Passagens sobre EloquĂȘncia

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Frases sobre eloquĂȘncia, poemas sobre eloquĂȘncia e outras passagens sobre eloquĂȘncia para ler e compartilhar. Leia as melhores citaçÔes em Poetris.

Quem possui atĂ© aqui a eloquĂȘncia mais convincente? O tambor; enquanto os reis lhe podem dar ordens sĂŁo eles que continuam a ser os melhores oradores e os melhores agitadores populares.

Talento nĂŁo Ă© Sabedoria

Deixa-me dizer-te francamente o juĂ­zo que eu formo do homem transcendente em gĂ©nio, em estro, em fogo, em originalidade, finalmente em tudo isso que se inveja, que se ama, e que se detesta, muitas vezes. O homem de talento Ă© sempre um mau homem. Alguns conheço eu que o mundo proclama virtuosos e sĂĄbios. DeixĂĄ-los proclamar. O talento nĂŁo Ă© sabedoria. Sabedoria Ă© o trabalho incessante do espĂ­rito sobra a ciĂȘncia. O talento Ă© a vibração convulsiva de espĂ­rito, a originalidade inventiva e rebelde Ă  autoridade, a viagem extĂĄtica pelas regiĂ”es incĂłgnitas da ideia. Agostinho, FĂ©nelon, Madame de StaĂ«l e Bentham sĂŁo sabedorias. Lutero, Ninon de Lenclos, Voltaire e Byron sĂŁo talentos.
Compara as vicissitudes dessas duas mulheres e os serviços prestados Ă  humanidade por esses homens, e terĂĄs encontrado o antagonismo social em que lutam o talento com a sabedoria. Porque Ă© mau o homem de talento ? Essa bela flor porque tem no seio um espinho envenenado ? Essa esplĂȘndida taça de brilhantes e ouro porque Ă© que contĂ©m o fel, que abrasa os lĂĄbios de quem a toca ? Aqui tens um tema para trabalhos superiores Ă  cabeça de uma mulher, ainda mesmo reforçada por duas dĂșzias de cabeças acadĂ©micas !

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Descobrindo-se, o poeta personifica, representa. Nos melhores momentos descobre o que nem sequer encoberto estava, porque o que ele faz Ă© ver a oblĂ­qua eloquĂȘncia ou o encanto do que, sem ele, nĂŁo seria.

O homem poderoso que junta a eloquĂȘncia Ă  audĂĄcia torna-se num cidadĂŁo perigoso quando lhe falta bom senso.

O EspĂ­rito Ă© a Arma da Diplomacia

Ser espirituoso Ă© metade de ser diplomata. (…) O espĂ­rito move tudo e nĂŁo responde por coisa alguma: ele Ă© a eloquĂȘncia da alegria, e o entrincheiramento das situaçÔes difĂ­ceis: salva uma crise fazendo sorrir: condensa em duas palavras a crĂ­tica de uma instituição: disfarça Ă s vezes a fraqueza de uma opiniĂŁo, acentua outras vezes a força de uma ideia: Ă© a mais fina salvaguarda dos que nĂŁo querem definir-se francamente: tira a intransigĂȘncia Ă s convicçÔes, fazendo-lhes cĂłcegas: substitui a razĂŁo quando nĂŁo substitui a ciĂȘncia, dĂĄ uma posição no mundo, e, adoptado como um sistema, derruba um impĂ©rio. E, sobretudo pelo indefinido que dĂĄ Ă  conversação, ele Ă© a arma verdadeira da diplomacia.

O milagre nĂŁo Ă© dar vida ao corpo extinto, Ou luz ao cego, ou eloquĂȘncia ao mudo… Nem mudar ĂĄgua pura em vinho tinto… Milagre Ă© acreditarem nisso tudo!

Em amor um silĂȘncio vale mais do que uma linguagem. É bom ficar sem palavras; hĂĄ uma eloquĂȘncia no silĂȘncio que penetra mais do que a lĂ­ngua o conseguiria.

Bom e Expressivo

Acaba mal o teu verso,
mas fĂĄ-lo com um desĂ­gnio:
Ă© um mal que nĂŁo Ă© mal,
Ă© lutar contra o bonito.

Vai-me a essas rimas que
tĂŁo bem desfecham e que
sĂŁo o pĂŁo de lĂł dos tolos
e torce-lhes o pescoço,

tal como o outro pedia
se fizesse Ă  eloquĂȘncia,
e se houver um vossa excelĂȘncia
que grite: — NĂŁo Ă© poesia!,

diz-lhe que nĂŁo, que nĂŁo Ă©,
que Ă© topada, lixa trĂȘs,
serração, vidro moído,
papel que se rasga ou pe-

dra que rola na pedra…
Mas também da rima «em cheio»
poderĂĄs tirar partido,
que a regra Ă© nĂŁo haver regra,

a nĂŁo ser a de cada um,
com sua rima, seu ritmo,
nĂŁo fazer bom e bonito,
mas fazer bom e expressivo…

EloquĂȘncia positiva Ă© aquele que persuade com doçura, nĂŁo com violĂȘncia, ou seja, como um rei, nĂŁo como um tirano.

O Maior Amor e as Coisas que Se Amam

Tomara poder desempenhar-me, sem hesitaçÔes nem ansiedades, deste mandato subjectivo cuja execução por demorada ou imperfeita me tortura e dormir descansadamente, fosse onde fosse, plĂĄtano ou cedro que me cobrisse, levando na alma como uma parcela do mundo, entre uma saudade e uma aspiração, a consciĂȘncia de um dever cumprido.

Mas dia a dia o que vejo em torno meu me aponta novos deveres, novas responsabilidades da minha inteligĂȘncia para com o meu senso moral. Hora a hora a (…) que escreve as sĂĄtiras surge colĂ©rica em mim. Hora a hora a expressĂŁo me falha. Hora a hora a vontade fraqueja. Hora a hora sinto avançar sobre mim o tempo. Hora a hora me conheço, mĂŁos inĂșteis e olhar amargurado, levando para a terra fria uma alma que nĂŁo soube contar, um coração jĂĄ apodrecido, morto jĂĄ e na estagnação da aspiração indefinida, inutilizada.

Nem choro. Como chorar? Eu desejaria poder querer (desejar) trabalhar, febrilmente trabalhar para que esta pĂĄtria que vĂłs nĂŁo conheceis fosse grande como o sentimento que eu sinto quando n’ela penso. Nada faço. Nem a mim mesmo ouso dizer: amo a pĂĄtria, amo a humanidade. Parece um cinismo supremo. Para comigo mesmo tenho um pudor em dizĂȘ-lo.

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O governo nĂŁo Ă© uma razĂŁo, tambĂ©m nĂŁo Ă© eloquĂȘncia, Ă© força. Opera como o fogo; Ă© um servente perigoso e um amo temĂ­vel; em nenhum momento se deve permitir que mĂŁos irresponsĂĄveis o controlem.

A poesia nĂŁo estĂĄ nem nos pensamentos, nem nas coisas, nem nas palavras; ela nĂŁo Ă© nem filosofia, nem descrição, nem eloquĂȘncia: ela Ă© inflexĂŁo.

O Pranto e o Riso

Se o Pranto e o Riso aparecessem neste grande teatro no traje da verdade (sempre nua), sem dĂșvida seria a vitĂłria do Pranto. Mas vestido, ornado e armado de uma tĂŁo superior eloquĂȘncia, que o Riso se ria do Pranto, nĂŁo Ă© merecimento, foi sorte. De tudo quanto ri saiu vestido, ornado e armado o Riso: riem-se os prados e saiu vestido de flores: ri-se a Aurora, e saiu ornado de luzes; e se aos relĂąmpagos e raios chamou a Antiguidade Risus Vestae, et Vulcani, entre tantos relĂąmpagos, trovĂ”es e raios de eloquĂȘncia, quem nĂŁo julgarĂĄ ao miserĂĄvel Pranto cego, atĂłnito e fulminado? Tal Ă© a fortuna, ou a natureza, destes dois contrĂĄrios. Por isso nasce o Riso na boca, como eloquente, e o Pranto nos olhos, como mudo.
(…) DemĂłcrito ria sempre: logo nunca ria. A consequĂȘncia parece difĂ­cil e Ă© evidente. O Riso, como dizem todos os FilĂłsofos, nasce da novidade e da admiração e cessando a novidade ou a admiração, cessa tambĂ©m o riso; e como DemĂłcrito se ria dos ordinĂĄrios desconcertos do mundo, e o que Ă© ordinĂĄrio e se vĂȘ sempre nĂŁo pode causar admiração nem novidade; segue-se que nunca ria, rindo sempre, pois nĂŁo havia matĂ©ria que motivasse o riso.

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Todo aquele que encobre a prĂłpria injustiça debaixo do manto lustroso da eloquĂȘncia merece um grande castigo.