Passagens sobre Humilhação

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Frases sobre humilha√ß√£o, poemas sobre humilha√ß√£o e outras passagens sobre humilha√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O que mais me impressiona nos fracos é que eles precisam humilhar os outros, para sentirem-se fortes.

Às vezes a glória traz a humilhação e há quem da humilhação levante a cabeça

Às vezes a glória traz a humilhação e há quem da humilhação levante a cabeça.

Apto e Inapto, Verdade e Mentira

A dura√ß√£o, seja os s√©culos para as civiliza√ß√Ķes, seja os anos e as dezenas de anos para o indiv√≠duo, tem uma fun√ß√£o darwiniana de elimina√ß√£o do inapto. O que est√° apto para tudo √© eterno. √Č apenas nisto que reside o valor daquilo a que chamamos a experi√™ncia. Mas a mentira √© uma armadura com a qual o homem, muitas vezes, permite ao inapto que existe em si sobreviver aos acontecimentos que, sem essa armadura, o aniquilariam (bem como ao orgulho para sobreviver √†s humilha√ß√Ķes), e esta armadura √© como que segregada pelo inapto para prevenir uma situa√ß√£o de perigo (o orgulho, perante a humilha√ß√£o, adensa a ilus√£o interior). Subsiste na alma uma esp√©cie de fagocitose; tudo o que √© amea√ßado pelo tempo, para n√£o morrer, segrega a mentira e, proporcionalmente, o perigo de morte. √Č por isso que n√£o existe amor pela verdade sem uma admiss√£o ilimitada da morte. A cruz de Cristo √© a √ļnica porta do conhecimento.

Ser companheiro vale mais do que ser chefe. √Č preciso que os homens √† sua volta nunca tenham nenhuma ang√ļstia, n√£o sofram nunca por o sentirem a voc√™ superior a eles; a sua superioridade, se existir, deve ser um b√°lsamo nas feridas, deve consol√°-los, aliviar-lhes as dores. A sua grandeza, querido Amigo, deve servir para os tornar grandes, no que lhes √© poss√≠vel, n√£o para os humilhar, para os lan√ßar no desespero, no rancor, na inveja.

Retorno In√ļtil

Voltaste – e nos teus olhos novamente havia
aquela √ļmida luz que eu reconhe√ßo bem…
quiseste reavivar talvez minha agonia
e falaste em perd√£o… e choraste tamb√©m…

“N√£o voltes! que ter√°s na volta o meu desd√©m!”
falei-te… Mas sorriste do que eu te dizia…
Confiaste em meu amor e voltaste!: Pois bem
J√° n√£o h√° mais amor: – h√° indiferen√ßa fria…

In√ļtil, tua volta. O meu Ser j√° n√£o sente,
Retorna ao teu amor, aquele grande amor
de que um dia falavas orgulhosamente…

Retorna! Porque em mim j√° nada encontrar√°s!
Depois da humilhação, depois de tanta dor,
J√° n√£o sou mais o mesmo… e nem te quero mais!

Entre o fr√≠volo e o tr√°gico: a amargura do pioneiro. Depois de ter sofrido tantas humilha√ß√Ķes por ser de vanguarda, quando chega √† maturidade, o pioneiro v√™ os que vieram depois usufruir do que ele descobriu, ignorando-o. A consci√™ncia do real √© um in√ļtil ox√≠moro que morde.

Quando em certos momentos da vida não encontramos saída para as nossas dificuldades, quando nos afundamos na escuridão mais densa, é o momento da nossa total humilhação e de despojamento, a hora em que sentimos que somos frágeis e pecadores.

E então, exatamente naquele momento, não devemos mascarar o nosso fracasso, mas abrirmo-nos confiantemente à esperança em Deus, como fez Jesus.

Abaixo el-rei Sebasti√£o

√Č preciso enterrar el-rei Sebasti√£o
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado j√° n√£o pode vir.
√Č preciso quebrar na ideia e na can√ß√£o
a guitarra fant√°stica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.

Eu digo que est√° morto.
Deixai em paz el-rei Sebasti√£o
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair o porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.

Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na vossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.

Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.

A inf√Ęncia n√£o se repete, nem na lembran√ßa, nem na imagina√ß√£o. Quando, muito, d√°-se outra inf√Ęncia. As cenas ing√©nuas, porque eram ing√©nuas, n√£o tinham consci√™ncia; e as humilha√ß√Ķes, de t√£o pungentes, n√£o h√° mem√≥ria que consinta na sua perfeita express√£o.

A honra pertence aos que não renunciam à verdade nem quando as coisas parecem negras e terríveis, aos que tentam repetidamente, que nunca se deixam desencorajar pelos insultos, pela humilhação e até pela derrota.

Opini√Ķes Influenciadas pelo Interesse

A maior parte das coisas pode ser considerada sob pontos de vista muito diferentes: interesse geral ou interesse particular, principalmente. A nossa aten√ß√£o, naturalmente concentrada sob o aspecto que nos √© proveitoso, impede que vejamos os outros. O interesse possui, como a paix√£o, o poder de transformar em verdade aquilo em que lhe √© √ļtil acreditar. Ele √©, pois, freq√ľentemente, mais √ļtil do que a raz√£o, mesmo em quest√Ķes em que esta deveria ser, aparentemente, o guia √ļnico. Em economia pol√≠tica, por exemplo, as convic√ß√Ķes s√£o de tal modo inspiradas pelo interesse pessoal que se pode, em geral, saber pr√©viamente, conforme a profiss√£o de um indiv√≠duo, se ele √© partid√°rio ou n√£o do livre c√Ęmbio.
As varia√ß√Ķes de opini√£o obedecem, naturalmente, √†s varia√ß√Ķes do interesse. Em mat√©ria pol√≠tica, o interesse pessoal constitui o principal factor. Um indiv√≠duo que, em certo momento, energicamente combateu o imposto sobre a renda, com a mesma energia o defender√° mais, se conta ser ministro. Os socialistas enriquecidos acabam, em geral, conservadores, e os descontentes de um partido qualquer se transformam facilmente em socialistas.
O interesse, sob todas as suas formas, n√£o √© somente gerador de opini√Ķes. Agu√ßado por necessidades muito intensas, ele enfraquece logo a moralidade.

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O que √© para um homem a vergonha abstracta de um pa√≠s quando comparada com a sua vergonha pessoal, as dores silenciosas da sua humilha√ß√£o? No grande plano da Hist√≥ria, o sofrimento √© sobrevalorizado pelo colectivo e dilu√≠do na multid√£o. No plano fechado do indiv√≠duo, as ang√ļstias t√™m de ser digeridas a frio, na solid√£o, sem que ningu√©m nos possa valer.

Dizer N√£o

Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.

Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.

Diz N√ÉO √† cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da pol√≠cia. Porque a cultura n√£o tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, n√£o √© um modo de se descer mas de se subir, n√£o √© um luxo de ¬ęelitismo¬Ľ, mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.

Diz N√ÉO at√© ao p√£o com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pag√°-lo com a ren√ļncia de ti mesmo. Porque n√£o h√° uma s√≥ forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como pre√ßo a tua humilha√ß√£o.

Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código,

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Uma Constituição que faça entrar nos seus elementos a humilhação do soberano ou do povo, deve, precisamente, ser derrubada por um deles.

A Guerra é Deus

Pouco interessa o que os homens pensam da guerra, disse o juiz. A guerra perdura. √Č o mesmo que perguntar-lhes o que acham da pedra. A guerra sempre esteve presente. Antes de o homem existir, a guerra j√° estava √† espera dele. O of√≠cio supremo a aguardar o seu supremo art√≠fice. Sempre foi assim e sempre assim ser√°. Assim e n√£o de outra forma.
(…) Os homens nasceram para jogar. Nada mais. Todo o garoto sabe que a brincadeira √© uma ocupa√ß√£o mais nobre do que o trabalho. Sabe tamb√©m que a excel√™ncia ou m√©rito de um jogo n√£o √© inerente ao jogo em si, mas reside, isso sim, no valor daquilo que os jogadores arriscam. Os jogos de azar exigem que se fa√ßam apostas, sem o que n√£o fazem sequer sentido. Os desportos implicam medir a destreza e a for√ßa dos advers√°rios e a humilha√ß√£o da derrota e o orgulho da vit√≥ria constituem em si mesmos aposta suficiente, pois traduzem o valor dos contendores e definem-nos. Por√©m, quer se trate de contendas cuja sorte se decide pelo azar quer pelo m√©rito, todos os jogos anseiam elevar-se √† condi√ß√£o da guerra, pois nesta aquilo que se aposta devora tudo,

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O Teatro do Trabalho

A maior parte da humanidade, sobretudo na Europa Central, simula trabalho, faz ininterruptamente teatro com o trabalho e aperfei√ßoa at√© √† idade avan√ßada esse trabalho teatralizado, que tem t√£o pouco a ver com o verdadeiro trabalho como o verdadeiro e aut√™ntico teatro com a vida real e verdadeira. No entanto, dado que as pessoas preferem sempre ver a vida como teatro a ver a pr√≥pria vida, que, em √ļltima an√°lise, lhes parece demasiado penosa e seca, como uma insolente humilha√ß√£o, preferem fazer teatro a viver, fazer teatro a trabalhar. (…) Mas n√£o √© s√≥ nas chamadas classes mais altas que hoje o trabalho √© geralmente j√° mais fingido que realmente feito, tamb√©m entre as pessoas ditas mais simples esse teatro est√° bastante divulgado, as pessoas fingem trabalho por toda a parte, simulam actividade, quando, na realidade, apenas passam o tempo a mandriar e n√£o fazem absolutamente nada e, em geral, em vez de se tornarem √ļteis, causam ainda por cima o maior preju√≠zo.
A maior parte dos trabalhadores e oper√°rios julga hoje que basta vestir o fato-macado azul, sem fazer seja o que for, para j√° n√£o falar numa actividade √ļtil, e faz do trabalho um teatro, e o seu traje √© o fato-macaco azul que ostenta enfaticamente durante todo o dia,

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Humilde é a pessoa que não afasta de si a crença do Infinito, a realidade das suas pequenas pegadas na vida Рe não aquela que se desmerece, que insulta o seu corpo e a sua alma, que se enfurece contra si mesma. Aceitar a sua humilhação é consentir na humilhação do seu próprio Deus.