Romances de luxúria e violência, que se supõem modernos, são plagiados do Antigo Testamento.
Frases sobre Romances
105 resultadosNão é um disparate passar seis ou oito meses a escrever um romance, quando nas livrarias se podem comprar a dois dólares?
Assim começam todos os amores: assim vai até ao altar a menina que se casa; acompanham-a até lá quiméricas legiões de espíritos lúcidos, cujas asas se enlaçam, para a embalarem num coxim ideal de aspirações e santos desejos. E, depois, é muito triste vê-la, passados dois meses, a fazer um rol de roupa suja, a acertar a gravata do marido, que vai ver o cambio, ou, oh essência do materialismo! a pregar um botão nas calças conjugais! Esta é a ordem do mundo, leitores! Cinjamos os rins de silício, cubramo-nos de saco, e baixemos a cabeça ao mundo conveniente, qual ele é, porque o método é uma necessidade prima, até no romance.
Mostrem-me um romance fantástico sobre Chernobyl – não existe nenhum! Porque a realidade é sempre mais fantástica.
Num romance, basta eliminarmos duas ou três palavras numa página para que tudo mude.
Eu adoro o secretismo de escrever ficção. Quando escrevo um romance, não digo a ninguém o que estou a fazer, estou a viver no meu mundo privado. E é uma sensação incrível.
Minha vida não foi um romance. Nunca tive até hoje um segredo. Se me amas, não digas, que morro De surpresa, De encanto, De medo…
A parte de romance que a História contém é visível; menos visível é a parte histórica.
Provavelmente não sou um romancista; provavelmente eu sou um ensaísta que precisa de escrever romances porque não sabe escrever ensaios.
Como num romance O homem dos meus sonhos Me apareceu no dancing Era mais um Só que num relance Os seus olhos me chuparam Feito um zoom
Num romance, é muito importante a memória involuntária, aquilo que faz com que um capítulo nos saia sem que nos demos conta de que o escrevemos, de tão fácil que foi.
Tenho reparado, muitas vezes, que certas personagens de romance tomam para nós um relevo que nunca poderiam alcançar os que são nossos conhecidos e amigos, os que falam conosco e nos ouvem na vida visível e real.
Sinto uma consideração quase nula pelo que, em Portugal, se publica. Desgosta-me a infinidade de romances desonestos, entendendo por desonestidade não a falta de valor intrínseco óbvio (isso existe em toda a parte) mas a rede de lucro rápido através da banalização da vida. Livros reles de autores reles.
Um romance é como um arco de violino, a caixa que produz os sons é a alma do leitor.
Eu tenho sobrevivido por representar todos os meus sofrimentos em forma de romance.
Eis a melhor receita para um romance policial: o detetive nunca deve saber mais que o leitor.
Nunca se sabe aquilo que basta. Talvez baste um poema, uma coisa mínima, viva, nossa, uma coisa sub-reptícia para empunhar diante do implacável acordo das formas exteriores. Também pode ser que nada baste. E nesse caso tanto faz escrever um romance ou cem poemas ou apenas um poema, ou ler ou emendar o céu astronómico ou manter-se parado no meio de um jardim húmido e silencioso, à noite. Até pode suceder que a morte não seja bastante.
O meu ideal seria viver tudo em romance, repousando na vida – ler as minhas emoções, viver o meu desprezo delas.
Não podemos ler um romance sem emprestar à heroína os traços daquela a quem amamos.
A vida é dolorosa e desapontante. Não tem qualquer utilidade, por isso, escrever romances realistas. Nós em geral sabemos onde estamos em relação à realidade e não queremos saber mais nada sobre ela.