Cita√ß√Ķes sobre Resumos

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O valor essencial da arte est√° em ela ser o ind√≠cio da passagem do homem no mundo, o resumo da sua experi√™ncia emotiva dele; e, como √© pela emo√ß√£o, e pelo pensamento que a emo√ß√£o provoca, que o homem mais realmente vive na terra, a sua verdadeira experi√™ncia regista-a ele nos fastos das suas emo√ß√Ķes e n√£o na cr√≥nica do seu pensamento cient√≠fico, ou nas hist√≥rias dos seus regentes e dos seus donos.

A história de um burrinho, como a história de um homem grande, é bem dada no resumo de um só dia de sua vida.

A ¬ęraz√£o humana¬Ľ, assim como o ¬ęraio do electr√£o¬Ľ, s√£o apenas resumos estat√≠sticos.

Por vezes, um bom resumo pode dizer mais sobre um romance do que um livro de duzentas p√°ginas.

Quem mais influência exerceu sobre mim, teoricamente, foi o arquiteto Le Corbusier. Por muitos anos, ele significou para mim lucidez, claridade, construtivismo. Em resumo: o predomínio da inteligência sobre o instinto.

A Minha Educação Prejudicou-me em Vários Aspectos

Dormi, acordei, dormi, acordei, vida miser√°vel. (…) Quando penso nisso, tenho de dizer que a minha educa√ß√£o me prejudicou muito em v√°rios aspectos. N√£o fui, de facto, educado num lugar longe de tudo, como por exemplo entre ru√≠nas, nas montanhas; contra esse facto eu n√£o poderia realmente exprimir a minha censura. Apesar de correr o risco de n√£o poder ser compreendido por todos os meus antigos professores, eu bem preferiria ter sido um habitante dessas pequenas ru√≠nas, queimado pelo sol que por entre os destro√ßos me apareceria de todos os lados sobre a t√©pida hera, mesmo que eu a princ√≠pio houvesse sido fraco sob a press√£o das minhas boas qualidades, que com a for√ßa da erva teriam crescido dentro de mim.

Quando penso nisso, tenho de dizer que a minha educa√ß√£o me prejudicou muito em v√°rios aspectos. Esta censura aplica-se a uma quantidade de pessoas, ou seja, aos meus pais, a algumas pessoas de fam√≠lia, a alguns amigos da casa, a v√°rios escritores, a uma certa cozinheira, que durante todo um ano me levou √† escola, a um monte de professores (que nas minhas recorda√ß√Ķes tenho de comprimir num grupo estreito, que doutra maneira me falha um aqui e outro ali ‚ÄĒ mas,

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A Sa√ļde da Alma

A c√©lebre forma de medicina moral (a de Ar√≠ston de Chios), ¬ęa virtude √© a sa√ļde da alma¬Ľ, deveria ser pelo menos assim transformada para se tornar utiliz√°vel: ¬ęA tua virtude √© a sa√ļde da tua alma¬Ľ. Porque em n√≥s n√£o existe qualquer sa√ļde, e todas as experi√™ncias que se fizeram para dar este nome a qualquer coisa malograram-se miseravelmente. Importa que se conhe√ßa o seu objectivo, o seu horizonte, as suas for√ßas, os seus impulsos, os seus erros e sobretudo o ideal e os fantasmas da sua alma para determinar o que significa a sa√ļde, mesmo para o seu corpo. Existem, portanto, in√ļmeras sa√ļdes do corpo; e quanto mais se permitir ao indiv√≠duo, a quem n√£o podemos comparar-nos, que levante a cabe√ßa, mais se desaprender√° o dogma da ¬ęigualdade dos homens¬Ľ, mais necess√°rio ser√° que os nossos m√©dicos percam a no√ß√£o de uma sa√ļde normal, de uma dieta normal, de um curso normal da doen√ßa. Ser√° s√≥ ent√£o que se poder√° talvez reflectir na sa√ļde e na doen√ßa da alma e colocar a virtude particular de cada um nesta sa√ļde, que corre muito o risco de ser num o contr√°rio do que sucede com outro. Restar√° a grande quest√£o de saber se podemos dispensar a doen√ßa,

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Habituar-se √† felicidade seria um perigo. Ficar√≠amos mais ego√≠stas, porque as pessoas felizes o s√£o, menos sens√≠veis √† dor humana, n√£o sentir√≠amos a necessidade de procurar ajudar os que precisam ‚Äď tudo por termos na gra√ßa a compensa√ß√£o e o resumo da vida.

Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade t√™m em mira apenas a ‚Äėinforma√ß√£o‚Äô, n√£o a ‚Äėinstru√ß√£o‚Äô. Sua honra √© baseada no fato de terem informa√ß√Ķes sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experi√™ncias, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. N√£o ocorre a eles que a informa√ß√£o √© um mero ‚Äėmeio‚Äô para instru√ß√£o, tendo pouco ou nenhum valor por si mesma, no entanto √© uma maneira de pensar que caracteriza uma cabe√ßa filos√≥fica.

As Ideias dependem das Sensa√ß√Ķes

√Ä primeira vista, nada pode parecer mais ilimitado do que o pensamento humano, que n√£o apenas escapa a toda autoridade e a todo poder do homem, mas tamb√©m nem sempre √© reprimido dentro dos limites da natureza e da realidade. Formar monstros e juntar for¬≠mas e apar√™ncias incongruentes n√£o causam √† imagina√ß√£o mais em¬≠bara√ßo do que conceber os objectos mais naturais e mais familiares. Apesar de o corpo confinar-se num s√≥ planeta, sobre o qual se arrasta com sofrimento e dificuldade, o pensamento pode transportar-nos num instante √†s regi√Ķes mais distantes do Universo, ou mesmo, al√©m do Universo, para o caos indeterminado, onde se sup√Ķe que a Natureza se encontra em total confus√£o. Pode-se conceber o que ainda n√£o foi visto ou ouvido, porque n√£o h√° nada que esteja fora do poder do pensamento, excepto o que implica absoluta contradi√ß√£o.

Entretanto, embora o nosso pensamento pare√ßa possuir esta liber¬≠dade ilimitada (…) ele est√° realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e todo o poder criador do esp√≠rito n√£o ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experi√™ncia. Quando pensamos numa montanha de ouro, apenas unimos duas id√©ias compat√≠veis,

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Medo de Casar

Resumo de todos os argumentos a favor e contra o meu casamento:
1. Incapacidade de suportar a vida sozinho, o que n√£o implica incapacidade de viver, pelo contr√°rio; at√© √© improv√°vel que eu saiba viver com algu√©m, mas sozinho n√£o consigo aguentar o assalto da minha pr√≥pria vida, as exig√™ncias da minha pessoa, os ataques do tempo e da idade, a vaga press√£o do desejo de escrever, a ins√≥nia, a proximidade da loucura ‚ÄĒ n√£o consigo aguentar isto s√≥. √Č claro que junto ¬ętalvez¬Ľ a tudo isto. A rela√ß√£o com F. vai dar √† minha exist√™ncia mais for√ßa para resistir.
2. Tudo me faz imediatamente pensar. Todas as piadas no jornal humor√≠stico, o que me lembro de Flaubert e de Grillparzer, as camisas de noite nas camas dos meus pais, ali postas para a noite, o casamento de Max. Ontem a minha irm√£ disse: ¬ęTodas as pessoas casadas (as pessoas que conhecemos) s√£o felizes. N√£o percebo¬Ľ, esta afirma√ß√£o tamb√©m me fez pensar, fiquei outra vez com medo.
3. Tenho de estar só muito tempo. O que consegui fazer foi apenas o resultado de estar só.
4. Odeio tudo o que n√£o se relacione com a literatura,

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O Crédulo

A f√© pode ser definida em resumo como uma cren√ßa il√≥gica na ocorr√™ncia do improv√°vel. Ela cont√©m um saber patol√≥gico; extrapola o processo intelectual normal e atravessa o viscoso dom√≠nio da metaf√≠sica transcedental. O homem de f√© √© aquele que simplesmente perdeu (ou nunca teve) a capacidade para um pensamento claro e realista. N√£o que ele seja uma mula; √©, na realidade, um doente. Pior ainda, √© incur√°vel, porque o desapontamento, sendo essencialmente um fen√≥meno objetivo, n√£o consegue afectar a sua enfermidade subjectiva. A sua f√© apodera-se da virul√™ncia de uma infec√ß√£o cr√≥nica. O que ele diz, em suma, √©: ‚ÄúVamos confiar em Deus, Aquele que sempre nos enganou no passado‚ÄĚ.

Nunca se Escreve para Si Mesmo

O escritor não prevê nem conjectura: projecta. Acontece por vezes que espera por si mesmo, que espera pela inspiração, como se diz. Mas não se espera por si mesmo como se espera pelos outros; se hesita, sabe que o futuro não está feito, que é ele próprio que o vai fazer, e, se não sabe ainda o que acontecerá ao herói, isto quer simplesmente dizer que não pensou nisso, que não decidiu nada; então, o futuro é uma página branca, ao passo que o futuro do leitor são as duzentas páginas sobrecarregadas de palavras que o separam do fim.

Assim, o escritor só encontra por toda a parte o seu saber, a sua vontade, os seus projectos, em resumo, ele mesmo; atinge apenas a sua própria subjectividade; o objecto que cria está fora de alcance; não o cria para ele. Se relê o que escreveu, já é demasiado tarde; a sua frase nunca será a seus olhos exactamente uma coisa. Vai até aos limites do subjectivo, mas sem o transpor; aprecia o efeito dum traço, duma máxima, dum adjectivo bem colocado; mas é o efeito que produzirão nos outros; pode avaliá-lo, mas não senti-lo.
Proust nunca descobriu a homossexualidade de Charlus,

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Serenidade da Alma

N√£o examinar o que se passa na alma dos outros dificilmente far√° o infort√ļnio de algu√©m; mas os que n√£o seguem com aten√ß√£o os movimentos das suas pr√≥prias almas s√£o fatalmente desditosos.
(…) Ser semelhante ao promont√≥rio contra o qual v√™m quebrar as vagas e que permanece firme enquanto, √† sua volta, espumeja o furor das ondas.
РQue desgraça ter-me acontecido isto!
Não, não é assim que se deve falar, mas desta maneira:
– Que felicidade, apesar do que me aconteceu, eu n√£o me mortificar, n√£o me deixar abater pelo presente nem me assustar pelo futuro!
Na verdade, coisa idêntica poderia suceder a toda a gente, mas bem poucos a suportariam sem se mortificarem. Por que razão considerar este acontecimento infortunado e aquele outro feliz?
Em resumo, chamas de infort√ļnio para o ser humano aquilo que n√£o √© um obst√°culo √† sua natureza? E consideras um obst√°culo √† natureza do ser humano aquilo que n√£o vai contra a vontade da sua natureza? Que queres, ent√£o? Conheces bem essa vontade; aquilo que te sucede impede-te, por acaso, de ser justo, magn√Ęnimo, s√≥brio, reflectido, prudente, sincero, modesto, livre, e de possuir as outras virtudes cuja posse assegura √† natureza do ser humano a felicidade que lhe √© pr√≥pria?

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