Passagens sobre Paix√£o

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Frases sobre paix√£o, poemas sobre paix√£o e outras passagens sobre paix√£o para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

O Amor Indómito

H√° casos de alucina√ß√£o, extasis incendiados de fantasia, em que o homem subjuga ao seu transporte as f√©rreas considera√ß√Ķes sociais, fazendo-as reflexivas de todo o brilho da sua alegria. √Č por isso que as grandes paix√Ķes est√£o em div√≥rcio com o ju√≠zo prudencial. No mar da vida o fanal do amor √© o que mais resplende. Cegam-se os olhos e entendimento ao que mais ansiosamente o fita. Com a mente fixa nesse clar√£o esperan√ßoso, que t√£o frouxas r√©steas de luz nos d√° em paga de tremendos trabalhos, transcuram-se vagas e baixios que nos assaltam o pobre baixel. O amor ind√≥mito, fremente e tempestuoso √© um naufr√°gio que se ama, uma dor com que se brinca, e, enfim, um del√≠rio honroso em qualquer criatura.

O orgulho tem as suas bizarrias, como as outras paix√Ķes: temos vergonha de admitir que sentimos ci√ļme, mas honramo-nos de o ter sentido e de ser capazes de o vir a ter.

Vol√ļvel do Homem Foi Sempre a Vontade

Sobre as asas do Tempo, que n√£o cansa,
Nossos gostos se v√£o, nossas paix√Ķes
Os projectos, sistemas e opini√Ķes
Cos tempos que se mudam tem mudança.

Não pode haver no mundo segurança
Entre o v√°rio mont√£o de inclina√ß√Ķes,
Pois sujeita a Vontade a mil bald√Ķes
No vari√°vel moto n√£o descansa.

Nas nossas quatro épocas da idade
Temos mudanças mil: nossa fraqueza
Sujeita está, do Tempo, à variedade.

Na inconst√Ęncia jamais houve firmeza:
Vol√ļvel do homem foi sempre a vontade,
Por defeito comum da Natureza.

Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente na prateleira de cima, tinha de ser justo amor, meu Deus?

Vida, que no ralador das paix√Ķes se esvai, tem uma lousa erguida onde os √°tomos agridoces da exist√™ncia l√° se v√£o caindo. Pois bem, erga-se essa lousa. A √ļltima contrac√ß√£o do pulm√£o do apaixonado, √© a paix√£o purificada… morre-se: – pois bem, seja teu esse √ļltimo suspiro.

O Mal e o Bem em Função da Vaidade

√Č raro o mal, de que n√£o venha a nascer algum bem, nem bem, que n√£o produza algum mal: como s√≥ o presente √© nosso, por isso n√£o nos serve de al√≠vio o bem futuro, nem nos inquieta o mal que ainda n√£o sentimos; um infeliz n√£o se persuade, que a sua sorte possa ter mudan√ßa; um venturoso n√£o cr√™, que possa deixar de o ser; a este a vaidade tira o menor receio; √†quele o abatimento priva de esperan√ßa. Se fizermos reflex√£o, havemos de admirar o pouco que basta para fazer o nosso bem, ou o nosso mal: de um instante a outro mudamos da alegria para a tristeza, e muitas vezes sem outro algum motivo, que o de uma vaidade mais, ou menos satisfeita.
Os homens não são todos igualmente sensíveis ao bem, e ao mal; a uns penetra mais vivamente a dor, a outros só faz uma impressão ligeira; o bem não acha em todos o mesmo grau de contentamento. Nas almas deve de haver a mesma diferença, que há nos corpos: umas mais débeis, e outras mais robustas; por isso em umas obra mais o sentimento, e acha mais resistência em outras; em umas domina a vaidade com império,

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Tempos de Paix√£o

ah tempos de paix√£o
desses navios
naufragados no mar

a corros√£o
como um a um os brios
dispostos a matar

o mar abriga
junto ao lodo do fundo
a frota amiga
mais a esquadra inimiga

é a lei do mundo
que guardas no bom[e
com a tua fé

ah lei que n√£o se aguenta
sobre o pé

Ilha

Eis-me completamente só em plena vida,
sem uma amor sequer à vista, sem ninguém:
– a que um dia julguei eterna, a mais querida,
tra√≠-a, e me traiu… j√° n√£o lhe quero bem…

a outra, a que me chegou quase que despercebida
e acabou sendo tudo o que a paixão contém,
tal como me chegou partiu: sem despedida!
e eis-me só, na lembrança, a aguardá-la também.

Completamente só, perdido em plena vida
como desabitada ilha, íngreme penha
fora de rota, a erguer-se entre vagas bravias.

Uma ilha em pleno mar, esperando esquecida
que algum n√°ufrago amor ( algum dia) ainda venha
por milagre encontrar suas praias vazias..

A Nossa Falsa Verdade

Uma vez que em boa verdade os homens apenas se interessam pela sua opinião própria, qualquer indivíduo que queira apresentar uma dada opinião trata de olhar para um lado e para o outro à procura de meios que lhe permitam dar força à posição, sua ou alheia, que defende.
As pessoas servem-se da verdade quando ela lhes √© √ļtil, mas recorrem com ret√≥rica paix√£o √† falsidade logo que se lhes depara o momento em que a podem usar para produzir a ilus√£o de um meio-argumento e dar assim, com uma manobra de divers√£o, a apar√™ncia de unificar aquilo que se apresenta como fragment√°rio.
A princ√≠pio, quando me apercebia de tais situa√ß√Ķes, ficava incomodado, depois passei a ficar perturbado, mas tudo isso suscita-me hoje um prazer malicioso. E prometi a mim mesmo que nunca mais volto a p√īr a descoberto esse tipo de procedimentos.

E necess√°rio que n√£o haja nem paix√Ķes nem preconceito nos neg√≥cios do Estado; a √ļnica paix√£o permitida √© a do bem p√ļblico.

As Pessoas n√£o Sabem o que Querem Antes de lho Mostrarmos

A minha paix√£o tem sido construir uma empresa duradoura onde as pessoas se sintam motivadas para grandes produtos. Tudo o mais era secund√°rio. Claro que era bom ter lucros, pois s√≥ assim era poss√≠vel fazer grandes produtos. Mas o principal factor de motiva√ß√£o eram os produtos, n√£o o lucro. Sculley deslocou estas prioridades para o objectivo de fazer dinheiro. Trata-se de uma diferen√ßa subtil, mas que acaba por fazer toda a diferen√ßa: as pessoas que contratamos, quem √© promovido, os assuntos que discutimos nas reuni√Ķes.
Algumas pessoas dizem: ‚ÄúD√™em aos clientes o que eles querem.‚ÄĚ Mas essa n√£o √© a minha abordagem. A nossa miss√£o consiste em antecipar aquilo que eles v√£o querer. Penso que o Henri Ford teria dito uma vez que se perguntasse aos clientes aquilo que eles queriam, a resposta teria sido: ‚ÄúUm cavalo mais r√°pido!”. As pessoas n√£o sabem o que querem antes de lho mostrarmos. √Č por isso que n√£o confio nos estudos de mercado. A nossa miss√£o consiste em ler as coisas antes de elas terem sido escritas.

Quase um Poema de Amor

H√° muito tempo j√° que n√£o escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.

Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paix√£o
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
‚ÄĒ H√° muito tempo j√° que n√£o escrevo um poema
De amor.

A paixão torna-se uma força quando encontra saída no trabalho dos nossos braços, na perícia da nossa mão ou na actividade criadora do nosso espírito.

A voz da paixão é melhor do que a voz da razão. Quem não tem paixão não pode mudar a história.