Cita√ß√Ķes sobre Humanidade

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Frases sobre humanidade, poemas sobre humanidade e outras cita√ß√Ķes sobre humanidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Criminosos s√£o uma pequena minoria em qualquer √©poca ou pa√≠s. E o dano que eles causaram √† humanidade √© infinitesimal quando comparado com os horrores ‚Äď o derramamento de sangue, as guerras, as perseguis√Ķes, a fome, as escraviza√ß√Ķes, as destrui√ß√Ķes em grande escala ‚Äď perpetradas pelos governos da humanidade. Potencialmente, o governo √© a mais perigosa amea√ßa aos direitos do homem: ele mantem o monop√≥lio do uso de for√ßa f√≠sica contra v√≠timas legalmente desarmadas. Quando irrestrito e ilimitado pelos direitos individuais, um governo √© o mais mortal inimigo do homem.

O Vil Metal

Tim√£o: Ouro amarelo, fulgurante, ouro precioso! (…) Basta uma por√ß√£o dele para fazer do preto, branco; do feio, belo; do errado, certo; do baixo, nobre; do velho, jovem; do cobarde, valente. √ď deuses!, por que isso? O que √© isso, √≥ deuses? (…) [O ouro] arrasta os sacerdotes e os servos para longe do seu altar, arranca o travesseiro onde repousa a cabe√ßa dos √≠ntegros. Esse escravo dourado ata e desata v√≠nculos sagrados; aben√ßoa o amaldi√ßoado; torna ador√°vel a lepra repugnante; nomeia ladr√Ķes e confere-lhes t√≠tulos, genuflex√Ķes e a aprova√ß√£o na bancada dos senadores. √Č isso que faz a vi√ļva anci√£ casar-se de novo (…). Venha, mineral execr√°vel, prostituta vil da humanidade (…) eu o farei executar o que √© pr√≥prio da sua natureza.

O amor é um sentimento universal, uma doação divina para unir a humanidade. Prove gota a gota o precioso líquen desse cálice. Quem não ama a si mesmo, como haverá de amar o próximo?

Age de modo que consideres a humanidade tanto na tua pessoa quanto na de qualquer outro, e sempre como objectivo, nunca como simples meio.

A verdade e o poder, para mim, formam uma antítese, um antagonismo, que dificilmente será resolvido. Eu posso definir, de facto, uma simplificação da história da humanidade, da evolução da humanidade, como uma disputa entre o poder e a liberdade.

Cam√Ķes III

Quando, torcendo a chave misteriosa
Que os cancelos fechava do Oriente,
O Gama abriu a nova terra ardente
Aos olhos da companha valorosa,

Talvez uma vis√£o resplandecente
Lhe amostrou no futuro a sonorosa
Tuba. que cantaria a ação famosa
Aos ouvidos da própria e estranha gente.

E disse: “Se j√° noutra, antiga idade,
Tróia bastou aos homens, ora quero
Mostrar que é mais humana a humanidade.

Pois não serás herói de um canto fero,
Mas vencer√°s o tempo e a imensidade
Na voz de outro moderno e brando Homero”.

Sempre os que dizem de antemão que lutam em nome de Deus são pessoas menos pacíficas do mundo: como crêem que recebem mensagens celestiais, têm os ouvidos surdos para qualquer palavra de humanidade.

Da velha confusão de teorias médicas, da grande época obscura do empirismo, como um dogma da ciência de então, uma forma errónea e cheia de preconceito, como se fora um mandado religioso e por isso mesmo eivado de má fé, surgiu com esta frase perturbante: O homem é omnívoro. Como à boca se pode levar tudo que se queira, daí resultou essa monstruosidade deturpante da humanidade!

Cada pessoa deve trabalhar para o seu aperfeiçoamento e, ao mesmo tempo, participar da responsabilidade coletiva por toda a humanidade.

Neruda e García Lorca em Homenagem a Rubén Dario

Eis o texto do discurso:

Neruda: Senhoras…

Lorca: …e senhores. Existe na lide dos touros uma sorte chamada ¬ętoreio dei alim√≥n¬Ľ, em que dois toureiros furtam o corpo ao touro protegidos pela mesma capa.

Neruda: Federico e eu, ligados por um fio eléctrico, vamos emparelhar e responder a esta recepção tão significativa.

Lorca: √Č costume nestas reuni√Ķes que os poetas mostrem a sua palavra viva, prata ou madeira, e sa√ļdem com a sua voz pr√≥pria os companheiros e amigos.

Neruda: Mas n√≥s vamos colocar entre v√≥s um morto, um comensal vi√ļvo, escuro nas trevas de uma morte maior que as outras mortes, vi√ļvo da vida, da qual foi na sua hora um marido deslumbrante. Vamos esconder-nos sob a sua sombra ardente, vamos repetir-lhe o nome at√© que a sua grande for√ßa salte do esquecimento.

Lorca: N√≥s, depois de enviarmos o nosso abra√ßo com ternura de pinguim ao delicado poeta Amado Villar, vamos lan√ßar um grande nome sobre a toalha, na certeza de que v√£o estalar as ta√ßas, saltar os garfos, buscando o olhar que todos anseiam, e que um golpe de mar h√°-de manchar as toalhas. N√≥s vamos evocar o poeta da Am√©rica e da Espanha: Rub√©n…

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Desejo ser um criador de mitos, que é o mistério mais alto que pode obrar alguém da humanidade.

Uma escola onde os alunos mandassem seria uma escola triste. A luz, a moralidade e a arte serão sempre representadas na humanidade por um conjunto de mestres, uma minoria que guarda a tradição do verdadeiro, do bem e do belo.

Poema do Homem Novo

Niels Armstrong p√īs os p√©s na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.

Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.

A cobrir tudo, enfim, como um bal√£o ao vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas m√£os penduradas, tent√°culos programados,
luvas com luz nos dedos.

Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
C√° de longe, na Terra, num borborinho ansioso,

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