√≥pria virtude… a beatitude √© a felicidade do s√°bio, em oposi√ß√£o √†s felicidades que n√≥s, que n√£o somos s√°bios, conhecemos comumente, ou, digamos, √†s nossas apar√™ncias de felicidade, que √†s vezes s√£o alimentadas por drogas ou √°lcoois, muitas vezes por ilus√Ķes, divers√£o ou m√°-f√©. Pequenas mentiras, pequenos derivativos, remedinhos, estimulantezinhos… n√£o sejamos severos demais. Nem sempre podemos dispens√°-los. Mas a sabedoria √© outra coisa. A sabedoria seria a felicidade na verdade.
A sabedoria? √Č uma felicidade verdadeira ou uma verdade feliz. N√£o fa√ßamos disso um absoluto, por√©m. Podemos ser mais ou menos s√°bios, do mesmo modo que podemos ser mais ou menos loucos. Digamos que a sabedoria aponta para uma direc√ß√£o: a do m√°ximo de felicidade no m√°ximo de lucidez.

Continue lendo…