Cita√ß√Ķes sobre Semana

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Frases sobre semana, poemas sobre semana e outras cita√ß√Ķes sobre semana para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Trazer a Paix√£o de Volta

Se te encontras numa rela√ß√£o, e parto do princ√≠pio que se l√° est√°s √© porque ainda a queres, a √ļnica via para trazeres a paix√£o de volta ao seio do vosso quotidiano passa por romp√™-lo. Sim, acabar com os h√°bitos, com as rotinas doentias e enfadonhas e com tudo aquilo que est√°, deem conta ou n√£o, a acabar convosco e a consumir-vos lentamente. Daqui a pouco, se √© que j√° n√£o se encontram nesse estado, j√° nem podem olhar um para o outro, ouvir-se, cheirar-se e muito menos tocar-se e, por incr√≠vel que pare√ßa, nada disto significa que o amor tenha desaparecido. O que se escafedeu foi mesmo a paix√£o, a ponte que passa por cima de todas as diferen√ßas, conflitos e afins. Uma noite de sexo ou uma conchinha ao dormir, por exemplo, conseguem salvar a turbul√™ncia de uma semana inteira. √Č a magia dos sentidos.

Portanto, e retomando a nossa conversa, se queres despertar novamente o fogo entre ti e a pessoa com quem estás, não esperes mais pelo trágico e anunciado fim nem por uma eventual iniciativa que o outro possa tomar, agarra tu nas rédeas da tua vida e convida a pessoa para um jantar ou um outro programa qualquer num lugar diferente,

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Até a Pessoa Amada Voltar

Até ela, a pessoa amada, voltar, o tempo não corre como costuma correr. Atrasa-se e detém-se. Suspende-se e atrapalha-nos. Move-se de um lado para o outro. Arrasta os lugares: aqueles onde ela está e aquele (a nossa casa) onde eu espero por ela.

Esperar é um sofrimento mas também se aprende a esperar. Olhar para um relógio é a pior coisa que se pode fazer porque esses quantificadores malévolos são contabilistas automatizados que sabem contar todos os tempos, excepto os tempos de quem ama, espera e tem medo.

N√£o s√£o capazes de contar os tempos de todas as pessoas dotadas de um corpo com cora√ß√£o e alma. Que somos todos, quer queiramos, quer n√£o. Quem √© que quer? Ningu√©m. E de que nos serve? De nada. At√© ela, a pessoa amada, voltar, a √ļnica coisa que podemos fazer √© a que mais nos custa: esperar que ela volte. Mas quando √© que ela volta? Os minutos podem n√£o ser anos mas os quartos-de-hora s√£o semanas inteiras.

Mesmo saber que ela, a pessoa amada, voltará é difícil. Até acreditamos que queira voltar. Mas preocupamo-nos: e se ela não puder voltar? Pensar nisso é como morrer vivo sem pensar nisso.

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Pouca gente pensa mais de duas ou três vezes por ano; eu ganhei reputação internacional a pensar duas ou três vezes por semana.

Por que escovar os dentes quatro vezes ao dia e fazer sexo duas vezes por semana? Por que n√£o o contr√°rio?

l√Ęmpada votiva

1. teve longa agonia a minha m√£e

teve longa agonia a minha m√£e:
seu ser tornou-se um puro sofrimento
e a sua voz apenas um lamento
sombrio e lancinante, mas ninguém

podia fazer nada, era novembro,
levou-a o sol da tarde quando a face
lhe serenou, foi como se acordasse
outra espessura dela em mim. relembro

sombras e risos, coisas pequenas, nadas,
e horas graves da inf√Ęncia e idade adulta
que este silêncio oculta e desoculta
nessas pobres fei√ß√Ķes desfiguradas.

quanta canção perdida se procura,
quanta encontrada em l√°grimas murmura.

2. e n√£o queria ser vista e foi envolta

e n√£o queria ser vista e foi envolta
num lençol branco em suas dobras leves,
pus junto dela algumas rosas breves
e a lembrança represa ficou solta

e foi à desfilada. De repente,
a minha m√£e j√° n√£o estava morta:
era o vulto que à noite se recorta
na luz do corredor, se est√° doente

algum de nós, a mão que pousa e traz
algum sossego à fronte,

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Ser Turista é Fugir da Responsabilidade

Ser turista √© fugir da responsabilidade. Os erros e os defeitos n√£o se colam em n√≥s como em casa. Somos capazes de vaguear por continentes e l√≠nguas, suspendendo a actividade do pensamento l√≥gico. O turismo √© a marcha da imbecilidade. Contam que sejamos imbecis. Todo o mecanismo do pa√≠s hospedeiro est√° adaptado aos viajantes que se comportam de um modo imbecil. Andamos √†s voltas, aturdidos, olhando de esguelha para mapas desdobrados. N√£o sabemos falar com as pessoas, ir a lado nenhum, quanto vale o dinheiro, que horas s√£o, o que comer ou como o comer. Ser-se imbecil √© o padr√£o, o n√≠vel e a norma. Podemos continuar a viver nestas condi√ß√Ķes durante semanas e meses, sem censuras nem consequ√™ncias terr√≠veis. Tal como a outros milhares, s√£o-nos concedidas imunidades e amplas liberdades. Somos um ex√©rcito de loucos, usando roupas de poliester de cores vivas, montando camelos, tirando fotografias uns aos outros, fatigados, desint√©ricos, sedentos. N√£o temos mais nada em que pensar sen√£o no pr√≥ximo acontecimento informe.

√Č certo que o domingo nunca me pode oferecer mais do que um dia de semana porque a sua organiza√ß√£o especial lan√ßa em confus√£o todos os meus h√°bitos e eu preciso de mais tempo para me semiajustar a este dia especial.

Solit√°rio

Longe de ti, do mundo – solit√°rio.
sem o riso das falsas alegrias
vou desfiando, um a um, todos os dias,
como contas de dor, no meu ros√°rio…

E assim Рsem Ter ninguém Рoh, quantas vezes!
– no amor que j√° deixei fico a pensar…
E as semanas se escoam sem parar:
a primeira… outra mais… mais outra… e os meses…

O outono j√° chegou, e as folhas solta…
E eu, sem querer, nost√°lgico, me ponho
a pensar que esse amor aos poucos volta…

Mentira!… V√£ mentira que me ilude!…
Como é triste a ilusão mesmo num sonho,
Eu que na vida me iludir n√£o pude!…

O político precisa ter a habilidade de prever o que vai acontecer amanhã, semana que vem, mês que vem, ano que vem. E a habilidade de explicar porque não aconteceu.

Esta semana, mais um recorde da Loteria Esportiva: vinte e seis milh√Ķes, quatrocentos e vinte mil, trezentos e oito perdedores.

Senhor, abençoe nossa semana. Compreendemos que a alegria não é um pecado, sacrifício não é uma virtude.

As pessoas raramente pensam duas ou três vezes em um ano; eu ganhei reputação internacional por pensar duas ou três vezes por semana.

Todo o divórcio começa mais ou menos ao mesmo tempo que o casamento. O casamento talvez comece algumas semanas mais cedo.

Isto anda tudo ligado

Ainda n√£o vi ainda n√£o
a impressionante mariposa
a pretendente pesarosa
a tarde morna e vagarosa
as duas faces da prov√°vel solid√£o
Ainda n√£o vi a bomba H
ainda n√£o vi a de neutr√Ķes
ainda n√£o vi os meus trav√Ķes
a ver se paro antes de chegar l√°
Ainda n√£o vi ainda n√£o
o riso que tudo desvenda
o reverendo e a reverenda
o le√£o ferido e a sua senda
a face clara da possível confusão
Ainda n√£o vi a hora H
ainda n√£o vi a m√£o em V
ainda n√£o vi o dia D
em que a guerra final começará

Quando eu nascer para a semana ó mana
quando eu nascer para a semana
hei-de ouvir o teu parecer
h√°s-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado
Ainda n√£o vi ainda n√£o
as artimanhas da saudade
a caravana na cidade
a incorruptibilidade
as duas faces da prov√°vel solid√£o
Ainda n√£o vi a bomba H
ainda n√£o vi a de neutr√Ķes
ainda n√£o vi os meus trav√Ķes
a ver se paro antes de chegar l√°
Ainda n√£o vi ainda n√£o
o abraço à porta da taberna
a ideológica lanterna
a mão que avança para a perna
a face clara da possível confusão
Ainda n√£o vi a hora H
ainda n√£o vi a m√£o em V
ainda n√£o vi o dia D
em que a guerra final começará

Quando eu nascer para a semana ó mana
quando eu nascer para a semana
hei-de ouvir o teu parecer
h√°s-de me dizer
se é cada coisa para seu lado
ou se isto anda tudo ligado
Ainda n√£o vi ainda n√£o
a grossa l√°grima ao espelho
o grande chefe e o seu grupelho
o azul-turquesa e o vermelho
as duas faces da prov√°vel solid√£o
Ainda n√£o vi a bomba H
ainda n√£o vi a de neutr√Ķes
ainda n√£o vi os meus trav√Ķes
a ver se paro antes de chegar l√°

Um ato de poupança individual significa Рpor assim dizer Рuma decisão de não jantar hoje, mas não implica, necessariamente, a decisão de jantar ou de comprar um par de sapatos daqui a uma semana ou um ano, ou de consumir uma coisa específica em uma data específica.

A Cautela dos Espíritos Livres

Os homens de esp√≠rito livre, que vivem s√≥ para o conhecimento, em breve achar√£o ter alcan√ßado a sua definitiva posi√ß√£o relativamente √† sociedade e ao Estado e, por exemplo, dar-se-√£o de bom grado por satisfeitos com um pequeno emprego ou com uma fortuna que chega √† justa para viver; pois arranjar-se-√£o para viver de maneira que uma grande transforma√ß√£o dos bens materiais, at√© mesmo um derrube da ordem pol√≠tica, n√£o deite tamb√©m abaixo a sua vida. Em todas essas coisas eles gastam a menor energia poss√≠vel, de modo a poderem imergir, com todas as for√ßas reunidas e, por assim dizer, com um grande f√īlego, no elemento do conhecimento. Podem, assim, ter esperan√ßa de mergulhar profundamente e tamb√©m de, talvez, verem bem at√© ao fundo.
De um dado acontecimento, um tal esp√≠rito pegar√° de bom grado s√≥ numa ponta: ele n√£o gosta das coisas em toda a sua amplitude e superabund√Ęncia das suas pregas, pois n√£o se quer emaranhar nelas. Tamb√©m ele conhece os dias de semana da falta de liberdade, da depend√™ncia, da servid√£o. Mas, de tempos a tempos, tem de lhe aparecer um domingo de liberdade, sen√£o ele n√£o suportar√° a vida. √Č prov√°vel que mesmo o seu amor pelos seres humanos seja cauteloso e com pouco f√īlego,

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