Cita√ß√Ķes sobre Negativos

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Frases sobre negativos, poemas sobre negativos e outras cita√ß√Ķes sobre negativos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Em vez de tentar proteger-se de ambientes negativos, é preferível ampliar a sua força e vitalidade. Quando o seu corpo, mente e coração irradiam energia, poder e luz, protegem-no automaticamente e dispersam a negatividade que encontra.

No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós

O comum das gentes (de Portugal) que eu n√£o chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum √© bom. Mas √© exactamente porque √© bom, que abusam dele. Os pr√≥prios v√≠cios v√™m da sua ingenuidade, que √© onde a bondade tamb√©m mergulha. S√≥ que precisa sempre de lhe dizerem onde aplic√°-la. N√≥s somos por instinto, com intermit√™ncias de consci√™ncia, com uma generosidade e delicadeza incontrol√°veis at√© ao rid√≠culo, astutos, comunic√°veis at√© ao dislate, corajosos at√© √† temeridade, orgulhosos at√© √† petul√Ęncia, humildes at√© √† subservi√™ncia e ao complexo de inferioridade. As nossas virtudes t√™m assim o seu lado negativo, ou seja, o seu v√≠cio. √Č o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. Toda a nossa literatura popular √© disso que vive.
Mas, no fim de contas, que √© que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma ¬ęciviliza√ß√£o planet√°ria¬Ľ? Que significa o regionalismo em face da r√°dio e da TV? O rasoiro que nivela a prov√≠ncia √© o que igualiza as na√ß√Ķes. A anula√ß√£o do indiv√≠duo de facto √© o nosso imediato horizonte. Estruturalismo, lingu√≠stica, freudismo, comunismo, tecnocracia s√£o faces da mesma realidade. Como no Egipto, na Gr√©cia,

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A Natureza das Palavras

As palavras são parte da imaginação, isto é, tal como fingimos muitos conceitos na medida em que, vagamente, por alguma disposição do corpo, são compostos na memória, não se deve duvidar de que também as palavras, como a imaginação, podem ser a causa de muitos e grandes erros, se com elas não tivermos muita precaução. Acrescente-se que são formadas de acordo com o arbítrio e a compreensão do vulgo, de modo que não são senão sinais das coisas como se acham na imaginação, mas não como estão no intelecto.
O que claramente se v√™ pelo facto de que a todas as coisas que est√£o s√≥ no intelecto e n√£o na imagina√ß√£o puseram muitas vezes nomes negativos, como sejam, incorp√≥reo, infinito, etc., e tamb√©m muitas coisas que s√£o realmente afirmativas exprimem negativamente, e vice-versa, como s√£o incriado, independente, infinito, imortal, etc., porque, sem d√ļvida, muito mais facilmente imaginamos o contr√°rio disso, motivo pelo qual ocorreram antes aos primeiros homens e usaram nomes positivos. Muitas coisas afirmamos e negamos porque a natureza das palavras leva a afirm√°-lo ou neg√°-lo, mas n√£o a natureza das coisas; por isso, ignorando-a, facilmente tomar√≠amos algo falso por verdadeiro.

A uni√£o entre os p√≥los negativos e positivos chama-se amor. Ao suprir a parte insuficiente de um com a parte excedente do outro, os dois se completam ‚Äď eis o camino do amor. O ato divino realizado entre o deus Izanagi e a deusa Izanami constitui o caminho do amor. Marido e mulher se unem e se completam mutuamente. Maridos e mulheres, ajudem-se mutualmente!

Diferentes significados geram diferentes vidas e é fundamental que consigamos sempre descobrir o ouro por entre a lama. Sobrevalorizar um resultado negativo é sempre subvalorizar uma experiência que pode ter sido altamente positiva e, quem sabe, determinante para o resto da nossa vida.

Alguém rico interiormente de nada precisa do mundo exterior a não ser um presente negativo, a saber, o ócio, para poder cultivar e desenvolver as suas capacidades espirituais e fruir a sua riqueza interior.

A Honra e a Glória

A honra possui, em certo sentido, um car√°cter negativo, a saber, em oposi√ß√£o √† gl√≥ria, que tem um car√°cter positivo. Pois a honra n√£o √© a opini√£o sobre as qualidades especiais pertencentes a um √ļnico sujeito, mas s√≥ sobre aquelas que, via de regra, deve-se pressupor que n√£o lhe faltem. Por conseguinte, ela s√≥ assevera que este sujeito n√£o √© nenhuma excep√ß√£o, enquanto a gl√≥ria afirma que ele o √©. A gl√≥ria, portanto, tem primeiro de ser conquistada; a honra, pelo contr√°rio, precisa apenas de n√£o ser perdida.

Um Calculador de Improbabilidades

O poeta é
um calculador de improbabilidades limita
a informação quantitativa fornecendo
reforçada informação estésica.
√Č uma m√°quina eta-er√≥tica em que as discrep√Ęncias
s√£o a fulgur√Ęncia da m√°quina.
A crueldade elegante da m√°quina resulta da
competição pirotécnica da circulação íntima
e fulgurante do seu maquinismo erótico.
A psicologia do maquinal sabe que basta
que se crie um pólo positivo para que o pólo
negativo surja
ou vice-versa
e as evolu√ß√Ķes telecin√©ticas pela for√ßa
das cat√°strofes desenvolvem suas faculdades
latentes ou absorvem-nas como a esponja absorve
as √°guas vari√°veis dos humores
que transforma em polaridade.
O maquinal eta-erótico está em astrogação
curso hipnótico dos polímeros.
Digo com precisão fenomenológica: o maquinal
circula em sua hiperesfera da maneira mais
excêntrica.
Digo e garanto:
o maquinal absolutamente absorve suas √°guas
variáveis e isso é o seu amplexo.
O maquinal eta-erótico é tu-eu.
O maquinal tu-eu
cuja tarefa árdua não é
definir a verdade est√° no meio da profus√£o
dos objectos
e considera o consumo a verdade deslocada
deslocação de grande tonelagem
laboriosa alfaiataria de eros
constante moribunda
e esse opróbrio dispersivo e vexável
indifere a vida esponjosa.

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Vista do √Ęngulo negativo, a vida √© uma m√ļtua importuna√ß√£o entre pessoas. Vista do √Ęngulo positivo, ela √© uma m√ļtua ajuda entre as pessoas. N√£o temas receber a ajuda dos outros. Em compensa√ß√£o, n√£o poupes esfor√ßos para ajudar os outros. Vista do √Ęngulo positivo, na vida s√≥ existe ajuda m√ļtua. E onde h√° ajuda m√ļtua existe o mundo de amor, o mundo de luz.

Que Humanidade é Esta?

Se o homem n√£o for capaz de organizar a economia mundial de forma a satisfazer as necessidades de uma humanidade que est√° a morrer de fome e de tudo, que humanidade √© esta? N√≥s, que enchemos a boca com a palavra humanidade, acho que ainda n√£o cheg√°mos a isso, n√£o somos seres humanos. Talvez cheguemos um dia a s√™-lo, mas n√£o somos, falta-nos mesmo muito. Temos a√≠ o espect√°culo do mundo e √© uma coisa arrepiante. Vivemos ao lado de tudo o que √© negativo como se n√£o tivesse qualquer import√Ęncia, a banaliza√ß√£o do horror, a banaliza√ß√£o da viol√™ncia, da morte, sobretudo se for a morte dos outros, claro. Tanto nos faz que esteja a morrer gente em Sarajevo, e tamb√©m n√£o devemos falar desta cidade, porque o mundo √© um imenso Sarajevo. E enquanto a consci√™ncia das pessoas n√£o despertar isto continuar√° igual. Porque muito do que se faz, faz-se para nos manter a todos na abulia, na car√™ncia de vontade, para diminuir a nossa capacidade de interven√ß√£o c√≠vica.

Tu tens um nobre ideal em vista: mas ser√°s tu pr√≥prio feito de uma pedra suficientemente nobre para poder dela tirar a est√°tua do teu deus? E no caso negativo, nada do teu trabalho chegar√° a outro resultado que n√£o seja uma escultura b√°rbara? √Ä inj√ļria do teu ideal?

Vencer o Mundo da Vida Banal

De in√≠cio creio, como Schopenhauer, que um dos motivos mais fortes conduzindo √† arte e √† ci√™ncia √© o desejo de evas√£o da exist√™ncia terra a terra com a sua aspereza dolorosa e o seu desolado vazio, de liberta√ß√£o das peias dos pr√≥prios desejos eternamente vol√ļveis. √Č uma for√ßa impelindo os que a ela s√£o sens√≠veis a sair da exist√™ncia pessoal para o mundo da contempla√ß√£o e da compreens√£o objectiva; esse motivo √© semelhante √† atrac√ß√£o, que leva o habitante da cidade irresistivelmente a sair do seu ambiente barulhento e confuso e procurar a paisagem calma dos altos montes, onde o olhar se espraia pelo ar tranquilo e puro e acaricia as linhas calmas, que parecem ter sido criadas para a eternidade. A esse motivo negativo, por√©m, alia-se outro positivo. O homem procura formar para si, de qualquer modo adequado, uma imagem simples e clara do Mundo e vencer assim o mundo da vida banal tentando substitu√≠-lo, at√© certo grau, por essa mesma imagem. √Č o que faz o pintor, o poeta, o fil√≥sofo especulativo e o cientista da natureza, cada um √† sua maneira. √Č dessa imagem e da sua conforma√ß√£o que ele faz o centro da sua vida afectiva,

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O divórcio, enquanto cada um dos dois não encontrar sua respectiva paz e felicidade, fará com que ambos se sintam inseguros e lancem reciprocamente pensamentos negativos, cuja influência os levará à infelicidade.

A Divinização do Utilitário

O grande conflito de hoje, no dom√≠nio socioecon√≥mico, por exemplo, e contra a previs√£o de um Marx, n√£o √© o que op√Ķe o Capital e o Trabalho, mas o que comanda a m√°quina e o que a serve (Fran√ßois Perroux). Mas o efeito mais vis√≠vel, porque mais extenso, da sua compacta presen√ßa, √© o que degrada os sonhos ao tang√≠vel e utilit√°rio que define a vituperada ¬ęsociedade de consumo¬Ľ. N√£o √© assim o √ļtil ou utili¬≠t√°rio que se condena: √© a sua diviniza√ß√£o. O que surpreende no mundo de hoje n√£o √© a sedu√ß√£o da comodidade, mas que ela esgote todas as sedu√ß√Ķes; n√£o √© o sonho de ¬ęviver bem¬Ľ, mas que s√≥ se viva bem com esse sonho. Decerto o viver bem foi sempre um sonho de quem teve por sorte o viver mal. Mas a realiza√ß√£o em massa dessa ambi√ß√£o instaura-se em plena for√ßa como modelo. E n√£o apenas por ser uma realiza√ß√£o em massa, mas porque aos ¬ęrespons√°veis¬Ľ nenhum valor se imp√Ķe para a esse imporem. O utilitarismo √© um valor negativo; mas con¬≠verte-se em positivo pela negatividade de quem poderia recus√°¬≠-lo. O que nos ¬ęirrespons√°veis¬Ľ √© uma ambi√ß√£o em positivo, √© nos ¬ęrespons√°veis¬Ľ uma aceita√ß√£o em negativo,

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Quantas pessoas não estarão ferindo a si mesmas todos os dias? A indignação, o ódio, o temor, a ofensa e todos os demais pensamentos e sentimentos negativos ferem a própria pessoa.

A Repulsa do Poder pelo Homem de Letras

A repulsa dos poderes constitu√≠dos pelo homem de letras e pelo homem de pensamento (pois tanto a express√£o racionalista do fil√≥sofo e do soci√≥logo como a apreens√£o intuitiva do real a que procede o ficcionista surgem como amea√ßa aos sistemas de imposi√ß√£o de ideias ou de coerciva persuas√£o), esse afastamento do intelectual inconformista, transformado assim, com raras excep√ß√Ķes (que nalguns casos j√° beiram o limite da assimila√ß√£o) em outsider, representa uma destrui√ß√£o de valores culturais, que se traduz n√£o poucas vezes em atraso de gera√ß√Ķes.

Evidentemente, tal relegamento do escritor para zonas de sombra acicata-o por vezes, levando-o a produ√ß√Ķes vertebradas, que s√£o aut√™nticos gritos da intelig√™ncia rebelde e onde n√£o raro se derrama o melhor da capacidade imaginativa, tensa e exasperada, de per√≠odos em que se obscurece a comunica√ß√£o normal entre os homens e em que a ac√ß√£o do livro, reduzida embora em extens√£o, ganha uma acutilante qualidade cr√≠tica e concentra a dignidade de minorias advertidas culturalmente e firmes no seu esp√≠rito de resist√™ncia. Mas o saldo n√£o deixa de ser negativo quando se considera n√£o j√° tudo aquilo que o escritor suporta e sofre, mas – e sobretudo – o muito que a camada dos leitores perde pela falta de conv√≠vio efectivo com aqueles que s√£o n√£o,

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Vence a Tua Inércia!

O destino que nos oprime é a inércia do nosso espírito. Através do alargamento e formação da nossa actividade transmutamo-nos, nós próprios, em Destino.
Tudo parece fluir para nós vindo do exterior, porque nós não fluímos para o exterior. Somos negativos, apenas, porque o queremos Рquanto mais positivos nos tornarmos, mais negativo será o mundo à nossa volta Рaté que, por fim, já não haverá negação e nós seremos tudo em tudo.
Deus quer deuses.
Se o nosso corpo, em si mesmo, não é senão um centro de acção comum dos nossos sentidos Рse nós possuímos o domínio dos nossos sentidos Рse os podemos fazer agir à vontade Рse os podemos centrar em comunidade, então não depende senão de nós o darmos a nós próprios o corpo que queremos.
Sim, se os nossos sentidos n√£o s√£o sen√£o modifica√ß√Ķes do √≥rg√£o pensante – do elemento absoluto – ent√£o poderemos, tamb√©m, pela domina√ß√£o deste elemento, modificar e dirigir, como nos agradar, os nossos sentidos.

Encontro-me em Plena Posse das Leis Fundamentais da Arte Liter√°ria

Deixei para trás o hábito de ler. Já nada leio a não ser um ou outro jornal, literatura ligeira e ocasionalmente livros técnicos relacionados com o que porventura estudo e em que o simples raciocínio possa ser insuficiente.
O género definido de literatura quase o abandonei. Poderia lê-lo para aprender ou por gosto. Mas nada tenho a aprender, e o prazer que se obtém dos livros é do género que pode ser substituído com proveito pelo que me pode proporcionar directamente o contacto com a natureza e a observação da vida.
Encontro-me agora em plena posse das leis fundamentais da arte liter√°ria. Shakespeare j√° n√£o me pode ensinar a ser subtil, nem Milton a ser completo. O meu intelecto atingiu uma flexibilidade e um alcance tais que me permitem assumir qualquer emo√ß√£o que deseje e penetrar √† vontade em qualquer estado de esp√≠rito. Quanto √†quilo por que sempre se luta com esfor√ßo e ang√ļstia, ser-se completo, n√£o h√° livro que valha.
Isto não significa que eu tenha sacudido a tirania da arte literária. Aceito-a apenas sujeita a mim próprio.
H√° um livro de que ando sempre acompanhado – ¬ęAs Aventuras de Pickwick¬Ľ. Li v√°rias vezes os livros de Mr.

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