Cita√ß√Ķes sobre Sobreviv√™ncia

41 resultados
Frases sobre sobreviv√™ncia, poemas sobre sobreviv√™ncia e outras cita√ß√Ķes sobre sobreviv√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Atrav√©s do humor n√≥s vemos no que parece racional, o irracional; no que parece importante, o insignificante. Ele tamb√©m desperta o nosso sentido de sobreviv√™ncia e preserva a nossa sa√ļde mental.

Se Penso, Existo

Se penso, existo; se falo, existo para os outros, com os outros.

A necessidade é o lugar do encontro. Procuro os outros para me lembrar que existo. E existo, porque os outros me reconhecem como seu igual. Por isso, a minha vida é parte de outras vidas, como um sorriso é parte de uma alegria breve.

Breve é a vida e o seu rasto. A posteridade é apenas a memória acesa de uma vela efémera. Para que a memória não se apague, temos que nos dar uns aos outros, como elos de uma corrente ou pedras de uma catedral.

A necessidade de sobrevivência é o pão da fraternidade.
O futuro é uma construção colectiva.

O Valor final da vida depende mais da consciência e do poder de contemplação, que da mera sobrevivência.

Porque Te Devo Amar

Porque te devo amar,
perguntas,
e eu falo-te no barulho do vento na janela quando me apertas, a tua cabe√ßa no mist√©rio que fica entre os bra√ßos e os ombros, escondo os dedos no interior do teu cabelo e ou√ßo-te respirar, pessoas como n√≥s n√£o procuram explica√ß√Ķes mas sobreviv√™ncias,
Devíamos aprender a querer devagar,
arriscas,
mas entretanto já pousei os meus lábios nos teus, é insuportável o teu cheiro se não puder tocar-te, ficaríamos completos se apenas houvesse palavras, e o mais absurdo é que nem precisamos de falar, pessoas como nós não procuram a eternidade mas os sentidos,
Cada instante merece um orgasmo,
invento,
tento provar-te que os poemas s√£o feitos de carne, nunca de versos, estranhamente n√£o ripostas e deixas-te olhar, fico mais de uma hora s√≥ a ver-te e √© tudo, pe√ßo-te que te coloques nas mais diversas posi√ß√Ķes, h√°-de haver um √Ęngulo qualquer em que n√£o seja completamente teu e o teu sorriso o quase c√©u, mas n√£o o encontro, pessoas como n√≥s n√£o procuram a pele mas a faca,
H√° uma certa dignidade na maneira como nos abandonamos,
despeço-me,
visto-me com lentid√£o enquanto te amo finalmente,

Continue lendo…

Elegia para Santa Rosa

Aurora chega, e permaneces fria
noite, imobilizado, cego e mudo
às coisas das manhãs que amanhecias:
cavalete, jornal, café no bule.

O mundo neutro e nu pede a pintura;
a tela virgem, teu pincel tranquilo,
As cores vêm chorando pela rua,
entram no atelier branco e vazio.

Quais os murais que ir√°s compor no muro,
entre o que foste e o que ser√°s, erguido,
o indevass√°vel muro eterno e duro?

Ai, Santa, pesam sobre nós os dias
desta sobrevivência que te usurpa
o espaço e o tempo que te pertenciam.

Parabéns, Amada Minha

Hoje é a Maria João, meu amor que me deu a sorte de gostar de ser amada por mim Рe a ilusão, mais frequente do que a felicidade, de amar-me também Рque faz anos, coincidindo com o dia em que nasceu, sempre o primeiro verdadeiro dia de Verão.
Parab√©ns, Maria Jo√£o, Amada minha, rainha das minhas mai√ļsculas e das paci√™ncias do P√öBLICO; princesa de todos os pequenos momentos que se juntam para fazer a minha felicidade permanentemente instant√Ęnea e amea√ßada.

Pensava que ias morrer e matar-me. Não só não morreste como me deixaste viver. O teu amor é a Primavera constante do meu coração mas a tua vida e o teu viver, como se não houvesse nada que te pudesse atrapalhar Рtão longe da sobrevivência que inexplicavelmente é Рé o ano inteiro, desde que nasci, desde a primeira vez que respirei o ar do mundo. E vivi. Facilmente. À tua espera. À espera da tua dificuldade. E do teu génio. E do teu espírito. E de tudo o que tens, sem saber, sem mostrar, sem fazer ideia do que vales, achando apenas que vales muito mais do que mereces. Merecendo, como tu mereces,

Continue lendo…

O sofrimento proporciona-nos a melhor protecção para a sobrevivência, uma vez que aumenta a probabilidade de darmos atenção aos sinais de dor e agirmos no sentido de evitar a sua origem ou corrigir as suas consequências.

Essa habilidade em produzir diversidade, esse é o segredo da nossa vitalidade e das nossas artes de sobrevivência. Temos que saber manter essa capacidade Рagora no plano cultural e civilizacional Рpara respondermos às novas ameaças que sobre todos nós pesam. As saídas que nos restam pedem-nos não o olhar do lince mas o olho composto da mosca.

A Superficialidade dos Grandes Espíritos

N√£o h√° nada de mais perigoso para o esp√≠rito do que a sua rela√ß√£o com as grandes coisas. Algu√©m deambula por uma floresta, sobe a um monte e v√™ o mundo estendido a seus p√©s, olha para um filho que lhe colocam pela primeira vez nos bra√ßos, ou desfruta da felicidade de assumir uma posi√ß√£o invejada por todos. Perguntamos: o que se passa nele em tais momentos? Ele pr√≥prio certamente pensa que s√£o muitas coisas, profundas e importantes; mas n√£o tem presen√ßa de esp√≠rito suficiente para, por assim dizer, as tomar √† letra. O que h√° de admir√°vel, diante dele e fora dele, que o encerra numa esp√©cie de gaiola magn√©tica, arranca os pensamentos do seu interior. O seu olhar perde-se em mil pormenores, mas ele tem a secreta sensa√ß√£o de ter esgotado todas as muni√ß√Ķes. L√° fora, esse momento inspirado, solar, profundo, essa grande hora, recobre o mundo com uma camada de prata galvanizada que penetra todas as folhinhas e veias; mas na outra extremidade em breve se come√ßa a notar uma certa falta de subst√Ęncia interior, e nasce a√≠ uma esp√©cie de grande ¬ęO¬Ľ, redondo e vazio. Este estado √© o sintoma cl√°ssico do contacto com tudo o que √© eterno e grande,

Continue lendo…

Para que servem os sentimentos? Poder-se-ia argumentar que as emo√ß√Ķes sem sentimentos seriam mais do que suficientes para a regula√ß√£o da vida e para a promo√ß√£o da sobreviv√™ncia. Por√©m, n√£o √© esse o caso. Na orquestra√ß√£o da sobreviv√™ncia √© extremamente valioso ter sentimentos. As emo√ß√Ķes s√£o √ļteis em si mesmas, mas √© o processo de sentir que alerta o organismo para o problema que a emo√ß√£o come√ßou a resolver.

N√£o se deve considerar o trabalho apenas do ponto de vista lucrativo e utilitarista. O trabalho n√£o passa de ‚Äėres√≠duo‚Äô expelido pela Vida, no processo de manuten√ß√£o de si mesma. Uma Vida mant√©m-se ativa para vivificar a pr√≥pria ess√™ncia, e com o ‚Äėres√≠duo‚Äô expelido em consequ√™ncia dessa atividade alimenta outras Vidas. Isto √© semelhante ao processo em que as plantas, para se manterem vivas, absorvem g√°s carb√īnico e expelem oxig√™nio, o que garante a sobreviv√™ncia dos animais. Invertendo a import√Ęncia das coisas, pode-se dizer que na √©poca de superprodu√ß√£o, n√£o trabalhar passa a ser virtude.

Nada beneficiar√° mais a sa√ļde da humanidade e aumentar√° as chances de sobreviv√™ncia da vida na Terra quanto a dieta vegetariana.

Se alguém escreve um livro e não cuida da sobrevivência desse livro, então é um imbecil.

Até o Fim

Até o fim com esta garganta
e estes olhos
líquidos, até o fim
com estas m√£os
trémulas.

Até o fim com estes pés exaustos
e estes l√°bios costurados
ao pé da noite. Até o fim
sem dizer nada.

Até o fim estes canais premindo
o sangue.
Até o fim o obrigatório oxigénio
sobrevivência
no abstracto
difícil ar.

Até o fim a tinta ilesa do amor
na alma,
até que quebrem as epidermes
desta mentira,
e o fim prossiga
até o fim.

Ideais Insanos

Um homem louco √© aquele cuja maneira de pensar e agir n√£o se coaduna com a maioria dos seus contempor√Ęneos. A sanidade mental √© uma quest√£o de estat√≠stica. Aquilo que a maioria dos Homens faz em qualquer dado lugar e per√≠odo √© a coisa ajuizada e normal a fazer. Esta √© a defini√ß√£o de sanidade mental na qual baseamos a nossa pr√°tica social. Para n√≥s, aqui e agora, s√£o muitos os de mentalidade s√£ e poucos os loucos. Mas os julgamentos, aqui e agora, s√£o por sua natureza provis√≥rios e relativos. O que nos parece sanidade mental, a n√≥s, porque √© o comportamento de muitos, pode parecer, sub specie oeternitalis, uma loucura. Nem √© preciso invocar a eternidade como testemunho. A Hist√≥ria √© suficiente. A maioria auto-intitulada de mentalmente s√£, em qualquer dado momento, pode parecer ao historiador, que estudou os pensamentos e ac√ß√Ķes de inumer√°veis mortos, uma escassa m√£o-cheia de lun√°ticos. Considerando o assunto de outro ponto de vista, o psic√≥logo pode chegar √† mesma conclus√£o. Ele sabe que a mente consiste de tais e tais elementos, que existem e devem ser tidos em conta. Se um homem tenta viver como se certos destes elementos constituintes do seu ser n√£o existissem,

Continue lendo…

O comer carne é a sobrevivência da maior brutalidade; a mudança para o vegetarianismo é a primeira consequência natural da iluminação.

O valor fundamental da vida depende da percepção e do poder de contemplação ao invés da mera sobrevivência.

A vida dura enquanto alguém nos espera e o resto é já sobrevivência, embora sobreviver não deixe de ter também a sua piada e a sua beleza.

Ser Mãe é Aceitar. Tudo.

Ser mãe é receber em si um outro que lhe vem de fora e acolhê-lo em vista de um futuro que pressente mas que, de maneira nenhuma, sabe explicar. Ser mãe é, antes de mais, aceitar. Tudo. Tudo.

√Č aceitar em si um outro para o qual ela se torna o mundo: gerando-o, alimentando-o, comendo, bebendo e respirando com ele… ele dentro de si, ela em volta dele.

√Č deixar esse outro ir embora e voltar a receb√™-lo em cada dia, quando ele volta, quando ele se revolta e, tamb√©m, quando ele n√£o volta…

Ser m√£e √© acolher o que o outro lhe d√°. Mas n√£o como quem se alimenta do que lhe vem de fora, transformando-o em vida, que acolhe em si, e devolvendo ao mundo, j√° morto, aquilo que sobra. Ser √© m√£e √© dar-se como alimento, transformando-se na vida daquele a quem se d√° para depois… voltar depois ao mundo, gasta, apenas com o que lhe sobra.
Ser mãe é dar-se. Aceitando sempre qualquer resultado e resposta.

Uma mãe, mais do que dar um filho ao mundo, deve dar um mundo ao filho. Um melhor que este, cheio de esperança e sonhos,

Continue lendo…