Cita√ß√Ķes sobre Fen√≥meno

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Frases sobre fen√≥meno, poemas sobre fen√≥meno e outras cita√ß√Ķes sobre fen√≥meno para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Conhecimento sem Paixão seria Castrar a Inteligência

Como investigadores do conhecimento, n√£o sejamos ingratos com os que mudaram por completo os pontos de vista do esp√≠rito humano; na apar√™ncia foi uma revolu√ß√£o in√ļtil, sacr√≠lega; mas j√° de si o querer ver de modo diverso dos outros, n√£o √© pouca disciplina e prepara√ß√£o do entendimento para a sua futura ¬ęobjectividade¬Ľ, entendendo por esta palavra n√£o a ¬ęcontempla√ß√£o desinteressada¬Ľ, que √© um absurdo, sen√£o a faculdade de dominar o pr√≥ e o contra, servindo-se de um e de outro para a interpreta√ß√£o dos fen√≥menos e das paix√Ķes. Acautelemo-nos pois, oh senhores fil√≥sofos!
Desta confabula√ß√£o das ideias antigas acerca de um ¬ęassunto do conheciemnto puro, sem vontade, sem dor, sem tempo¬Ľ, defendamo-nos das mo√ß√Ķes contradit√≥rias ¬ęraz√£o pura¬Ľ, ¬ęespiritualidade absoluta¬Ľ, ¬ęconhecimento subsistente¬Ľ que seria um ver subsistente em si pr√≥prio e sem √≥rg√£o visual, ou um olho sem direc√ß√£o, sem faculdades activas e interpretativas? Pois o mesmo sucede com o conhecimento: uma vista, e se √© dirigida pela vontade, veremos melhor, teremos mais olhos, ser√° mais completa a nossa ¬ęobjectividade¬Ľ. Mas eliminar a vontade, suprimir inteiramente as paix√Ķes – supondo que isso fosse poss√≠vel – seria castrar a intelig√™ncia.

A linguagem não é um fenómeno superposto ao ser-para-o-outro: é originalmente o ser-para-o-outro, ou seja, o facto de que uma subjectividade se experimenta como objecto para o outro.

Ser aut√™ntico significa ser fiel a si pr√≥prio. √Č um fen√≥meno muit√≠ssimo perigoso; s√£o raras as pessoas que o fazem. Mas sempre que as pessoas o fazem, elas conseguem. Elas conseguem uma beleza tal, uma gra√ßa tal, um contentamento tal que n√£o pode ser imaginado.

Encarar a Morte

√Č talvez sinal de pris√£o ao mundo dos fen√≥menos o terror e a dor ante a chegada da morte ou a serena mas entristecida resigna√ß√£o com que a fizeram os gregos uma doce irm√£ do sono; para o esp√≠rito liberto ela deve ser, como o som e a cor, falsa, exterior e passageira; n√£o morre, para si pr√≥prio nem para n√≥s, o que viveu para a ideia e pela ideia, n√£o √© mais existente, para o que se soube desprender da ilus√£o, o que lhe fere os ouvidos e os olhos do que o puro entender que apenas se lhe apresenta em pensamento; e tanto mais alto subiremos quando menos considerarmos a morte como um enigma ou um fantasma, quanto mais a olharmos como uma forma entre as formas.

A Sede de Explica√ß√Ķes

T√£o irredut√≠vel quanto a necessidade de crer, a necessidade de explica√ß√Ķes acompanha o homem desde o ber√ßo at√© ao t√ļmulo. Ela contribuiu para criar os seus deuses e diariamente determina a g√©nese de numerosas opini√Ķes. Essa necessidade intensa facilmente se satisfaz. As respostas mais rudimentares s√£o suficientes. A facilidade com que √© contentada foi a origem de grande n√ļmero de erros. Sempre √°vido de certezas definitivas, o esp√≠rito humano guarda muito tempo as opini√Ķes falsas fundadas na necessidade de explica√ß√Ķes e considera como inimigos do seu repouso aqueles que as combatem.
O principal inconveniente das opini√Ķes baseadas em explica√ß√Ķes err√≥neas √© que, admitindo-as como definitivas, o homem n√£o procura outras. Supor que se conhece a raz√£o das coisas √© um meio seguro de n√£o a descobrir. A ignor√Ęncia da nossa ignor√Ęncia tem retardado de longos s√©culos os progressos das ci√™ncias e ainda, ali√°s, os restringe. A sede de explica√ß√Ķes √© tal que sempre foi achada alguma para os fen√≥menos menos compreens√≠veis. O esp√≠rito tem mais satisfa√ß√£o em admitir que J√ļpiter lan√ßa o raio do que em se confessar ignorante em rela√ß√£o √†s causas que o fazem rebentar. Para n√£o confessar a sua ignor√Ęncia em certos assuntos, a pr√≥pria ci√™ncia muitas vezes se contenta com explica√ß√Ķes an√°logas.

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A Dor e o Tédio São os Dois Maiores Inimigos da Felicidade

O panorama mais amplo mostra-nos a dor e o t√©dio como os dois inimigos da felicidade humana. Observe-se ainda: √† medida que conseguimos afastar-nos de um, mais nos aproximamos do outro, e vice-versa; de modo que a nossa vida, na realidade, exp√Ķe uma oscila√ß√£o mais forte ou mais fraca entre ambos. Isso origina-se do facto de eles se encontrarem reciprocamente num antagonismo duplo, ou seja, um antagonismo exterior ou oubjectivo, e outro interior e subjectivo. De facto, exteriormente, a necessidade e a priva√ß√£o geram a dor; em contrapartida, a seguran√ßa e a abund√Ęncia geram o t√©dio. Em conformidade com isso, vemos a classe inferior do povo numa luta constante contra a necessidade, portanto contra a dor; o mundo rico e aristocr√°tico, pelo contr√°rio, numa luta persistente, muitas vezes realmente desesperada contra o t√©dio. O antagonismo interior ou subjectivo entre ambos os sofrimentos baseia-se no facto de que, em cada indiv√≠duo, a susceptibilidade para um encontra-se em propor√ß√£o inversa √† susceptibilidade para o outro, j√° que ela √© determinada pela medida das suas for√ßas espirituais. Com efeito, a obtusidade do esp√≠rito est√°, em geral, associada √† da sensa√ß√£o e √† aus√™ncia da excitabilidade, qualidades que tornam o indiv√≠duo menos suscept√≠vel √†s dores e afli√ß√Ķes de qualquer tipo e intensidade.

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A timidez √© o mais vulgar de todos os fen√≥menos. O que h√° de mais vulgar em todos n√≥s √© termos medo de sermos rid√≠culos…

A Decadência do Espírito de Competição

O esp√≠rito de competi√ß√£o, considerado como a principal raz√£o da vida, √© demasiado inflex√≠vel, demasiado tenaz, demasiado composto de m√ļsculos tensos e de vontade decidida para servir de base poss√≠vel √† exist√™ncia durante mais de uma ou duas gera√ß√Ķes. Depois desse espa√ßo de tempo, deve produzir-se uma fadiga nervosa, v√°rios fen√≥menos de evas√£o, uma procura de prazeres, t√£o tensa e t√£o penosa como o trabalho (pois o afrouxamento tornou-se imposs√≠vel) e finalmente a desapari√ß√£o da ra√ßa devido √† esterilidade. N√£o somente o trabalho √© envenenado pela filosofia que exalta o esp√≠rito de competi√ß√£o mas os √≥cios s√£o-no na mesma medida.
O género de descanso que acalma e restaura os nervos chega a ser aborrecimento. Produz-se fatalmente uma aceleração contínua cujo fim normal são as drogas e a ruína. O remédio consiste na aceitação duma alegria sã e serena como elemento indispensável ao equilíbrio ideal da vida.

A filosofia pode perfeitamente ter sido um fen√≥meno puramente hist√≥rico. E acabar. Deixando o campo √†s aspira√ß√Ķes puramente religiosas, que s√£o as eternas do homem. E, na realidade, as √ļnicas que poder√£o conduzi-lo a uma plena vit√≥ria sobre o mundo; e sobre si pr√≥prio, que ainda √© o mais dif√≠cil.

A Espontaneidade

O homem produz tudo o que sai da sua natureza. Concorre com a sua actividade; fornece a for√ßa bruta que produz o resultado. Mas a direc√ß√£o dessa for√ßa n√£o lhe pertence. D√° a mat√©ria: a forma, por√©m, vem doutra parte. O verdadeiro autor das obras espont√Ęneas √© a natureza humana, ou, se se quiser, a causa superior da natureza. Neste ponto torna-se indiferente atribuir a causalidade a Deus ou ao Homem. O Espont√Ęneo √© √† uma humano e divino. Est√° nisto a concilia√ß√£o de opini√Ķes, antes incompletas do que contradit√≥rias, que, segundo dizem respeito a uma ou outra face do fen√≥meno, t√™m igualmente uma parte de verdade.

A Guerra como Revolta da Técnica

Todos os esfor√ßos para estetizar a pol√≠tica convergem para um ponto. Esse ponto √© a guerra. A guerra e somente a guerra permite dar um objectivo aos grandes movimentos de massa, preservando as rela√ß√Ķes de produ√ß√£o existentes. Eis como o fen√≥meno pode ser formulado do ponto de vista pol√≠tico. Do ponto de vista t√©cnico, a sua formula√ß√£o √© a seguinte: somente a guerra permite mobilizar na sua totalidade os meios t√©cnicos do presente, preservando as actuais rela√ß√Ķes de produ√ß√£o. √Č √≥bvio que a apoteose fascista da guerra n√£o recorre a esse argumento. Mas seria instrutivo lan√ßar os olhos sobre a maneira como ela √© formulada. No seu manifesto sobre a guerra colonial da Eti√≥pia, diz Marinetti: ¬ęH√° vinte e sete anos, n√≥s futuristas contestamos a afirma√ß√£o de que a guerra √© antiest√©tica (…) Por isso, dizemos: (…) a guerra √© bela, porque gra√ßas √†s m√°scaras de g√°s, aos megafones assustadores, aos lan√ßa-chamas e aos tanques, funda a supremacia do homem sobre a m√°quina subjugada. A guerra √© bela, porque inaugura a metaliza√ß√£o on√≠rica do corpo humano. A guerra √© bela, porque enriquece um prado florido com as orqu√≠deas de fogo das metralhadoras. A guerra √© bela, porque conjuga numa sinfonia os tiros de fuzil,

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Sempre nos Reduzimos √†s Limita√ß√Ķes do Nosso Interlocutor

Ningu√©m pode ver acima de si. Com isso quero dizer: cada pessoa v√™ em outra apenas o tanto que ela mesma √©, ou seja, s√≥ pode conceb√™-la e compreend√™-la conforme a medida da sua pr√≥pria intelig√™ncia. Se esta for de tipo inferior, ent√£o todos os dons intelectuais, mesmo os maiores, n√£o lhe causar√£o nenhuma impress√£o, e ela perceber√° no possuidor desses grandes dons apenas os elementos inferiores da individualidade dela pr√≥pria, isto √©, todas as suas fraquezas, os seus defeitos de temperamento e car√°cter. Eis os ingredientes que, para ela, comp√Ķem o homem eminente, cujas capacidades intelectuais elevadas lhe s√£o t√£o pouco existentes, quanto as cores para os cegos. De facto, todos os esp√≠ritos s√£o invis√≠veis para os que n√£o o possuem, e toda a avalia√ß√£o √© um produto do que √© avaliado pela esfera cognitiva de quem avalia.
Disso resulta que nos colocamos ao mesmo nível do nosso interlocutor, pois tudo o que temos em excedência desaparece, e até mesmo a auto-abnegação exigida em tal atitude permanece irreconhecida por completo. Ora, se considerarmos o quanto a maioria dos homens é de mentalidade e inteligência inferiores, portanto, o quanto é comum, veremos que não é possível falar com ele sem,

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Electricidade, n. A força que causa todos os fenómenos naturais cujas outras causas desconhecemos.

O Objectivo da Arte não é Ser Compreensível

Toda a arte é expressão de qualquer fenómeno psíquico. A arte, portanto, consiste na adequação, tão exacta quanto caiba na competência artística do fautor, da expressão à cousa que quer exprimir. De onde se deduz que todos os estilos são admissíveis, e que não há estilo simples nem complexo, nem estilo estranho nem vulgar.
H√° ideias vulgares e ideias elevadas, h√° sensa√ß√Ķes simples e sensa√ß√Ķes complexas; e h√° criaturas que s√≥ t√™m ideias vulgares, e criaturas que muitas vezes t√™m ideias elevadas. Conforme a ideia, o estilo, a express√£o. N√£o h√° para a arte crit√©rio exterior. O fim da arte n√£o √© ser compreens√≠vel, porque a arte n√£o √© a propaganda pol√≠tica ou imoral.

Oportunidade, para o homem consciente e prático, é aquele fenómeno exterior que pode ser transformado em consequências vantajosas por meio de um isolamento nele, pela inteligência, de certo elemento ou elementos, e a coordenação, pela vontade, da utilização desse ou desses. Tudo o mais é herdar do tio brasileiro ou não estar onde caiu a granada.

O Campo da Experiência Nunca nos Satisfaz

Sendo todos os princ√≠pios do nosso entendimento apenas aplic√°veis a objectos da experi√™ncia poss√≠vel, toma-se evidente que todo racioc√≠nio racional, que se aplica √†s coisas situadas fora das condi√ß√Ķes da experi√™ncia, ao inv√©s de alcan√ßar a verdade, apenas deve necessariamente chegar a uma apar√™ncia e a uma ilus√£o.
Mas o que caracteriza tal ilus√£o √© que ela √© inevit√°vel (‚Ķ) a tal ponto que, mesmo quando j√° nos apercebemos da sua falsidade, nos n√£o podemos libertar dela. (…) De facto, o campo da experi√™ncia nunca nos satisfaz. (…) A nossa raz√£o, para se satisfazer, deve, pois, necessariamente, tentar ultrapassar os limites da experi√™ncia e, por consequ√™ncia, persuadir-se infalivelmente de que por esse caminho alcan√ßar√° a extens√£o e a integralidade dos seus conhecimentos, coisa que ela n√£o pode encontrar no campo dos fen√≥menos. Mas esta persuas√£o √© uma ilus√£o completa: estando totalmente para al√©m dos limites da nossa experi√™ncia sens√≠vel todos os conceitos e princ√≠pios do entendimento, e n√£o podendo ent√£o ser aplicados a qualquer objecto, a raz√£o ilude-se a si mesma quando atribui um valor objectivo a m√°ximas completamente subjectivas, que, na realidade, apenas admite para sua pr√≥pria satisfa√ß√£o.
(…) Todos os nossos racioc√≠nios que pretendem sair do campo da experi√™ncia s√£o ilus√≥rios e infundamentados.

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Os Homens e as Coisas

Quem conhece o solo e o subsolo da vida, sabe muito bem que um trecho de muro, um banco, um tapete, um guarda-chuva, s√£o ricos de ideias ou de sentimentos, quando n√≥s tamb√©m o somos, e que as reflex√Ķes de parceria entre os homens e as coisas comp√Ķem um dos mais interessantes fen√≥menos da terra.

O Conceito de Nós Próprios

Cada homem, desde que sai da nebulose da inf√Ęncia e da adolesc√™ncia, √© em grande parte um produto do seu conceito de si mesmo. Pode dizer-se sem exagero mais que verbal, que temos duas esp√©cies de pais: os nossos pais, propriamente ditos, a quem devemos o ser f√≠sico e a base heredit√°ria do nosso temperamento; e, depois, o meio em que vivemos, e o conceito que formamos de n√≥s pr√≥prios – m√£e e pai, por assim dizer, do nosso ser mental definitivo.
Se um homem criar o h√°bito de se julgar inteligente, n√£o obter√° com isso, √© certo, um grau de intelig√™ncia que n√£o tem; mas far√° mais da intelig√™ncia que tem do que se julgar est√ļpido. E isto, que se d√° num caso intelectual, mais marcadamente se d√° num caso moral, pois a plasticidade das nossas qualidades morais √© muito mais acentuada que a das faculdades da nossa mente.
Ora, ordinariamente, o que é verdade da psicologia individual Рabstraindo daqueles fenómenos que são exclusivamente individuais Рé também verdade da psicologia colectiva. Uma nação que habitualmente pense mal de si mesma acabará por merecer o conceito de si que anteformou. Envenena-se mentalmente.
O primeiro passo passou para uma regeneração,

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O Ponto da Sinceridade no Embuste

Em todos os grandes embusteiros h√° um fen√≥meno digno de nota, ao qual eles devem o seu poder. No pr√≥prio acto do embuste, entre todos os preparativos, com o horripilante na voz, na express√£o, nos gestos, no meio da eficiente encena√ß√£o, acomete-os a cren√ßa em si pr√≥prios: √© esta que, t√£o milagrosa e fascinante, fala ent√£o aos circunstantes. Os fundadores das religi√Ķes distinguem-se desses grandes embusteiros por n√£o sairem deste estado de auto-ilus√£o: ou, muito raramente, l√° t√™m aqueles momentos mais l√ļcidos, em que a d√ļvida os subjuga; mas, habitualmente, consolam-se, atribuindo esses momentos mais l√ļcidos ao maligno Satan√°s. O engano de si pr√≥prio tem de estar presente, para que estes como aqueles fa√ßam um efeito grandioso. Pois as pessoas acreditam na verdade daquilo que, visivelmente, √© crido com veem√™ncia.

Como Nasce o Amor?

Nem eu nem vós sabemos como nasce o amor. Em fisiologia, que é a ciência do homem físico, não se sabe. A psicologia também não diz nada a este respeito. Os romances, que são os mais amplos expositores da matéria, não avançam cousa nenhuma ao que está dito desde Labão e Rachel até á neta do arcediago e o filho de Ricarda.
Dizer que o amor √© a sensualidade, al√©m de grosseira defini√ß√£o, √© falsidade desmentida pela experi√™ncia. H√° um amor que n√£o rasteja nunca no raso estrado das propens√Ķes org√Ęnicas.
Dizer que o amor é uma operação puramente espiritual é um devaneio de visionários, que trazem sempre as mulheres pelas estrelas, ao mesmo tempo que elas, gravitando materialmente para o centro do globo, comem e bebem á maneira dos mortais, e até das divindades do cantor de Aquiles.
Eu conhe√ßo homens, sem fa√≠sca de esp√≠rito, que se abrazam tocados pelo amor como o f√≥sforo em presen√ßa do ar. Eis aqui um fen√≥meno eminentemente importante. Ele, s√≥, sustenta em tese que o amor n√£o tem nada com o corpo nem com o espirito. Eu creio que √© um fluido. √Č pena, por√©m, que eu n√£o saiba o que √© fluido para me dar aqui uns ares pedantescos,

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