Cita√ß√Ķes sobre Escravid√£o

56 resultados
Frases sobre escravid√£o, poemas sobre escravid√£o e outras cita√ß√Ķes sobre escravid√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

N√£o Transformes o Teu Amigo em Escravo

A decepção não passa de baixeza. Se tu amaste um certo não sei quê no homem, que importa haver no mesmo homem outra coisa que te desagrada? Mas tu, não senhor; transformas logo a seguir em escravo quem amas ou quem te ama. Se ele não assume os encargos dessa escravidão, condena-lo.
O outro que fez? Tinha um amigo que lhe fazia presente do seu amor. Vai ele e transforma esse presente em dever. E a dádiva do amor tornou-se dever de beber a cicuta, tornou-se escravatura. O amigo não gostava da cicuta. O outro deu-se por desiludido, o que é ignóbil. Efectivamente, só pode haver decepção relativamente a um escravo que serviu mal.

Pornografia √© a destrui√ß√£o orquestrada de corpos e almas de mulheres; estupro, agress√£o, incesto, e prostitui√ß√£o a impulsionam; desumaniza√ß√£o e sadismo caracterizam-na; ela √© a guerra sobre as mulheres, viola√ß√Ķes em s√©rie na dignidade, identidade, e valor humano; ela √© tirania. Cada mulher que tem sobrevivido sabe da experi√™ncia de sua pr√≥pria vida que pornografia √© escravid√£o ‚ÄĒ a mulher presa na imagem usada sobre a mulher presa onde quer que ele tenha aprisionado ela.

A história da escravidão africana na América é um abismo de degradação e miséria que se não pode sondar.

O Entendimento das Almas

As almas t√™m um modo especial de se entenderem, de entrarem em intimidade, de se tratarem, at√©, por tu, enquanto as pessoas ainda se sentem embara√ßadas com o com√©rcio das palavras, na escravid√£o das exig√™ncias sociais. As almas t√™m necessidades pr√≥prias e aspira√ß√Ķes pr√≥prias, que o corpo finge n√£o reconhecer quando se v√™ impossibilitado de as satisfazer a de as traduzir em ac√ß√Ķes. E de todas as vezes que duas pessoas comunicam entre si desta maneira, apenas como almas, se encontram a s√≥s num qualquer lugar, experimentam uma perturba√ß√£o angustiosa e quase um rep√ļdio violento de todo e qualquer contacto material, um sofrimento que os afasta e que cessa de imediato logo que interv√©m uma terceira pessoa. Ent√£o, desvanecida a ang√ļstia, as duas almas aliviadas buscam-se reciprocamente e voltam a sorrir uma para a outra.

Quando o trabalho é prazer, a vida é uma grande alegria. Quando o trabalho é dever, a vida é uma escravidão.

A existencia de Deus implica a abdicação da razão e da justiça humanas, ela é a negação da liberdade humana e resulta necessáriamente numa escravidão não somente teórica, mas prática.

Liberte-se da escravidão mental, ninguém além de nós, pode libertar nossas mentes.

A Embriaguez também é Necessária

√Äs vezes tamb√©m √© preciso chegar at√© a embriaguez, n√£o para que ela nos trague, mas para que nos acalme: pois ela dissipa as preocupa√ß√Ķes, revolve at√© o mais fundo da alma e a cura da tristeza assim como de certas enfermidades. E L√≠ber foi chamado o inventor do vinho n√£o porque solta a l√≠ngua, mas sim porque liberta a alma da escravid√£o das inquieta√ß√Ķes; restabelece-a, fortalece-a e f√°-la mais audaz para todos os esfor√ßos. Mas, como na liberdade, tamb√©m no vinho √© salutar a modera√ß√£o. Cr√™-se que S√≥lon e Arc√©silas eram dados ao vinho; a Cat√£o, reprovou-se-lhe a embriaguez: mais facilmente se far√° honesto esse crime do que Cat√£o desonroso.

Depender de uma profissão é uma forma menos odiosa de escravidão do que depender de um pai.

A Felicidade Vem do Compromisso

A felicidade vem do compromisso. Alguns pensam que n√£o, que uma pessoa mais solta, sem liga√ß√Ķes nem obriga√ß√Ķes, √© mais feliz! Ser√°? Ela faz o que lhe apetece e n√£o o que quer. Fica escrava das ondas, das emo√ß√Ķes, vai para onde puxa o que ‘est√° a dar’ e n√£o para onde quer e deve. Estar solto n√£o √© o mesmo que ser livre. E comprometer-se livra-nos da escravid√£o das fantasias e dos apetites.

(

A Alegoria da Caverna

– Imagina agora o estado da natureza humana com respeito √† ci√™ncia e √† ignor√Ęncia, conforme o quadro que dele vou esbo√ßar. Imagina uma caverna subterr√Ęnea que tem a toda a sua largura uma abertura por onde entra livremente a luz e, nessa caverna, homens agrilhoados desde a inf√Ęncia, de tal modo que n√£o possam mudar de lugar nem volver a cabe√ßa devido √†s cadeias que lhes prendem as pernas e o tronco, podendo t√£o-s√≥ ver aquilo que se encontra diante deles. Nas suas costas, a certa dist√Ęncia e a certa altura, existe um fogo cujo fulgor os ilumina, e entre esse fogo e os prisioneiros depara-se um caminho dificilmente acess√≠vel. Ao lado desse caminho, imagina uma parede semelhante a esses tapumes que os charlat√£es de feita colocam entre si e os espectadores para esconder destes o jogo e os truques secretos das maravilhas que exibem.
– Estou a imaginar tudo isso.
РImagina homens que passem para além da parede, carregando objectos de todas as espécies ou pedra, figuras de homens e animais de madeira ou de pedra, de tal modo que tudo isso apareça por cima do muro. Os que tal transportam, ou falam uns com os outros,

Continue lendo…

Luiz Gama

A Raul Pompéia

Tantos triunfos te contando os dias,
Iam-te os dias descontando e os anos,
Quando bramavas, quando combatias
Contra os b√°rbaros, contra os desumanos;

Quando a alma brava e procelosa abrias
Inverg√°vel ao pulso dos tiranos,
E ígnea, como os desertos africanos
Dilacerados pelas ventanias…

Contra o inimigo atroz rompeste em guerra,
Grilh√Ķes a rebentar por toda a parte,
Por toda a parte a escancarar masmorras.

Morreste!… Embalde, Escravid√£o! Por terra
Rolou… Morreu por n√£o poder matar-te!
Também não tarda muito que tu morras!