Passagens sobre Espirituais

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O Menino Jesus recorda o la√ßo entre o Reino de Deus e o mist√©rio da inf√Ęncia espiritual. Ele fala dele no Evangelho: ¬ęQuem n√£o receber o Reino de Deus como um pequenino n√£o entrar√° nele¬Ľ (Marcos 10:15).

O Universo é uma Pavorosa Ilusão

A mim √©-me familiar o que a outros, e a raros outros, apenas em horrorosos acasos √© de algum modo vagamente experi√™ncia – o sentimento do mist√©rio e do horror intelectual do mundo. √Č minha inimiga do meu sangue e na minha alma quotidiana a sensa√ß√£o oca de que o universo √© uma pavorosa ilus√£o. Passou j√° o tempo em que este medo me era ocasional e, como um rel√Ęmpago, uma coisa de um horroroso instante. Hoje consubstancia-se com a minha vida espiritual ao ponto de me parecer estranha e n√£o de mim a hora do esp√≠rito em que de algum modo me desenvencilho da consci√™ncia do mist√©rio do mundo.

Um aspeto da luz que nos guia no caminho da f√© √© tamb√©m a ¬ęsanta ast√ļcia¬Ľ. Trata-se daquela sagacidade espiritual que nos permite reconhecer os perigos e evit√°-los: ¬ęSede prudentes como as serpentes e simples como as pombas¬Ľ (Mateus 10:16).

O crist√£o √© um homem espiritual, e isto n√£o quer dizer que seja uma pessoa que vive ¬ęnas nuvens¬Ľ, fora da realidade, como se fosse um fantasma. O crist√£o √© uma pessoa que pensa e age na vida do dia a dia segundo Deus. E isto significa realismo e fecundidade.

A vaidade √© uma doen√ßa espiritual muito grave.¬† √Č significativo que os Padres do Deserto tenham dito que a vaidade √© uma tenta√ß√£o contra a qual devemos lutar toda a vida, porque volta sempre para nos roubar a verdade.

A Religião e o Jornalismo São as Únicas Forças Verdadeiras

Todas as artes s√£o uma futilidade perante a literatura. As artes que se dirigem √† visualidade, al√©m de serem √ļnicos os seus produtos, e perec√≠veis, podendo portanto, de um momento para o outro, deixar de existir, n√£o existem sen√£o para criar ambiente agrad√°vel, para distrair ou entreter ‚ÄĒ exactamente como as artes de representar, de cantar, de dan√ßar, que todos reconhecem como sendo inferiores em rela√ß√£o √†s outras. A pr√≥pria m√ļsica n√£o existe sen√£o enquanto executada, participando portanto da futilidade das artes de representa√ß√£o. Tem a vantagem de durar, em partituras; mas essa n√£o √© como a dos livros, ou coisas escritas, cuja valia est√° em que s√£o partituras acess√≠veis a todos os que sabem ler, existindo ali para a interpreta√ß√£o imediata de quem l√™, e n√£o para a interpreta√ß√£o do executante, transmitida depois ao ouvinte.
As literaturas, porém, são escritas em línguas diferentes, e, como não há possibilidades de haver uma língua universal, nem, se vier a havê-la, será o grego antigo, onde tantas obras de arte se escreveram, ou o latim, ou o inglês ou outra qualquer, e se for uma delas não será as outras, segue que a literatura, sendo escrita para a posteridade, não a atinge senão,

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Tende grande preocupação com a vida espiritual, que é a nascente da liberdade interior. Sem oração não há liberdade interior.

N√£o se pode reduzir o desenvolvimento ao mero crescimento econ√≥mico. O mundo s√≥ pode melhorar se a aten√ß√£o principal for voltada para a pessoa, se a promo√ß√£o da pessoa for integral, em todas as suas dimens√Ķes, incluindo a espiritual.

Um perene sentimento de insatisfação atravessa toda a parábola da existência humana. O Homem julga poder ser feliz se resolver todas as suas necessidades físicas, materiais, intelectuais, afetivas, relacionais e mesmo espirituais, mas quando alcança e obtém aquilo que deseja, repara em novas necessidades e sente fortemente a falta de alguma coisa que possa finalmente apaziguá-lo.

O tempo do repouso, para quem levou a bom termo a sua miss√£o, √© necess√°rio, for√ßoso e deve ser vivido seriamente: no passar algum tempo com a fam√≠lia e no respeitar as f√©rias como momentos de recarga espiritual e f√≠sica; deve-se aprender o que diz o livro do Eclesiastes: ¬ęH√° um tempo para cada coisa¬Ľ(3,1).

A superioridade espiritual, mesmo a maior, far√° valer a sua preponder√Ęncia decisiva na conversa√ß√£o s√≥ ap√≥s os quarenta anos de idade. Pois a maturidade dos anos e os frutos da experi√™ncia podem ser superados em muitos sentidos, mas nunca substitu√≠dos pela superioridade espiritual.

A essência de toda a vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é a sua atitude para com os outros.

A mulher n√£o tem valor determinado como uma p√©rola. Abstracta como os esp√≠ritos, espiritual como os anjos, n√£o h√° te√≥logo, nem matem√°tico, que a defina pelo dogma, ou a calcule pelas opera√ß√Ķes infalliveis. Sabe-se que vale muito; mas n√£o √© ela que o sabe. Sabem-o aqueles que sofreram por ela, embora as flores do triunfo pendam murchas na sua coroa de mart√≠rio.

Desconfiem dos s√°bios e dos grandes argumentadores. Eles esmorecem √† volta dos problemas […], a sua curiosidade √© uma avareza espiritual que √© insaci√°vel. S√£o como os conquistadores que destroem o mundo sem o possuir.

A Cultura não se Enquadra na Totalidade Política

A cultura nunca poder√° ser um factor estrat√©gico de mudan√ßa. Se √© estrat√©gia, n√£o √© cultura. Faz-se apelo √† cultura como estrat√©gia de mudan√ßa, tentando resolver a condi√ß√£o perturbadora do homem culto, munido de culpabilidade inconsciente, ou simplesmente isento da culpabilidade pelo sofrimento. Isso n√£o √© poss√≠vel. A cultura n√£o se enquadra na totalidade pol√≠tica. H√° um grave mal-entendido quanto a isso. A cultura n√£o significa o conforto da neutralidade, a ir√≥nica gradua√ß√£o da expectativa, a gin√°stica do n√£o-compomisso. Significa um enraizamento em si mesmo, que conserva no homem a faculdade de julgar. N√£o √© contr√°ria √† ac√ß√£o, mas √© condi√ß√£o necess√°ria para que a ac√ß√£o seja serena e √ļtil, e n√£o impaciente e desordenada. N√£o se trata de racismo espiritual; n√£o se trata da pretens√£o de existir √† parte da hist√≥ria pol√≠tica do mundo. √Č a inten√ß√£o absolutamente necess√°ria de ser livre, face aos acontecimentos, qualquer que seja a l√≥gica que os liga. A cultura √© o que identifica um povo com a sua finalidade.

O Instinto Trabalhado

S√≥ pode inspirar a ac√ß√£o, servir de credo, o pensamento que se tenha tornado maquinal, instintivo. Perigo de nos analisarmos demasiadamente: as veias vivas do temperamento ficam, dessa maneira, excessivamente dilucidadas e tornadas maquinais, devido √† familiaridade. O que √© preciso, pelo contr√°rio, √© a arte de dar livre curso aos impulsos espirituais, deixando-os agir, mecanicamente, sob o est√≠mulo. H√° o manual do catecismo – por de mais conhecido e posti√ßo – e o maquinal do instinto. √Č preciso favorecer, explorar, reconhecer e apoiar o instinto, sem lhe roubar o vigor por meio da reflex√£o. Mas √© preciso reflectir nele, para o acompanhar na ac√ß√£o e substitu√≠-lo nos momentos de surdez.

Inteligência espiritual é ter consciência de que a vida é um grande pergunta em busca de uma grande resposta.

O repouso √© necess√°rio para a sa√ļde da nossa mente e do nosso corpo e, todavia, √© muitas vezes t√£o dif√≠cil de alcan√ßar, por causa das numerosas exig√™ncias que pesam sobre n√≥s. O repouso √© tamb√©m essencial para a nossa sa√ļde espiritual: s√≥ se pararmos poderemos ouvir a voz de Deus¬† e compreender o que nos pede.

A Eterna Criança

Com a for√ßa do seu olhar intelectual e da sua penetra√ß√£o espiritual cresce a dist√Ęncia e, de certo modo, o espa√ßo que circunda o homem: o seu mundo torna-se mais profundo, avistam-se continuamente estrelas novas, imagens novas e novos enigmas. Talvez tudo aquilo em que o olhar do esp√≠rito exercitou a sua sagacidade e profundeza tenha sido apenas um pretexto para este exerc√≠cio, um jogo e uma criancice e infantilidade.