Cita√ß√Ķes sobre Imagina√ß√£o

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Frases sobre imagina√ß√£o, poemas sobre imagina√ß√£o e outras cita√ß√Ķes sobre imagina√ß√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A imagina√ß√£o de uma senhora √© muito r√°pida; pula da admira√ß√£o para o amor, e do amor para o matrim√īnio em um segundo.

A Ociosidade

Assim como vemos as terras em repouso, se n√©dias e f√©rteis, dar origem √† prolifera√ß√£o de cem mil esp√©cies de ervas selvagens e in√ļteis, sendo necess√°rio, para as manter cultiv√°veis, dom√°-las e destin√°-las a certas sementes por forma a que delas tiremos proveito; e assim como vemos as mulheres, que por si s√≥s produzem informes amontoados e peda√ßos de carne, terem, para proporcionar uma boa e natural gera√ß√£o, de ser fecundadas por outra semente, assim vemos que se passa o mesmo com os nossos esp√≠ritos. Se n√£o os ocuparmos com algum objecto que os freie e constranja, lan√ßar-se-√£o eles, desregrados, a percorrer √† toa os campos bravios da imagina√ß√£o:

Tal como a √°gua que tremula em vasilhas de bronze reflecte a luz do sol ou a imagem radiante da lua, cintila√ß√Ķes voando pelos ares e atingindo os artesoados tectos – Virg√≠lio, Eneida

E não há loucura ou desvario que eles não produzam em tal agitação:

Inventam irreais apari√ß√Ķes como nos sonhos dos doentes – Hor√°cio, Ars Poetica

A alma que não tem um ponto de mira perde-se, pois, como sói dizer-se, é não estar em parte nenhuma em todo o lado estar.

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A Genética Condiciona a Felicidade

Uma era de felicidade simplesmente n√£o √© poss√≠vel porque as pessoas querem apenas desej√°-la, mas n√£o possu√≠-la, e cada indiv√≠duo aprende durante os seus bons tempos a de facto rezar por inquieta√ß√Ķes e desconforto. O destino do homem est√° projetado para momentos felizes ‚ÄĒ toda a vida os t√™m ‚ÄĒ, mas n√£o para eras felizes. Estas, por√©m, permanecer√£o fixadas na imagina√ß√£o humana como “o que est√° al√©m das montanhas”, como um legado de nossos ancestrais: pois o conceito de uma era de felicidade foi sem d√ļvida adquirido nos tempos primordiais, a partir da condi√ß√£o em que, depois de um esfor√ßo violento na ca√ßa e na guerra, o homem se entrega ao repouso, estica os membros e sente as asas do sono ro√ßando a sua pele. Ser√° uma falsa conclus√£o se, na trilha dessa remota e familiar experi√™ncia, o homem imaginar que, ap√≥s eras inteiras de labor e inquieta√ß√£o, ele poder√° usufruir, de modo correspondente, daquela condi√ß√£o de felicidade intensa e prolongada.

O Mal só nos Afecta na Medida em que o Deixarmos

Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma.
Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto,

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Entrei no café com um rio na algibeira

Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no ch√£o,
a vê-lo correr
da imagina√ß√£o…

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um p√°ssaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das √°rvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.

Pensamento em Boa Forma

Cumpre-nos n√£o s√≥ averiguar porque se gasta a vida, dia ap√≥s dia, e o pouco que resta √† propor√ß√£o vai diminuindo. Pensemos tamb√©m no seguinte: supondo que a um homem toque viver longa vida, uma quest√£o permanece escura: a de saber se a sua intelig√™ncia ser√° capaz, tempo adiante, sem defec√ß√£o, de compreender os problemas e a teoria que apontam ao conhecimento das coisas divinas e humanas. Se ele pega a cair em estado de infantilidade, a respira√ß√£o, a alimenta√ß√£o, a imagina√ß√£o, os gestos impulsivos e as outras fun√ß√Ķes do mesmo g√©nero n√£o lhe faltar√£o necessariamente; mas dispor de si, obtemperar exactamente a todas as exig√™ncias morais, analisar as apar√™ncias, ver se n√£o ser√° j√° tempo de entrouxar e ir para melhor est√£o √† altura de responder a necessidades desta ordem – para tudo isso se necessita de um racioc√≠nio em boa forma; e o racioc√≠nio, h√° que tempos perdeu a chama e a agudeza. Cumpre-nos pois andar ligeiros, n√£o s√≥ porque a morte se avizinha a cada momento mas ainda porque antes de morrer perdemos a capacidade de conceber as coisas e de lhes prestar aten√ß√£o.

Libera Me

Livrai-me, Senhor,
De tudo o que for
Vazio de amor.

Que nunca me espere
Quem bem me n√£o quer
(Homem ou mulher).

Livrai-me também
De quem me detém
E graça não tem,

E mais de quem n√£o
Possui nem um gr√£o
De imaginação.

Vivemos da memória, que é a imaginação do que morreu; da esperança, que é a confiança no que não existe; do sonho, que é a visão do que não pode existir.

Não creio em nada e de nada descreio. O que concebe a imaginação aproxima-nos tanto da verdade como o que pode provar a matemática.

Não posso imaginar que uma vida sem trabalho seja capaz de trazer qualquer espécie de conforto. A imaginação criadora e o trabalho para mim andam de mãos dadas; não retiro prazer de nenhuma outra coisa.

A Inteligência e o Sentido Moral

A intelig√™ncia √© quase in√ļtil para aqueles que s√≥ a possuem a ela. O intelectual puro √© um ser incompleto, infeliz, pois √© incapaz de atingir aquilo que compreende. A capacidade de apreender as rela√ß√Ķes das coisas s√≥ √© fecunda quando associada a outras actividades, como o sentido moral, o sentido afectivo, a vontade, o racioc√≠nio, a imagina√ß√£o e uma certa for√ßa org√Ęnica. S√≥ √© utiliz√°vel √† custa de esfor√ßo.
Os detentores da ciência preparam-se longamente realizando um duro trabalho. Submetem-se a uma espécie de ascetismo. Sem o exercício da vontade, a inteligência mantém-se dispersa e estéril. Uma vez disciplinada, torna-se capaz de perseguir a verdade. Mas só a atinge plenamente se for ajudada pelo sentido moral. Os grandes cientistas têm sempre uma profunda honestidade intelectual. Seguem a realidade para onde quer que ela os conduza. Nunca procuram substituí-la pelos seus próprios desejos, nem ocultá-la quando se torna opressiva. O homem que quiser contemplar a verdade deve manter a calma dentro de si mesmo. O seu espírito deve ser como a água serena de um lago. As actividades afectivas, contudo, são indispensáveis ao progresso da inteligência. Mas devem reduzir-se a essa paixão que Pasteur chamava deus inteiror, o entusiasmo.

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Só se pode sentir a evidência das coisas até um certo ponto: além disso, ou nos rebaixamos ou nos aproximamos do sentimento superior que nos liberta. De facto, o verdadeiro estado de liberdade é o de ultrapassar a imaginação.

A Memória

Quanto mais algo é inteligível, mais facilmente se retém, e, ao contrário, quanto menos, mais facilmente o esquecemos. Por exemplo, se eu transmitir a alguém uma porção de palavras soltas, muito mais dificilmente as reterá do que se apresentar as mesmas palavras em forma de narração. Reforçada também sem auxílio do intelecto, a saber, pela força mediante a qual a imaginação ou o sentido a que chamam comum é afectado por alguma coisa singular corpórea. Digo singular, pois a imaginação só é afectada por coisas singulares. Com efeito, se alguém ler, por exemplo, só uma novela de amor, retê-la-á muito bem enquanto não ler muitas outras desse género, porque então vigora sozinha na imaginação; mas, se são mais do género, imaginam-se todas juntas e facilmente são confundidas.
Digo também corpórea, pois a imaginação só é afectada por corpos. Como, portanto, a memória é fortalecida pelo intelecto e também sem ele, conclui-se que é algo diverso do intelecto e que não há nenhuma memória nem esquecimento a respeito do intelecto visto em si.
O que ser√°, pois, a mem√≥ria? Nada mais do que a sensa√ß√£o das impress√Ķes do c√©rebro junto com o pensamento de uma determinada dura√ß√£o da sensa√ß√£o;

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Quando se esconde tanto, estimula-se a imagina√ß√£o na mesma medida. O c√©rebro prop√Ķe hip√≥teses para as perguntas que n√£o s√£o respondidas. √Č essa a natureza do c√©rebro.

Quanto requintadamente humano foi o desejo de felicidade permanente, e quanto estreita se tornou a imaginação humana a tentar alcançá-la.