Cita√ß√Ķes sobre Rid√≠culo

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Frases sobre rid√≠culo, poemas sobre rid√≠culo e outras cita√ß√Ķes sobre rid√≠culo para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A sociedade dá-nos a conhecer o ridículo; o retiro nos ensina a sentir os vícios.

N√£o Podemos Ter a Certeza de Nada

Somos todos iguais na fragilidade com que percebemos que temos um corpo e ilus√Ķes. As ambi√ß√Ķes que demor√°mos anos a acreditar que alcan√ß√°vamos, a pouco e pouco, a pouco e pouco, n√£o s√£o nada quando vistas de uma perspectiva apenas ligeiramente diferente. Daqui, de onde estou, tudo me parece muito diferente da maneira como esse tudo √© visto da√≠, de onde est√°s. Depois, h√° os olhos que est√£o ainda mais longe dos teus e dos meus. Para esses olhos, esse tudo √© nada. Ou esse tudo √© ainda mais tudo. Ou esse tudo √© mil coisas vezes mil coisas que nos s√£o imposs√≠veis de compreender, apreender, porque s√≥ temos uma √ļnica vida.
‚ÄĒ Porqu√™, pai?
‚ÄĒ N√£o sei. Mas creio que √© assim. S√≥ temos uma √ļnica vida. E foi-nos dado um corpo sem respostas. E, para nos defendermos dessa indefini√ß√£o, transform√°mos as certezas que constru√≠mos na nossa pr√≥pria biologia. Fomos e somos capazes de acreditar que a nossa exist√™ncia dependia delas e que n√£o ser√≠amos capazes de continuar sem elas. Aquilo em que queremos acreditar corre no nosso sangue, √© o nosso sangue. Mas, em consci√™ncia absoluta, n√£o podemos ter a certeza de nada. Nem de nada de nada,

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Assim como seria rid√≠culo chamar o filho do nosso alfaiate ou do nosso sapateiro, para que nos fizessem um fato ou umas botas, n√£o tendo eles aprendido o of√≠cio; assim tamb√©m seria rid√≠culo consentir ou admitir no governo da Rep√ļblica os filhos daqueles var√Ķes, que governaram com acerto ou prud√™ncia, n√£o tendo eles a mesma capacidade dos pais.

A timidez √© o mais vulgar de todos os fen√≥menos. O que h√° de mais vulgar em todos n√≥s √© termos medo de sermos rid√≠culos…

No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós

O comum das gentes (de Portugal) que eu n√£o chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum √© bom. Mas √© exactamente porque √© bom, que abusam dele. Os pr√≥prios v√≠cios v√™m da sua ingenuidade, que √© onde a bondade tamb√©m mergulha. S√≥ que precisa sempre de lhe dizerem onde aplic√°-la. N√≥s somos por instinto, com intermit√™ncias de consci√™ncia, com uma generosidade e delicadeza incontrol√°veis at√© ao rid√≠culo, astutos, comunic√°veis at√© ao dislate, corajosos at√© √† temeridade, orgulhosos at√© √† petul√Ęncia, humildes at√© √† subservi√™ncia e ao complexo de inferioridade. As nossas virtudes t√™m assim o seu lado negativo, ou seja, o seu v√≠cio. √Č o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. Toda a nossa literatura popular √© disso que vive.
Mas, no fim de contas, que √© que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma ¬ęciviliza√ß√£o planet√°ria¬Ľ? Que significa o regionalismo em face da r√°dio e da TV? O rasoiro que nivela a prov√≠ncia √© o que igualiza as na√ß√Ķes. A anula√ß√£o do indiv√≠duo de facto √© o nosso imediato horizonte. Estruturalismo, lingu√≠stica, freudismo, comunismo, tecnocracia s√£o faces da mesma realidade. Como no Egipto, na Gr√©cia,

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O modo de se vestir é uma preocupação ridícula. Mas é muito ridículo para um homem não estar bem vestido.

Esperamos que estejamos hoje longe da rid√≠cula pretens√£o de decretar que o nosso pequeno canto seja o √ļnico a partir do qual tenhamos o direito de ter uma perspectiva.

Em vida, observo muito, sou ativa nas observa√ß√Ķes, tenho o senso do rid√≠culo, do bom humor, da ironia, e tomo um partido

Há Metafísica Bastante em não Pensar em Nada

Há metafísica bastante em não pensar em nada.

O que penso eu do mundo?
Sei l√° o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que idéia tenho eu das cousas?
Que opini√£o tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?

Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E n√£o pensar. √Č correr as cortinas
Da minha janela (mas ela n√£o tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O √ļnico mist√©rio √© haver quem pense no mist√©rio.
Quem est√° ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E j√° n√£o pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol n√£o sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

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A Vida deve Ser um Sonho que se Recusa a Confrontos

Tudo quanto de desagrad√°vel nos sucede na vida – figuras rid√≠culas que fazemos, maus gestos que temos, lapsos em que ca√≠mos de qualquer das vir¬≠tudes – deve ser considerado como meros acidentes externos, impotentes para atingir a subst√Ęncia da alma. Tenhamo-los como dores de dentes, ou calos, da vida, coisas que nos incomodam mas s√£o externas ainda que nossas, ou que s√≥ tem que supor a nossa exist√™ncia org√Ęnica ou que preocupar-se o que h√° de vital em n√≥s.
Quando atingimos esta atitude, que é, em outro modo, a dos místicos, estamos defendidos não só do mundo mas de nós mesmos, pois vencemos oq ue em nós é externo, é outrem, é o contrário de nós e por isso o nosso inimigo.
Disse Horácio, falando do varão justo, que ficaria impávido ainda que em torno dele ruísse o mundo. A imagem é absurda, justo o seu sentido. Ainda que em torno de nós rua o que fingimos que somos, porque coexistimos, devemos ficar impávidos Рnão porque sejamos justos, mas porque somos nós, e sermos nós é nada ter que ver com essas coisas externas que ruem, ainda que ruam sobre o que para elas somos.
A vida deve ser,

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Vou continuar, é exatamente da minha natureza nunca me sentir ridícula, eu me aventuro sempre, entro em todos os palcos

A ridícula situação de alguém que critica o que confessa nunca ter lido, já é suficiente para desqualificar a sua crítica.

O papel do marido atraiçoado continuará a ser ridículo até o dia em que a sociedade reconhecer que a honra é uma propriedade como qualquer outra, e que, roubado esse património, o desprezo, como punição do delito, deve cair não no que sofre, mas sim no que perpetrou o roubo.

Correndo o risco de parecer ridículo, deixem-me dizer-lhes que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor.

O Amor n√£o Tem nada que Ver com a Idade

Penso saber que o amor n√£o tem nada que ver com a idade, como acontece com qualquer outro sentimento. Quando se fala de uma √©poca a que se chamaria de descoberta do amor, eu penso que essa √© uma maneira redutora de ver as rela√ß√Ķes entre as pessoas vivas. O que acontece √© que h√° toda uma hist√≥ria nem sempre feliz do amor que faz que seja entendido que o amor numa certa idade seja natural, e que noutra idade extrema poderia ser rid√≠culo. Isso √© uma ideia que ofende a disponibilidade de entrega de uma pessoa a outra, que √© em que consiste o amor.

Eu não digo isto por ter a minha idade e a relação de amor que vivo. Aprendi que o sentimento do amor não é mais nem menos forte conforme as idades, o amor é uma possibilidade de uma vida inteira, e se acontece, há que recebê-lo. Normalmente, quem tem ideias que não vão neste sentido, e que tendem a menosprezar o amor como factor de realização total e pessoal, são aqueles que não tiveram o privilégio de vivê-lo, aqueles a quem não aconteceu esse mistério.

Regras para a Conversação

РDa minha parte, disse Amithone, confesso que gostaria muito que existissem regras para a conversação, assim como há para muitas outras coisas. РA regra principal, retomou Valérie, é jamais dizer alguma coisa que fira o juízo. РMas ainda, acrescentou Nicanor, desejaria saber mais precisamente como vós concebeis que deva ser a conversação. РConcebo, retomou ela, que no falar em geral, ela deva versar com mais frequência sobre coisas comuns e galantes do que sobre grandes coisas.
Mas concebo, entretanto, que n√£o h√° nada que n√£o possa caber ali; que ela deve ser livre e diversificada, segundo os momentos, os lugares, e as pessoas com quem se est√°; e que o segredo √© falar sempre nobremente das coisas baixas, e bastante simplesmente das coisas elevadas, e muito galantemente das coisas galantes, sem ansiedade, e sem afecta√ß√£o. Assim, embora a conversa√ß√£o deva ser sempre igualmente natural e ponderada, n√£o deixo de dizer que h√° ocasi√Ķes nas quais mesmo as ci√™ncias podem entrar de bom grado ali e nas quais os agrad√°veis desatinos tamb√©m podem encontrar o seu lugar, contanto que sejam engenhosos, modestos e galantes. De modo que, para falar ponderadamente, pode-se assegurar, sem mentira, que n√£o h√° nada que n√£o se possa dizer na conversa√ß√£o,

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