Cita√ß√Ķes sobre Excesso

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Frases sobre excesso, poemas sobre excesso e outras cita√ß√Ķes sobre excesso para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O sábio respondeu: ?podemos cometer alguns excessos de vez em quando. Mas é sempre bom parar, e refletir sobre o que fazemos na vida?.

A Proibição

Tem cuidado ao amar-me.
Pelo menos, lembra-te que to proibi.
Não que restaure o meu pródigo desperdício
De alento e sangue, com teus suspiros e l√°grimas,
Tornando-me para ti o que foste para mim,
Mas t√£o grande prazer desgasta a nossa vida duma vez.
Para evitar que teu amor por minha morte seja frustrado,
Se me amas, tem cuidado ao amar-me.

Tem cuidado ao odiar-me,
E com os excessos do triunfo na vitória,
Ou tornar-me-ei o meu próprio executor,
E do ódio com igual ódio me vingarei.
Mas tu perder√°s a pose do conquistador,
Se eu, a tua conquista, perecer pelo teu ódio:
Ent√£o, para evitar que, reduzido a nada, eu te diminua,
Se tu me odeias, tem cuidado ao odiar-me.

Contudo, ama-me e odeia-me também.
Assim os extremos n√£o far√£o o trabalho um do outro:
Ama-me, para que possa morrer do modo mais doce;
Odeia-me, pois teu amor é excessivo para mim;
Ou deixa que ambos, eles e n√£o eu, se corrompam
Para que, vivo, eu seja teu palco e n√£o teu triunfo.
Ent√£o, para que o teu amor,

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N√£o se Render a um Humor Vulgar

Grande homem √© o que nunca se submete a impress√Ķes passageiras. √Č li√ß√£o de advert√™ncia a reflex√£o sobre si; conhecer a sua real disposi√ß√£o e preveni-la, e ainda ponderar sobre o outro extremo para achar, entre o natural e o artificial, o fiel da sind√©rese. O princ√≠pio de corrigir-se √© o conhecer-se, pois h√° monstros de impertin√™ncia: sempre est√£o de algum humor, variando com eles os seus afectos; e, arrastados eternamente por essa destemperan√ßa civil, empenham-se de modos contradit√≥rios; e n√£o s√≥ esse excesso arru√≠na a vontade como tamb√©m afronta o ju√≠zo, alterando o querer e o entender.

O Bom Senso como Suporte da Humanidade

Se n√£o tivesse havido em todos os tempos uma maioria de homens para fazer depender o seu orgulho, o seu dever, a sua virtude da disciplina do seu esp√≠rito, da sua ¬ęraz√£o¬Ľ, dos amigos do ¬ębom senso¬Ľ, para se sentirem feridos e humilhados pela menor fantasia, o menor excesso da imagina√ß√£o, a humanidade j√° teria naufragado h√° muito tempo.
A loucura, o seu pior perigo, n√£o deixou nunca, com efeito, de planar por cima dela, a loucura prestes a estalar… quer dizer a irrup√ß√£o da lei do bom prazer em mat√©ria de sentimento de sensa√ß√Ķes visuais ou auditivas, o direito de gozar com o jorro do esp√≠rito e de considerar como um prazer a irris√£o humana. N√£o s√£o a verdade, a certeza que est√£o nos ant√≠podas do mundo dos insensatos; √© a cren√ßa obrigat√≥ria e geral, √© a exclus√£o do bom prazer no ajuizar. O maior trabalho dos homens foi at√© agora concordar sobre uma quantidade de coisas, e fazer uma lei desse acordo,… quer essas coisas fossem verdadeiras ou falsas. Foi a disciplina do esp√≠rito que preservou a humanidade,… mas os instintos que a combatem s√£o ainda t√£o poderosos que em suma s√≥ se pode falar com pouca confian√ßa no futuro da humanidade.

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O Sonho

Amor querido, por nada menos que tu
Teria eu interrompido este sonho feliz:
Era um tema
Para a raz√£o, demasiado forte para fantasia.
Portanto, sabiamente, me acordaste; porém
O meu sonho n√£o terminou, continuou contigo.
√Čs t√£o verdadeira que bastam os pensamentos de ti
Para tornar sonhos realidade, fábulas em história.
Vem a meus braços, pois se pensaste ser melhor
Que n√£o sonhasse todo o meu sonho, concretizemos o resto.

Como o rel√Ęmpago, ou a luz da vela,
Teus olhos, e não o teu ruído, me acordaram;
Porém pensei que eras
(Tu que amas a verdade) um Anjo ‚ÄĒ √† primeira vista.
Mas quando vi que vias o meu coração
E os meus pensamentos, para além da arte do anjo,
Como sabias do meu sonho, como sabias quando
O excesso de gozo me acordaria, e ent√£o vieste,
Devo confessar que no mínimo, seria
Ultrajante, pensar-te outra coisa que n√£o tu.

Vindo e ficando mostrou-me que tu és tu.
Mas o levantares-te faz-me duvidar, e temo agora
Que tu j√° n√£o sejas tu.
E fraco o amor quando o medo é tão forte como ele;

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Os defeitos dos maridos muitas vezes s√£o causados pelo excesso de virtudes de suas esposas.

N√£o h√° Nada T√£o Enjoativo Quanto a Abund√Ęncia

O amor bem nutrido e excessivamente submisso logo nos enjoa e cansa, como o excesso de uma iguaria agrad√°vel cansa o est√īmago (Ov√≠dio). Julgam que os meninos de coro t√™m grande prazer com a m√ļsica? A saciedade toma-a antes tediosa. Os festins, as dan√ßas, as mascaradas, os torneios alegram os que n√£o os v√™em ami√ļde e que desejaram v√™-los; mas para quem o faz habitualmente o seu gosto torna-se ins√≠pido e desagra¬≠d√°vel; tamb√©m as mulheres n√£o excitam aquele que delas desfruta √† saciedade. Quem n√£o se d√° tempo para sentir sede n√£o poderia ter prazer em beber. As farsas dos saltimbancos divertem-nos, mas para os actores servem de obriga√ß√£o. E a prova disso √© que para os pr√≠ncipes s√£o de¬≠l√≠cias, √© festa poderem √†s vezes travestir-se e descer √† for¬≠ma de vida baixa e popular, frequentemente aos grandes apraz mudar; e refei√ß√Ķes frugais e asseadas sob o tecto de um pobre, sem tapete nem p√ļrpura, desenrugaram-¬≠lhes a fronte inquieta (Hor√°cio).
N√£o h√° nada t√£o inc√≥modo, t√£o enjoativo quanto a abund√Ęncia. Que apetite n√£o se repugnaria ao ver tre¬≠zentas mulheres √† sua merc√™, como as que tem o grande se¬≠nhor no seu serralho? E que prazer e que esp√©cie de ca¬≠√ßada buscara aquele ancestral seu que nunca ia para os campos com menos de sete mil falcoeiros?

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O místico é aquele que descobre que não pode deixar de caminhar. Seguro daquilo que lhe falta, percebe que cada lugar por onde passa é ainda provisório e que a demanda continua. Não pode ser só isto. E essa espécie de excesso que é o seu desejo, fá-lo exceder, atravessar e perder os lugares.

Alimentar o Ego

Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensa√ß√Ķes uma religi√£o e uma pol√≠tica, para esse primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, √© o sentir as coisas m√≠nimas extraordin√°ria ‚ÄĒ e desmedidamente. Este √© o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro n√£o √© mais do que isto. Saber p√īr no saborear duma ch√°vena de ch√° a vol√ļpia extrema que o homem normal s√≥ pode encontrar nas grandes alegrias que v√™m da ambi√ß√£o subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou ent√£o nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na vis√£o dum poente ou na contempla√ß√£o dum detalhe decorativo aquela exaspera√ß√£o de senti-los que geralmente s√≥ pode dar, n√£o o que se v√™ ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta ‚ÄĒ essa proximidade do objecto da sensa√ß√£o que s√≥ as sensa√ß√Ķes carnais ‚ÄĒ o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro √† consci√™ncia; poder tornar a vis√£o interior, o ouvido do sonho ‚ÄĒ todos os sentidos supostos e do suposto ‚ÄĒ recebedores e tang√≠veis como sentidos virados para o externo: escolho estas, e as an√°logas suponham-se,

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Gosto de uma mulher com defeitos Рe um ponderado excesso de carnes, às vezes, é o mais belo deles. Bem vistas as coisas, a formosura pode conviver com a gordura. O que não pode nunca é conviver com a transparência, com a falta de história, com a ausência de profundidade.

O P√£o

Não é ainda um seio
mas quase. Na brancura.
Porém, onda de leite
a branca levedura.

Um mecanismo incerto
de ferro e madrugada.
A fome e o excesso
futuros. Na seara.

A fome e a carência
de sol(o) para a boca.
Não é ainda um campo
de areia. Ou terra solta.

Um campo descampado
um canto com bolor.
√Č arte que se move
minéria como a água.

Engenho de palato.
Alvéolo de pulmão.
Respira-se o exemplo
de sol. Oxigénio.

Não é ainda um círculo
branco por toda a mesa:
manchado na toalha
de sombra e aspereza.

Não é ainda uma ave
descendo sobre a pele:
um mecanismo triste
movendo a boca breve.

N√£o h√° Felicidade sem Verdadeira Vida Interior

A vida intelectual ocupará, de preferência, o homem dotado de capacida­des espirituais, e adquire, mediante o incremento inin­terrupto da visão e do conhecimento, uma coesão, uma intensificação, uma totalidade e uma plenitude cada vez mais pronunciadas, como uma obra de arte amadurecen­do aos poucos. Em contrapartida, a vida prática dos ou­tros, orientada apenas para o bem-estar pessoal, capaz de incremento apenas em extensão, não em profundeza, contrasta em tristeza, valendo-lhes como fim em si mesmo, enquanto para o homem de capacida­des espirituais é apenas um meio.
A nossa vida pr√°tica, real, quando as paix√Ķes n√£o a movimentam, √© tediosa e sem sabor; mas quando a movi¬≠mentam, logo se torna dolorosa. Por isso, os √ļnicos feli¬≠zes s√£o aqueles aos quais coube um excesso de intelec¬≠to que ultrapassa a medida exigida para o servi√ßo da sua vontade. Pois, assim, eles ainda levam, ao lado da vida real, uma intelectual, que os ocupa e entret√©m ininter¬≠ruptamente de maneira indolor e, no entanto, vivaz. Pa¬≠ra tanto, o mero √≥cio, isto √©, o intelecto n√£o ocupado com o servi√ßo da vontade, n√£o √© suficiente; √© necess√°rio um excedente real de for√ßa, pois apenas este capacita a uma ocupa√ß√£o puramente espiritual, n√£o subordinada ao ser¬≠vi√ßo da vontade.

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Perd√£o!

Seria o beijo
Que te pedi,
Dize, a raz√£o
(outra n√£o vejo)
Por que perdi
Tanta afeição?
Fiz mal, confesso;
Mas esse excesso,
Se o cometi,
Foi por paix√£o,
Sim, por amor
De quem?… de ti!

Tu pensas, flor,
Que a mulher basta
Que seja casta,
Unicamente?
N√£o basta tal:
Cumpre ser boa,
Ser indulgente.
Fiz-te algum mal?
Pois bem: perdoa!

√Č t√£o suave
Ao coração
Mesmo o perd√£o
De ofensa grave!
Se o alcançasse,
Se o conseguisse,
Quisera ent√£o
Beijar-te a m√£o,
Beijar-te a face…
Beijar? que disse!
(Que indiscri√ß√£o…)
Perd√£o! perd√£o!

Sempre que Tiveres D√ļvidas

Sempre que tiveres d√ļvidas, ou quando o teu eu te pesar em excesso, experimenta o seguinte recurso: lembra-te do rosto do homem mais pobre e mais desamparado que alguma vez tenhas visto e pergunta-te se o passo que pretendes dar lhe vai ser de alguma utilidade. Poder√° ganhar alguma coisa com isso? Far√° com que recupere o controlo da sua vida e do seu destino? Por outras palavras, conduzir√° √† autonomia espiritual e f√≠sica dos milh√Ķes de pessoas que morrem de fome? Ver√°s, ent√£o, como as tuas d√ļvidas e o teu eu se desvanecem.

A Felicidade vem da Monotonia

Em sua essência a vida é monótona. A felicidade consiste pois numa adaptação razoavelmente exacta à monotonia da vida. Tornarmo-nos monótonos é tornarmo-nos iguais à vida; é, em suma, viver plenamente. E viver plenamente é ser feliz.
Os il√≥gicos doentes riem – de mau grado, no fundo – da felicidade burguesa, da monotonia da vida do burgu√™s que vive em regularidade quotidiana e, da mulher dele que se entret√©m no arranjo da casa e se distrai nas min√ļcias de cuidar dos filhos e fala dos vizinhos e dos conhecidos. Isto, por√©m, √© que √© a felicidade.
Parece, a princípio, que as cousas novas é que devem dar prazer ao espírito; mas as cousas novas são poucas e cada uma delas é nova só uma vez. Depois, a sensibilidade é limitada, e não vibra indefinidamente. Um excesso de cousas novas acabará por cansar, porque não há sensibilidade para acompanhar os estímulos dela.
Conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre. A visão burguesa da vida é a visão científica; porque, com efeito, tudo é sempre novo, e antes de este hoje nunca houve este hoje.
√Č claro que ele n√£o diria nada disto. √Äs minhas observa√ß√Ķes,

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