Para que viver a sério se a vida é uma alucinação?
Interrogativas
1573 resultados– Responsabilidade de quê? – A responsabilidade de ter olhos quando os outros perderam.
Quem pode ser o mais rico de todos os homens que o mais pobre de todos eles ?
O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo.
Que é o homem, se a sua máxima ocupação e o bem maior não passam de comer e dormir?
Será que o objetivo da vida é viver?
Te fiz comida, velei teu sono Fui teu amigo, te levei comigo E me diz: pra mim o que é que ficou?
A esperança deixa de ser felicidade quando acompanhada de impaciência?.
Não será a morte – até, talvez, fisiologicamente vista – uma espécie de nascimento – o nascimento, talvez, do que era incompleto numa forma completa ou pura?
Se Deus existe, quem é? Se não existe, quem somos?
O que você tem a temer? Nada. Quem você precisa temer? Ninguém. Por quê? Porque aqueles que se unem a Deus obtêm três grandes privilégios: onipotência sem poder, embriaguez sem vinho e vida sem morte.
Quem não é um acaso na vida?
Qual é a primeira coisa que deve fazer quem começa a filosofar? Rejeitar a presunção de saber. De facto, não é possível começar a aprender aquilo que se presume saber.
Adulam-te como um deus ou um diabo! Choramingam diante de ti como diante de um deus ou de um diabo. Que importa? São aduladores e chorões, nada mais que isso.
Tenho duas caras. Uma quase feia, outra quase bonita. O que eu sou? Um quase tudo.
Com que me depararia na direcção que não tomarei?
A paixão é, de facto, passiva; na paixão há um domínio do amado sobre o amante. Ter a paixão da física significa que somos inferiores à física. Ter o amor da física significa que somos nós a criar a física. Apaixona-se o fraco, o forte cria. Quando se ama, inventa-se inteiro o objecto amado, e daí o espanto de muitas das mulheres que homens grandes amaram; porque me escolheu ele, porque reparou em mim, porque me quis tanto?
As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem.
Brasília? Uma prisão ao ar livre.
Ver com os próprios olhos, sentir e julgar sem sucumbir à sugestão da moda do dia, saber dizer o que se viu e sentiu, numa frase sucinta ou até mesmo numa palavra artisticamente modelada — não é maravilhoso? Será preciso ainda felicitar-vos?