Cita√ß√Ķes sobre Probabilidade

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Frases sobre probabilidade, poemas sobre probabilidade e outras cita√ß√Ķes sobre probabilidade para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Envelhecer

Uma pessoa envelhece lentamente: primeiro envelhece o seu gosto pela vida e pelas pessoas, sabes, pouco a pouco torna-se tudo t√£o real, conhece o sginificado das coisas, tudo se repete t√£o terr√≠vel e fastidiosamente. Isso tamb√©m √© velhice. Quando j√° sabe que um corpo n√£o √© mais que um corpo. E um homem, coitado, n√£o √© mais que um homem, um ser mortal, fa√ßa o que fizer… Depois envelhece o seu corpo; nem tudo ao mesmo tempo, n√£o, primeiro envelhecem os olhos, ou as pernas, o est√īmago, ou o cora√ß√£o. Uma pessoa envelhece assim, por partes. A seguir, de repente, come√ßa a envelhecer a alma: porque por mais enfraquecido e decr√©pito que seja o corpo, a alma ainda est√° repleta de desejos e de recorda√ß√Ķes, busca e deleita-se, deseja o prazer. E quando acaba esse desejo de prazer, nada mais resta que as recorda√ß√Ķes, ou a vaidade; e ent√£o √© que se envelhece de verdade, fatal e definitivamente. Um dia acordas e esfregas os olhos: j√° n√£o sabes porque acordaste. O que o dia te traz, conheces tu com exactid√£o: a Primavera ou o Inverno, os cen√°rios habituais, o tempo, a ordem da vida. N√£o pode acontecer nada de inesperado: n√£o te surpreeende nem o imprevisto,

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A experiência não permite nunca atingir a certeza absoluta. Não devemos procurar obter mais que uma probabilidade.

A Luta para a Supress√£o Radical das Guerras

A minha participa√ß√£o na produ√ß√£o da bomba at√≥mica consistiu numa √ļnica ac√ß√£o: assinei uma carta dirigida ao presidente Roosevelt, na qual se sublinhava a necessidade de levar a cabo experi√™ncias em grande escala, para investiga√ß√£o das possibilidades de produ√ß√£o duma bomba at√≥mica.
Tive bem consciência do grande perigo que significava para a Humanidade o êxito desse empreendimento. Mas a probabilidade de que os Alemães trabalhassem no mesmo problema e fossem bem sucedidos, obrigou-me a dar este passo. Não tinha outra solução, embora tivesse sido sempre um pacifista convicto. Foi, portanto, uma reacção de legítima defesa.
Enquanto, por√©m, as na√ß√Ķes n√£o estiverem resolvidas a trabalhar em comum para suprimir a guerra, a resolverem os seus conflitos por decis√£o pac√≠fica e a protegerem os seus interesses de maneira legal, v√™em-se obrigadas a preparar-se para a guerra. V√™em-se, mais, obrigadas a preparar todos os meios, mesmo os mais detest√°veis, para n√£o se deixarem ficar para tr√°s, na corrida geral aos armamentos. Este caminho conduz fatalmente √† guerra que, nas condi√ß√Ķes actuais, significa destrui√ß√£o geral.
Nestas condi√ß√Ķes, a luta contra os meios n√£o tem probabilidades de √™xito. S√≥ ainda pode valer a supress√£o radical das guerras e do perigo de guerra.

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Palavras sobre a guerra, de pessoas que estiveram numa guerra, são sempre interessantes; palavras sobre a lua, de um poeta que nunca esteve na lua, têm toda a probabilidade de serem enfadonhas.

Raz√£o afectada pelo Desejo

O homem que deseja agir de certa forma se persuadirá que, assim procedendo, alcançará algum propósito que considera bom, mesmo que não vise motivo algum para pensar dessa forma, se não tivesse tal desejo. E julgará os factos e probabilidades de maneira muito diferente daquela adoptada por um homem com desejos opostos. Como todos sabem, os jogadores estão cheios de crenças irracionais relativas a sistemas que devem, no fim, fazê-los ganhar. Os que se interessam pela política persuadem-se de que os líderes do seu partido jamais praticariam as patifarias cometidas pelos adversários. Os homens que gostam de administrar acham que é bom para o povo ser tratado como um rebanho de ovelhas, os que gostam do fumo dizem que acalma os nervos, e os que apreciam o álcool afirmam que aguça o tino. A parcialidade assim criada falsifica o julgamento dos homens em relação aos factos, de modo muito difícil de evitar.
At√© mesmo um erudito artigo cient√≠fico sobre os efeitos do √°lcool no sistema nervoso em geral trai, por sintomas internos, o facto de o autor ser ou n√£o abst√©mio; em ambos os casos tende a ver os factos de maneira que justifique a sua atitude. Em pol√≠tica e religi√£o tais considera√ß√Ķes tornam-se muito importantes.

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O sofrimento proporciona-nos a melhor protecção para a sobrevivência, uma vez que aumenta a probabilidade de darmos atenção aos sinais de dor e agirmos no sentido de evitar a sua origem ou corrigir as suas consequências.

O Nosso C√≥digo √Čtico e Moral Desculpabiliza-nos Perante a Recusa de Aliviarmos o Sofrimento Alheio

Eu não desviava os olhos de minha mãe, sabia que, quando estivessem à mesa, não me seria permitido ficar até ao fim da refeição, e que, para não contrariar meu pai, a mamã não me deixaria beijá-la várias vezes diante dos outros, como se fosse no meu quarto.
(…) antes de tocarem a sineta para o jantar, meu av√ī teve a ferocidade inconsciente de dizer: ¬ęO pequeno parece cansado; deveria ir deitar-se. E depois, jantamos tarde hoje.¬Ľ E meu pai,(…) disse: ¬ęSim. Anda, vai deitar-te.¬Ľ Eu quis beijar a mam√£; nesse instante ouviu-se a sineta do jantar. ¬ęN√£o, n√£o, deixa a tua m√£e em paz, voc√™s j√° se despediram bastante, essas demonstra√ß√Ķes s√£o rid√≠culas. Anda, sobe!¬Ľ E eu tive de partir sem vi√°tico; tive de subir cada degrau ¬ęcontra o cora√ß√£o¬Ľ, subindo contra o meu cora√ß√£o, que desejava voltar para junto de minha m√£e porque ela n√£o lhe havia dado, com um beijo, licen√ßa de me acompanhar.
(…) J√° no meu quarto, tive de (…) cerrar os postigos, cavar o meu pr√≥prio t√ļmulo enquanto virava as cobertas, vestir o sud√°rio da minha camisa de dormir. Mas antes de sepultar-me no leito de ferro (…), veio-me um impulso de revolta e resolvi tentar um ardil de condenado.

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O medo agora é que meu novo modo não faça sentido? mas por que não me deixo guiar pelo que for acontecendo? Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.

A verdade é muitas vezes um produto artificial da autoridade ou persistência. Um velho tem mais probabilidades de a estabelecer do que um novo. E um teimoso também.

Seja legal com os CDFs. Existe uma grande probabilidade de você ir trabalhar para um deles.

Abordar um Texto Poético

Abordar um texto po√©tico, qualquer que seja o grau de profundidade ou amplitude da leitura, pressup√Ķe, e ouso dizer que pressupor√° sempre, uma certa incomodidade de esp√≠rito, como se uma consci√™ncia paralela observasse com ironia a inanidade relativa de um trabalho de desoculta√ß√£o que, estando obrigado a organizar, no complexo sistema capilar do poema, um itiner√°rio cont√≠nuo e uma univocidade coerente, ao mesmo tempo se obriga a abandonar as mil e uma probabilidades oferecidas pelos outros itiner√°rios, apesar de estar ciente de antem√£o de que s√≥ depois de os ter percorrido a todos, a esses e √†quele que escolheu, √© que acederia ao significado √ļltimo do texto, podendo suceder que a leitura alegadamente totalizadora assim obtida viesse s√≥ a servir para acrescentar √† rede sangu√≠nea do poema uma ramifica√ß√£o nova, e impor portanto a necessidade de uma nova leitura. Todos carpimos a sorte de S√≠sifo, condenado a empurrar pela montanha acima uma sempiterna pedra que sempiternamente rolar√° para o vale, mas talvez que o pior castigo do desafortunado homem seja o de saber que n√£o vir√° a tocar nem a uma s√≥ das pedras ao redor, in√ļmeras, que esperam o esfor√ßo que as arrancaria √† imobilidade.
N√£o perguntamos ao sonhador por que est√° sonhando,

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O Futuro do Homem

O homem pode sempre mais e coisa diversa daquilo que se esperaria dele. O homem √© inacabado e inacab√°vel e sempre aberto ao futuro. N√£o h√° homem total e n√£o o haver√° jamais. Por isso h√° dois modos de pensar o futuro do homem. Posso conceb√™-lo como um processo natural, an√°logo √†quele que respeita aos objectos, e formular probabilidades. Ou ent√£o posso imaginar as situa√ß√Ķes que v√£o ocorrer sem saber a resposta que lhes dar√° o homem, sem saber como, atrav√©s delas, mas espontaneamente, ele se encontrar√° a si pr√≥prio. No primeiro caso, aguardo um desenrolar necess√°rio que poderia conhecer em princ√≠pio, mesmo se n√£o o conhe√ßo. No segundo caso, o futuro, longe de ser o desenvolvimento de necessidades causais implicadas pela realidade dada, depende do que ser√° realizado e vivido em liberdade. As in√ļmeras pequenas ac√ß√Ķes dos indiv√≠duos, todas as suas livres decis√Ķes, todas as coisas que realizam, t√™m um alcance ilimitado. No primeiro caso submeto-me a uma necessidade contra a qual nada posso. No segundo procuro a fonte original que est√° na base da liberdade humana. Fa√ßo um apelo √† vontade.
Caminhamos para um futuro que n√£o pode ser conhecido, que, na sua totalidade, n√£o est√° decidido.

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A Cegueira do Amor

Desde que se ame, o mais sensato dos homens não vê nenhum objecto tal como é. Exagera para menos as suas próprias vantagens e para mais os menores favores do objecto amado. Os temores e as esperanças transformam-se imediatamente em algo de romanesco. Deixa de atribuir seja o que for ao acaso; perde o sentido das probabilidades; uma coisa imaginada é uma coisa existente que influi na sua felicidade.
Um signo aterrador de que se est√° a perder a cabe√ßa √© que, ao pensar em qualquer facto, por min√ļsculo e dif√≠cil de observar que seja, o vejamos branco e o interpretemos em favor do nosso amor; um instante depois, verificamos que na realidade era negro, e mesmo assim ainda o achamos favor√°vel ao nosso amor.
√Č nessa altura que uma alma presa de mortais incertezas sente vivamente a necessidade de um amigo; mas para um amante j√° n√£o h√° amigos, como muito bem se sabia nas cortes. Eis a fonte da √ļnica esp√©cie de indiscri√ß√£o que uma mulher √© capaz de perdoar.

Luta de Classes

N√£o contem comigo para defender o elitismo cultural. Pelo contr√°rio, contem comigo para rebentar cada detalhe do seu preconceito.
A cultura √© usada como s√≠mbolo de status por alguns, alfinete de lapela, bot√£o de punho. A raridade √© condi√ß√£o indispens√°vel desse exibicionismo. S√≥ pertencendo a poucos se pode ostentar como diferenciadora. Essa colec√ß√£o de s√≠mbolos √© descrita com pron√ļncia mais ou menos afectada e tem o objectivo de definir socialmente quem a enumera.
Para esses indiv√≠duos raros, a cultura √© caracterizada por aqueles que a consomem. Assim, conv√©m n√£o haver misturas. Conhe√ßo melhor o mundo da leitura, por isso, tomo-o como exemplo: se, no in√≠cio da madrugada, uma dessas mulheres que acorda cedo e faz limpeza em escrit√≥rios for vista a ler um determinado livro nos transportes p√ļblicos, os snobs que assistam a essa imagem s√£o capazes de enjeit√°-lo na hora. Come√ßar√£o a definir essa obra como “leitura de empregadas de limpeza” (com muita probabilidade utilizar√£o um sin√≥nimo mais depreciativo para descrev√™-las).
Este exemplo aplica-se em qualquer outra √°rea cultural que possa chegar a muita gente: m√ļsica, cinema, televis√£o, etc. Aquilo que mais surpreende √© que estes “argumentos”, esta forma de falar e de pensar seja utilizada em meios supostamente culturais por indiv√≠duos supostamente cultos,

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Somos Irracionais

No meu tempo de escola prim√°ria, algumas cr√©dulas e ing√©nuas pessoas, a quem d√°vamos o respeitoso nome de mestres, ensinaram-me que o homem, al√©m de ser um animal racional, era, tamb√©m, por gra√ßa particular de Deus, o √ļnico que de tal fortuna se podia gabar. Ora, sendo as primeiras li√ß√Ķes aquelas que mais perduram no nosso esp√≠rito, ainda que, muitas vezes, ao longo da vida, julguemos t√™-las esquecido, vivi durante muitos anos aferrado √† cren√ßa de que, apesar de umas tantas contrariedades e contradi√ß√Ķes, esta esp√©cie de que fa√ßo parte usava a cabe√ßa como aposento e escrit√≥rio da raz√£o. Certo era que o pintor Goya, surdo e s√°bio, me protestava que √© no sono dela que se engendram os monstros, mas eu argumentava que, n√£o podendo ser negado o surgimento dessas avantesmas, tal s√≥ acontecia quando a raz√£o, pobrezinha, cansada da obriga√ß√£o de ser razon√°vel, se deixava vencer pela fadiga e mergulhava no esquecimento de si pr√≥pria. Chegado agora a estes dias, os meus e os do mundo, vejo-me diante de duas probabilidades: ou a raz√£o, no homem, n√£o faz sen√£o dormir e engendrar monstros, ou o homem, sendo indubitavelmente um animal entre os animais, √©, tamb√©m indubitavelmente, o mais irracional de todos eles.

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Quem me pode confirmar a verdade ou a probabilidade do facto de ser apenas devido à minha missão literária que eu me desinteresso de todas as outras coisas e por isso não tenho coração?