Cita√ß√Ķes sobre Viol√™ncia

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Frases sobre viol√™ncia, poemas sobre viol√™ncia e outras cita√ß√Ķes sobre viol√™ncia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

A violência que fala é já uma violência que procura ter razão; é uma violência que se coloca na órbita da razão e que começa já a negar-se como violência.

Que Importa?…

Eu era a desdenhosa, a indif’rente.
Nunca sentira em mim o coração
Bater em violências de paixão
Como bate no peito à outra gente.

Agora, olhas-me tu altivamente,
Sem sombra de Desejo ou de emoção,
Enquanto a asa loira da ilus√£o
Dentro em mim se desdobra a um sol nascente.

Minh’alma, a pedra, transformou-se em fonte;
Como nascida em carinhoso monte
Toda ela é riso, e é frescura, e graça!

Nela refresca a boca um s√≥ instante…
Que importa?… Se o cansado viandante
Bebe em todas as fontes… quando passa?…

Ode para o Futuro

Falareis de nós como de um sonho.
Crep√ļsculo dourado. Frases calmas.
Gestos vagarosos. M√ļsica suave.
Pensamento arguto. Subtis sorrisos.
Paisagens deslizando na dist√Ęncia.
√Čramos livres. Fal√°vamos, sab√≠amos,
e am√°vamos serena e docemente.

Uma ang√ļstia delida, melanc√≥lica,
sobre ela sonhareis.

E as tempestades, as desordens, gritos,
violência, escárnio, confusão odienta,
primaveras morrendo ignoradas
nas encostas vizinhas, as pris√Ķes,
as mortes, o amor vendido,
as l√°grimas e as lutas,
o desespero da vida que nos roubam
– apenas uma ang√ļstia melanc√≥lica,
sobre a qual sonhareis a idade de oiro.

E, em segredo, saudosos, enlevados,
falareis de nós Рde nós! Рcomo de um sonho.

Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porém os fortes perdoam e compreendem.

Idílio

Praias, que banha o Tejo caudaloso:
Ondas, que s√ībre a areia estais quebrando:
Ninfas, que ides escumas levantando:
Escutai os suspiros dum sa√ľdoso.

E v√≥s tamb√©m, √≥ c√īncavos rochedos,
Que dos ventos em v√£o sois combatidos,
Ouvi o triste som de meus gemidos,
j√° que de Amor calais tantos segredos.

Ai, amada Tircéa, se eu pudera
os teus formosos olhos ver agora,
Que depressa o pesar, que esta alma chora,
No g√īsto mais feliz se convertera!

Oh, como ent√£o ficaras conhecendo
Quanto te amo, se visses a violência
Com que estão de meus olhos nesta ausência
Estas sa√ľdosas l√°grimas correndo!

Tanto neste pesar, que estou sentindo,
O triste coração se desfalece,
e tanto me atormenta, que parece
Que ao sofrimento a alma vai fugindo.

Mas oh, qual h√° de ser a crueldade
Deste terrível mal, em que ando envolto,
Se a qualquer parte, emfim, que os olhos volto,
Imagens estou vendo de saudade.

A sociedade prosseguir√° em estado de viol√™ncia, porque o homem n√£o prescinde da sua enfermidade moral que √© achar-se in√ļtil num mundo que n√£o criou.

Devemos lembrar que violência e agressão agora fazem parte da vida cotidiana. Você vê isso na tevê. Não pode fingir que não existem.

A Coragem no Gesto de Viver

O solit√°rio gesto de viver
n√£o demanda a coragem que h√° na faca,
na ponta do punhal e até no grito
de quem fala mais alto e est√° coberto
de raz√Ķes, de certezas, de verdades.
O gesto de viver se oculta em dobras
tão íntimas do ser, que o desfazê-las
é mais que indelicado, é violência
que nem sequer se pode conceber.
O gesto de viver é só coragem,
mas, de tal forma próprio e incomparável,
que não se exprime em verbo, imagem, mímica
ou qualquer outra forma conhecida
de contar, definir ou explicar.
A coragem no gesto de viver
est√° em coisas simples, por exemplo,
na di√°ria decis√£o de levantar.
E mais, em se vestir e trabalhar
por entre espadas, punhos e navalhas,
peito aberto, sem armas, passo firme,
e à noite, ainda intacto, regressar.

[Problemas da sociedade contempor√Ęnea] A televis√£o, que mostra sobretudo pornografia, ou viol√™ncia, tiros, “mata e esfola”. As mulheres trabalham e n√£o est√£o ao lado dos filhos que ficam, sozinhos, a ver televis√£o. Hoje em dia h√° uma perda enorme de valores.

N√£o √© de avisados e experientes ceder √† c√≥lera. (…) Operai ap√≥s reflex√£o madura. Ela vence mais que a viol√™ncia do pensamento r√°pido, e fugaz. A sabedoria √© irm√£ da prud√™ncia, e pouco avisado anda aquele, que se apega √†s asas do g√©nio iracundo, que n√£o prev√™ despenhadeiros.

A Origem do Medo

A condição psicológica do medo está divorciada de qualquer perigo concreto e real. Surge sob diversas formas: desconforto, preocupação, ansiedade, nervosismo, tensão, temor, fobia, etc. Este tipo de medo psicológico é sempre algo que poderá acontecer e não algo que esteja a acontecer no momento. O leitor está aqui e agora, enquanto a sua mente se encontra no futuro. Este facto gera um hiato de ansiedade. Além disso, se o leitor se identificar com a sua mente e tiver perdido o contacto com o poder e a simplicidade do Agora, esse hiato de ansiedade acompanhá-lo-á constantemente.

A pessoa pode sempre lidar com o momento presente, mas não o consegue fazer com algo que é apenas uma projeção mental Рnão é possível lidar com o futuro.
E enquanto o leitor se identifica com a sua mente, o ego comanda a sua vida. Devido à natureza ilusória que lhe é característica e apesar dos mecanismos de defesa elaborados, o ego torna-se muito vulnerável e inseguro, vendo-se a si próprio constantemente sob ameaça. Este facto, a propósito, é o que acontece, mesmo que por fora o ego pareça muito confiante. Agora lembre-se de que uma emoção é a reação do corpo à mente.

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O Domínio da Ira

Querer extinguir inteiramente a cólera é pretensão louca dos estóicos. A cólera deve ser limitada e confinada, tanto na extensão como no tempo. Diremos em primeiro lugar como a inclinação natural e o hábito adquirido para se encolerizar podem ser temperados e acalmados. Diremos, em segundo lugar, como os movimentos particulares da cólera podem ser reprimidos, ou pelo menos refreados, para que não façam mal. Diremos, em terceiro lugar, como suscitar ou apaziguar a cólera nas outras pessoas.
Quanto ao primeiro ponto. N√£o h√° outro caminho sen√£o o de meditar e ruminar muito bem os efeitos da c√≥lera, de ver quanto ela perturba a vida humana. E a melhor ocasi√£o de fazer isso, ser√° depois de o acesso ter passado, reflectindo sobre as desvantagens da c√≥lera. S√©neca disse muito bem que ¬ęa c√≥lera √© como uma ru√≠na que se quebra contra o que derruba¬Ľ. (…) Deve o homem cuidar de temperar a c√≥lera mais pelo desd√©m do que pelo temor, para que assim possa estar acima da inj√ļria e n√£o abaixo dela: o que ser√° coisa f√°cil, para quem quiser obedecer a esta lei.
Quanto ao segundo ponto. Há três causas e motivos principais da cólera. Primeiro, ser demasiado sensível ao toque,

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Desconfia da Ideia de Homem Feliz

Verifica que homem feliz n√£o √© aquele que o vulgo entende por tal, ou seja, um homem de grandes recursos monet√°rios; √©, sim, aquele para quem todo o bem reside na pr√≥pria alma, √© o homem sereno, magn√Ęnimo, que pisa aos p√©s os interesses vulgares, que s√≥ admira no homem aquilo que faz a sua qualidade de homem, que segue as li√ß√Ķes da natureza, se conforma com as suas leis, e vive segundo o que ela prescreve; √© o homem a quem for√ßa alguma despojar√° dos seus bens pr√≥prios, o homem capaz de fazer do pr√≥prio mal um bem, seguro do seu pensamento, inabal√°vel, intr√©pido; √© o homem a quem a for√ßa pode abalar, mas nunca desviar da sua rota; a quem a fortuna, apontando contra ele as mais duras armas com a maior viol√™ncia, pode arranhar, mas nunca ferir, e mesmo assim raramente, porquanto os dardos da sorte, que afligem em geral a humanidade, fazem ricochete contra ele √† maneira do granizo que, batendo no tecto, salta e se derrete sem causar qualquer dano ao ocupante da casa.

Alimentar o Ego

Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensa√ß√Ķes uma religi√£o e uma pol√≠tica, para esse primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, √© o sentir as coisas m√≠nimas extraordin√°ria ‚ÄĒ e desmedidamente. Este √© o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro n√£o √© mais do que isto. Saber p√īr no saborear duma ch√°vena de ch√° a vol√ļpia extrema que o homem normal s√≥ pode encontrar nas grandes alegrias que v√™m da ambi√ß√£o subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou ent√£o nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na vis√£o dum poente ou na contempla√ß√£o dum detalhe decorativo aquela exaspera√ß√£o de senti-los que geralmente s√≥ pode dar, n√£o o que se v√™ ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta ‚ÄĒ essa proximidade do objecto da sensa√ß√£o que s√≥ as sensa√ß√Ķes carnais ‚ÄĒ o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro √† consci√™ncia; poder tornar a vis√£o interior, o ouvido do sonho ‚ÄĒ todos os sentidos supostos e do suposto ‚ÄĒ recebedores e tang√≠veis como sentidos virados para o externo: escolho estas, e as an√°logas suponham-se,

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Não há Descoberta sem Violência

Devemos a quase totalidade das nossas descobertas às nossas violências, à exacerbação do nosso desequilíbrio. Mesmo Deus, na medida em que nos intriga, não é no mais íntimo de nós que o discernimos, mas antes no limite exterior da nossa febre, no ponto preciso em que, confrontando-se a nossa ira com a sua, se produz um choque, um encontro tão ruinoso para Ele como para nós. Ferido pela maldição que se liga aos actos, o violento só força a sua natureza, só se ultrapassa a si próprio, para a ela regressar, furioso e agressor, seguido pelas suas empresas, que o punem por as ter feito nascer. Não há obra que não se volte contra o seu autor: o poema esmagará o poeta, o sistema o filósofo, o acontecimento o homem de acção. Destrói-se quem, respondendo à sua vocação e cumprindo-a, se agita no interior da história; apenas se salva aquele que sacrifica dons e talentos para, desprendido da sua qualidade de homem, poder repousar no ser. Se aspiro a uma carreira metafísica, não posso por preço algum conservar a minha identidade: terei de liquidar o menor resíduo que dela possa guardar; se, pelo contrário, escolho a aventura de um papel histórico,

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Eloquência positiva é aquele que persuade com doçura, não com violência, ou seja, como um rei, não como um tirano.

LVI

Tu, ninfa, quando eu menos penetrado
Das violências de Amor vivia isento,
Propondo-te ent√£o bela a meu tormento,
Foste doce ocasi√£o de meu cuidado.

Roubaste o meu sossego, um doce agrado,
Um gesto lindo, um brando acolhimento
Foram somente o √ļnico instrumento,
Com que deixaste o triunfo assegurado.

J√° n√£o espero ter felicidade,
Salvo se for aquela, que confio,
Por amar-te, apesar dessa impiedade.

Em prêmio dos suspiros, que te envio,
Ou modera o rigor da crueldade,
Ou torna-me outra vez meu alvedrio.