Cita√ß√Ķes sobre Pessimismo

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O teste de toda a opinião é seu efeito prático na vida. Se for verdadeiro que o otimismo compele o mundo para a frente, e o pessimismo o retardar, então é perigoso propagar uma filosofia pessimista.

As Janelas da Memória

A mem√≥ria humana n√£o √© lida globalmente, como a mem√≥ria dos computadores, mas por √°reas espec√≠ficas a que chamo de janelas. Atrav√©s das janelas vemos, reagimos, interpretamos… Quantas vezes tentamos lembrar-nos de algo que n√£o nos vem √† ideia? Nesse caso, a janela permaneceu fechada ou inacess√≠vel.

A janela da mem√≥ria √©, portanto, um territ√≥rio de leitura num determinado momento existencial. Em cada janela pode haver centenas ou milhares de informa√ß√Ķes e experi√™ncias. O maior desafio de uma mulher, e do ser humano em geral, √© abrir o m√°ximo de janelas em cada situa√ß√£o. Se ela abre diversas janelas, poder√° dar respostas inteligentes. Se as fecha, poder√° dar respostas inseguras, med√≠ocres, est√ļpidas, agressivas. Somos mais instintivos e animalescos quando fechamos as janelas, e mais racionais quando as abrimos.

O mundo dos sentimentos possui as chaves para abrir as janelas. O medo, a tens√£o, a ang√ļstia, o p√Ęnico, a raiva e a inveja podem fech√°-las. A tranquilidade, a serenidade, o prazer e a afetividade podem abri-las. A emo√ß√£o pode fazer os intelectuais reagirem como crian√ßas agressivas e as pessoas simples reagirem como elegantes seres humanos. Sob um foco de tens√£o, como perdas e contrariedades, uma mulher serena pode ficar irreconhec√≠vel.

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O pessimismo √© uma filosofia imposta √†s convic√ß√Ķes do observador pelo desalentador predom√≠nio do otimista.

√Č preciso atrair violentamente a aten√ß√£o para o presente do modo como ele √©, se se quer transform√°-lo. Pessimismo da intelig√™ncia, optimismo da vontade.

O Ideal Quimérico

Tenho grandes suspeitas e muitas reservas maldosas em relação ao que se chama ideal. O meu pessimismo está em ter reconhecido que os grandes sentimentos são uma fonte de infelicidades; ou seja, de estiolamento, de desvalorização do Homem. Sempre que esperamos dum ideal algum progresso, entramos na ilusão: a vitória do ideal tem sofrido, até hoje, um movimento retrógrado.
Cristianismo, revolu√ß√£o, aboli√ß√£o da escravatura, igualdade de direitos, filantropia, amor ao inimigo, justi√ßa, verdade… Tudo grandes palavras, que s√≥ t√™m valor nas batalhas ou nas bandeiras: n√£o como realidades, mas como f√≥rmulas aparatosas, que exprimem o contr√°rio do que dizem.
Afinal, o nosso idealismo quim√©rico faz tamb√©m parte da exist√™ncia, e tamb√©m deve manifestar-se no car√°cter da exist√™ncia; n√£o sendo a fonte da exist√™ncia, nem por isso deixa de estar presente nela. Tanto os nossos pensamentos mais elevados como os mais temer√°rios s√£o fragmentos caracter√≠sticos da realidade. Porque, o nosso pensamento √© feito de caracter√≠sticas da realidade; o nosso pensamento √© feito da mesma subst√Ęncia de todas as coisas.

Sou crente e tenho fé. Mas, ao mesmo tempo, sou abordado por um certo pessimismo e frequentemente me lembro de um provérbio russo que diz: o pessimismo é a conclusão do optimista.

O Homem é um Animal Afectivo ou Sentimental, não Racional

Na maior parte das hist√≥rias da filosofia que conhe√ßo, os sistemas s√£o-nos apresentados, como tendo origem uns nos outros, e os seus autores, os fil√≥sofos, aparecem apenas como meros pretextos. A biografia √≠ntima dos fil√≥sofos, e dos homens que filosofaram, ocupa um lugar secund√°rio. E, sem d√ļvida, √© ela, essa biografia √≠ntima a que mais coisas nos explica.
Cumpre-nos dizer, antes de mais, que a filosofia se inclina mais para a poesia do que para a ciência. Quantos sistemas filosóficos se forjaram, como suprema harmonização dos resultados finais das ciências particulares, num período qualquer, tendo tido muito menos consistência e menos vida do que aqueles outros que representavam o anseio integral do espírito do seu autor.
(…) A filosofia corresponde √† necessidade de formarmos uma concep√ß√£o unit√°ria e total do mundo e da vida e, como consequ√™ncia desse conceito, um sentimento que gere uma atitude √≠ntima, e at√© uma ac√ß√£o. Mas resulta que esse sentimento, em vez de ser consequ√™ncia daquele conceito, √© a sua causa. A nossa filosofia, isto √©, a nossa maneira de compreender ou de n√£o compreender o mundo e a vida, brota do nosso sentimento respeitante √† pr√≥pria vida. E esta, como tudo o que √© afectivo,

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A teoria da nega√ß√£o, que considera ef√™mero o mundo fenom√™nico, quando n√£o se fundamenta na certeza da exist√™ncia do Eu divino (Imagem Verdadeira), degenera em pessimismo e niilismo. A mesma teoria da nega√ß√£o, quando se alicer√ßa na certeza da exist√™ncia do Eu divino (Imagem Verdadeira), torna-se a maior das filosofias otimistas. Esta √ļltima √© a Seicho-No-Ie.

O Pessimismo é Excelente para os Inertes

O Pessimismo √© uma teoria bem consoladora para os que sofrem, porque desindividualiza o sofrimento, alarga-o at√© o tornar uma lei universal, a lei pr√≥pria da Vida; portanto lhe tira o car√°cter pungente de uma injusti√ßa especial, cometida contra o sofredor por um Destino inimigo e faccioso! Realmente o nosso mal sobretudo nos amarga quando contemplamos ou imaginamos o bem do nosso vizinho – porque nos sentimos escolhidos e destacados para a Infelicidade, podendo, como ele, ter nascido para a Fortuna. Quem se queixaria de ser coxo – se toda a humanidade coxeasse? E quais n√£o seriam os urros, e a furiosa revolta do homem envolto na neve e friagem e borrasca de um Inverno especial, organizado nos c√©us para o envolver a ele unicamente – enquanto em redor toda a humanidade se movesse na benignidade de uma Primavera? (…) O Pessimismo √© excelente para os Inertes, porque lhes atenua o desgracioso delito da In√©rcia.

Meu estado de esp√≠rito sintetiza estes dois sentimentos [otimismo e pessimismo] e os supera: sou pessimista com a intelig√™ncia, mas otimista com a vontade. Em cada circunst√Ęncia, penso na hip√≥tese pior, para p√īr em movimento todas as reservas de vontade e ser capaz de abater o obst√°culo.

A Cantiga do Optimismo

N√£o embarquem na cantiga do optimismo. Sempre que poss√≠vel, vejam as coisas pelo lado ruim. Desejem o melhor, mas n√£o deixem nunca de esperar o pior. E saibam que dois ter√ßos das conquistas do Homem se fizeram, mais do que pelo optimismo dos seus autores, em resultado do pessimismo dos vizinhos daqueles. Os comp√™ndios ir√£o contra v√≥s. Dir-vos-√£o que s√£o c√≠nicos, escapistas, pobres cultores da ideia de supremacia do mal sobre o bem, tristes conformistas destinados ao imobilismo e mais nada. N√£o acreditem. Se h√° uma coisa capaz de mover montanhas, √© ter ao lado um sacana a dizer ¬ęN√£o consegues, p√°, d√™s as voltas que deres n√£o consegues¬Ľ – e, ali√°s, n√≥s pr√≥prios concordarmos com ele. Em todo o caso, o mal exerce efectivamente supremacia sobre o bem. Voc√™s sabem que as crian√ßas choram antes de rir – e que. muito antes de aprenderem o potencial sedutor de um sorriso, j√° conhecem as virtudes chantag√≠sticas de uma boa gritaria.

N√£o pensem que o m√©todo √© meu. Insinuou-o Voltaire, no seu Candide, √† revelia dos optimistas taralhoucos que vieram antes e depois dele, como Leibniz ou Godwin. Gramsci tratou da exegese. O verdadeiro segredo? O verdadeiro m√©todo? ¬ę√Č preciso atrair violentamente a aten√ß√£o para o presente do modo como ele √©.

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Esperar pelo melhor é preparar-se para o perder: eis a regra. O pessimismo é bem grande, é fonte de energia.