Passagens sobre Negativos

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Frases sobre negativos, poemas sobre negativos e outras passagens sobre negativos para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A Esterilidade do √ďdio

O √≥dio √© um sentimento negativo que nada cria e tudo esteriliza: – e, quem a ele se abandona, bem depressa v√™ consumidas na in√©rcia as for√ßas e as faculdades que a Natureza lhe dera para a ac√ß√£o. O √≥dio, quando impotente, n√£o tendo outro objecto directo e nem outra esperan√ßa sen√£o o seu pr√≥prio desenvolvimento – √© uma forma da ociosidade. √Č uma ociosidade sinistra, l√≠vida, que se encolhe a um canto, na treva. (…) Mas que esse sentimento seja secund√°rio na vasta obra que temos diante de n√≥s, agora que acordamos – e n√£o essencial, ou supremo e t√£o absorvente que s√≥ ele ocupe a nossa vida, e se substitua √† pr√≥pria obra.

A Infelicidade do Desejo

Um desejo é sempre uma falta, carência ou necessidade. Um estado negativo que implica um impulso para a sua satisfação, um vazio com vontade de ser preenchido.

Toda a vida é, em si mesma, um constante fluxo de desejos. Gerir esta torrente é essencial a uma vida com sentido. Cada homem deve ser senhor de si mesmo e ordenar os seus desejos, interesses e valores, sob pena de levar uma vida vazia, imoderada e infeliz. Os desejos são inimigos sem valentia ou inteligência, dominam a partir da sua capacidade de nos cegar e atrair para o seu abismo.
A felicidade √©, por ess√™ncia, algo que se sente quando a realidade extravasa o que se espera. A supera√ß√£o das expectativas. Ser feliz √© exceder os limites preestabelecidos, assim se conclui que quanto mais e maiores forem os desejos de algu√©m, menores ser√£o as suas possibilidades de felicidade, pois ainda que a vida lhe traga muito… esse muito √© sempre pouco para lhe preencher os vazios que criou em si pr√≥prio.

Na sociedade de consumo em que vivemos há cada vez mais necessidades. As naturais e todas as que são produzidas artificialmente. Hoje, criam-se carências para que se possa vender o que as preenche e anula.

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Só o amor preenche os vazios, os abismos negativos que o mal abre no coração e na história. Só o amor pode fazer isto, e é esta a glória de Deus!

Tu tens um nobre ideal em vista: mas ser√°s tu pr√≥prio feito de uma pedra suficientemente nobre para poder dela tirar a est√°tua do teu deus? E no caso negativo, nada do teu trabalho chegar√° a outro resultado que n√£o seja uma escultura b√°rbara? √Ä inj√ļria do teu ideal?

O negativo, com toda a probabilidade muito fortalecido pela ¬ęluta¬Ľ, torna iminente uma decis√£o entre loucura e seguran√ßa.

Questionação do Inquestionável

Toda a pergunta implica uma interrogação a um olhar vigilante. Mas a vigília cansa. Nunca porém o soubemos como hoje, porque só hoje verdadeiramente interrogamos Рsó hoje sabemos ser essa a questionação do inquestionável.
Mas reconhecemo-lo precisamente por termos interrogado. Porque ao longo da Hist√≥ria, jamais o homem de facto interrogou, por n√£o saber que interrogava. Esbo√ßada embora h√° muito a quest√£o do fundamental, ela perturbou-se-nos no entusiasmo de lhe responder em positivo ou negativo. Porque a nega√ß√£o n√£o nega, a destrui√ß√£o n√£o destr√≥i, excepto se n√£o h√° mais nada para destruir: at√© l√° constr√≥i ainda – nem que seja o pr√≥prio acto de destruir. Fazer e desfazer, com efeito, s√£o iguais como acto e entusiasmo desse acto. A grande diferen√ßa n√£o √© a que separa um do outro, mas a que os separa a ambos de n√≥s. A grande diferen√ßa √© a que vai da seguran√ßa do falar √† perturba√ß√£o do sil√™ncio; do ¬ęsim¬Ľ ou ¬ęn√£o¬Ľ como limite, ao querer ir al√©m do limite sem mais al√©m para ir. Mas a luz que ilumina, o que iluminou? Que a ci√™ncia te explique o que √© uma simples pedra, explicou por cima do que seria interessante explicar. H√° uma quest√£o ainda,

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Liberdade com Limites

H√° muitas esp√©cies de liberdade. Umas tem o mundo de menos, outras tem o mundo de mais. Mas ao dizer que pode haver ¬ęde mais¬Ľ de uma certa esp√©cie de liberdade devo apressar-me a acrescentar que a √ļnica esp√©cie de liberdade que considero indesej√°vel √© aquela que permite diminuir a liberdade de outrem, por exemplo, a liberdade de fazer escravos.
O mundo n√£o pode garantir-se a maior quantidade poss√≠vel de liberdade instituindo, pura e simplesmente, a anarquia, pois nesse caso os mais fortes seriam capazes de privar da liberdade os mais fracos. Duvido de que qualquer institui√ß√£o social seja justific√°vel se contribui para diminuir o quantitativo total de liberdade existente no mundo, mas certas institui√ß√Ķes sociais s√£o justific√°veis apesar do facto de coarctarem a liberdade de um certo indiv√≠duo ou grupo de indiv√≠duos.
No seu sentido mais elementar, liberdade significa a ausência de controles externos sobre os actos de indivíduos ou grupos. Trata-se, portanto, de um conceito negativo, e a liberdade, por si só, não confere a uma comunidade qualquer alta valia.
Os Esquim√≥s, por exemplo, podem dispensar o Governo, a educa√ß√£o obrigat√≥ria, o c√≥digo das estradas, e at√© as complica√ß√Ķes incr√≠veis do c√≥digo comercial. A sua vida,

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Tudo que me desejar de negativo, baterá no peito e voltará pra você em forma de amor e paz.

Critique os Seus Pensamentos Negativos

O ¬ęeu¬Ľ representa a vontade consciente. Resgatar a lideran√ßa do ¬ęeu¬Ľ √© gerir a produ√ß√£o dos pensamentos. O ¬ęeu¬Ľ precisa de deixar de ser passivo, t√≠mido e submisso diante dos pensamentos. Um dos maiores erros educacionais √© transformar o homem numa pessoa fraca no seu pr√≥prio mundo.

Critique diariamente os pensamentos negativos. Confronte-se com as ideias que o paralisam e o desanimam. Não é obrigado a viver passivamente as ideias que são encenadas no palco da sua mente.

Discorde frontalmente de todos os pensamentos e fantasias que o amedrontam, entristecem, deprimem. Cada pensamento que nos incomoda deve ser questionado com ousadia e determina√ß√£o pelo ¬ęeu¬Ľ. Tentar parar de pensar ou distrair-se s√£o t√©cnicas usadas h√° mil√©nios sem resultado. A √ļnica possibilidade que temos √© de gerir os pensamentos.

Interroguemo-nos com frequ√™ncia: ¬ęQue se passa no meu cora√ß√£o? Que penso eu? Que sinto eu?

Presto aten√ß√£o ou deixo que tudo v√° e venha? Sei o que quero? Ponho √† prova aquilo que quero, aquilo que desejo?¬Ľ N√£o ponhas f√© em todos os esp√≠ritos; aprende a distinguir o Esp√≠rito Santo¬† de tantos ¬ęesp√≠ritos negativos¬Ľ que todos os dias nos tentam ao longo do caminho.

Em vez de tentar proteger-se de ambientes negativos, é preferível ampliar a sua força e vitalidade. Quando o seu corpo, mente e coração irradiam energia, poder e luz, protegem-no automaticamente e dispersam a negatividade que encontra.

No Fundo Somos Bons Mas Abusam de Nós

O comum das gentes (de Portugal) que eu n√£o chamo povo porque o nome foi estragado, o seu fundo comum √© bom. Mas √© exactamente porque √© bom, que abusam dele. Os pr√≥prios v√≠cios v√™m da sua ingenuidade, que √© onde a bondade tamb√©m mergulha. S√≥ que precisa sempre de lhe dizerem onde aplic√°-la. N√≥s somos por instinto, com intermit√™ncias de consci√™ncia, com uma generosidade e delicadeza incontrol√°veis at√© ao rid√≠culo, astutos, comunic√°veis at√© ao dislate, corajosos at√© √† temeridade, orgulhosos at√© √† petul√Ęncia, humildes at√© √† subservi√™ncia e ao complexo de inferioridade. As nossas virtudes t√™m assim o seu lado negativo, ou seja, o seu v√≠cio. √Č o que normalmente se explora para o pitoresco, o ruralismo edificante, o sorriso superior. Toda a nossa literatura popular √© disso que vive.
Mas, no fim de contas, que √© que significa cultivarmos a nossa singularidade no limiar de uma ¬ęciviliza√ß√£o planet√°ria¬Ľ? Que significa o regionalismo em face da r√°dio e da TV? O rasoiro que nivela a prov√≠ncia √© o que igualiza as na√ß√Ķes. A anula√ß√£o do indiv√≠duo de facto √© o nosso imediato horizonte. Estruturalismo, lingu√≠stica, freudismo, comunismo, tecnocracia s√£o faces da mesma realidade. Como no Egipto, na Gr√©cia,

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A Natureza das Palavras

As palavras são parte da imaginação, isto é, tal como fingimos muitos conceitos na medida em que, vagamente, por alguma disposição do corpo, são compostos na memória, não se deve duvidar de que também as palavras, como a imaginação, podem ser a causa de muitos e grandes erros, se com elas não tivermos muita precaução. Acrescente-se que são formadas de acordo com o arbítrio e a compreensão do vulgo, de modo que não são senão sinais das coisas como se acham na imaginação, mas não como estão no intelecto.
O que claramente se v√™ pelo facto de que a todas as coisas que est√£o s√≥ no intelecto e n√£o na imagina√ß√£o puseram muitas vezes nomes negativos, como sejam, incorp√≥reo, infinito, etc., e tamb√©m muitas coisas que s√£o realmente afirmativas exprimem negativamente, e vice-versa, como s√£o incriado, independente, infinito, imortal, etc., porque, sem d√ļvida, muito mais facilmente imaginamos o contr√°rio disso, motivo pelo qual ocorreram antes aos primeiros homens e usaram nomes positivos. Muitas coisas afirmamos e negamos porque a natureza das palavras leva a afirm√°-lo ou neg√°-lo, mas n√£o a natureza das coisas; por isso, ignorando-a, facilmente tomar√≠amos algo falso por verdadeiro.

A uni√£o entre os p√≥los negativos e positivos chama-se amor. Ao suprir a parte insuficiente de um com a parte excedente do outro, os dois se completam ‚Äď eis o camino do amor. O ato divino realizado entre o deus Izanagi e a deusa Izanami constitui o caminho do amor. Marido e mulher se unem e se completam mutuamente. Maridos e mulheres, ajudem-se mutualmente!

Diferentes significados geram diferentes vidas e é fundamental que consigamos sempre descobrir o ouro por entre a lama. Sobrevalorizar um resultado negativo é sempre subvalorizar uma experiência que pode ter sido altamente positiva e, quem sabe, determinante para o resto da nossa vida.

Alguém rico interiormente de nada precisa do mundo exterior a não ser um presente negativo, a saber, o ócio, para poder cultivar e desenvolver as suas capacidades espirituais e fruir a sua riqueza interior.

A Honra e a Glória

A honra possui, em certo sentido, um car√°cter negativo, a saber, em oposi√ß√£o √† gl√≥ria, que tem um car√°cter positivo. Pois a honra n√£o √© a opini√£o sobre as qualidades especiais pertencentes a um √ļnico sujeito, mas s√≥ sobre aquelas que, via de regra, deve-se pressupor que n√£o lhe faltem. Por conseguinte, ela s√≥ assevera que este sujeito n√£o √© nenhuma excep√ß√£o, enquanto a gl√≥ria afirma que ele o √©. A gl√≥ria, portanto, tem primeiro de ser conquistada; a honra, pelo contr√°rio, precisa apenas de n√£o ser perdida.

Um Calculador de Improbabilidades

O poeta é
um calculador de improbabilidades limita
a informação quantitativa fornecendo
reforçada informação estésica.
√Č uma m√°quina eta-er√≥tica em que as discrep√Ęncias
s√£o a fulgur√Ęncia da m√°quina.
A crueldade elegante da m√°quina resulta da
competição pirotécnica da circulação íntima
e fulgurante do seu maquinismo erótico.
A psicologia do maquinal sabe que basta
que se crie um pólo positivo para que o pólo
negativo surja
ou vice-versa
e as evolu√ß√Ķes telecin√©ticas pela for√ßa
das cat√°strofes desenvolvem suas faculdades
latentes ou absorvem-nas como a esponja absorve
as √°guas vari√°veis dos humores
que transforma em polaridade.
O maquinal eta-erótico está em astrogação
curso hipnótico dos polímeros.
Digo com precisão fenomenológica: o maquinal
circula em sua hiperesfera da maneira mais
excêntrica.
Digo e garanto:
o maquinal absolutamente absorve suas √°guas
variáveis e isso é o seu amplexo.
O maquinal eta-erótico é tu-eu.
O maquinal tu-eu
cuja tarefa árdua não é
definir a verdade est√° no meio da profus√£o
dos objectos
e considera o consumo a verdade deslocada
deslocação de grande tonelagem
laboriosa alfaiataria de eros
constante moribunda
e esse opróbrio dispersivo e vexável
indifere a vida esponjosa.

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