Como pode morrer de repente quem, desde que nasce, passa a vida levando consigo a morte?
Frases Interrogativas
1573 resultadosFalam. Que falam? Que falem.
Sou talvez uma banal menina nervosa, ou uma simples “détraquée” que tem contas com a medicina (…) Talvez… Não temos então o direito de gritar a nossa dor, o nosso desespero, o nosso tédio, porquê? Eu não disse nada disto fosse a quem fosse; tudo isto eu gritei para mim só. Publiquei o meu livro para fazer a vontade a meu pai e a outras pessoas que me pediram a publicação dos versos que eu nunca pensei em divulgar…
Há uma enorme dificuldade em abrir os olhos das pessoas. Comovê-las e destroçar-lhes a alma, é fácil; difícil é fazer com que a luz lhes penetre o cérebro. Que lucro existe em lhes mudar os sentimentos, se continuam sendo idiotas?
Se nada existisse, minhas irmãs?… Se tudo fosse, de qualquer modo, absolutamente coisa nenhuma?
E se este mundo for o inferno de outro planeta?
Saber é estimular com os olhos abertos. Duvidas? Quem duvida existe. Só morrer é ciência.
No fim você vai ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar?
Mas deve haver algum jeito exato de contar essa história que começa e não sei se termina ou continua assim. ? Caio Fernando Abreu
Nos filmes, como em qualquer obra de arte, há sempre uma grande parte do subconsciente do artista do qual ele não se dá conta. Por isso, as obras enriquecem com o tempo, a crítica vai descobrindo partes mais ignoradas e as obras ficam mais ricas do que quando saem. Na verdade, o homem não mudou, apenas aquilo que fez: o progresso. A natureza do homem é a mesma: a inveja, a vingança, as paixões ou o amor são manifestações da natureza do homem que não mudaram nada. Há pessoas que, às vezes, mudam de partido. Eu pergunto: também mudam de natureza? Ela é a mesma, e é nela que está todo o bem e o mal do homem.
O que é a modéstia senão uma humildade hipócrita por meio da qual, num mundo infestado de vil inveja, um homem procura implorar perdão por suas virtudes e seus méritos àqueles que não têm nenhum? Pois quem não se atribui nenhum mérito porque não tem nenhum não é modesto, mas meramente honesto.
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Seu dever é ficar de pé ? não ser mantido de pé.
Como se me apresentaria o mundo se eu pudesse viajar em um raio de luz?
Pode um «burro» ser trágico? – Sucumbir sob um fardo que não pode nem carregar nem sacudir?… É o caso do filósofo.
Alguém consegue lembrar quando os tempos não eram difíceis e o dinheiro não era escasso?
Como é que eu faço por estar bem disposto, encontrando-me na verdade tão triste e miserável como vocês todos? Há várias técnicas. A mais importante é a técnica do «proporcionamento». Consiste em atribuir a um dado problema pessoal a proporção que tem no mundo. Há tanta gente a sofrer de verdade, a morrer, de fome, de doenças, de terramotos, que o nosso sofrimento, quando é publicamente exibido, é pequenino e obsceno.
Sábios, cheios de que sabedoria? Roídos por ela. Não sabem nada.
Quem, como eu, estava chamando o medo de amor? E querer, de amor? E precisar, de amor?
É um escravo. Mas talvez livre de espírito. É um escravo. Isso fará mal a ele? Aponta alguém que não o seja. Um é escravo do prazer, outro, da avareza, outro, da ambição, todos, do medo.