Frases sobre Identidade

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Frases de identidade escritos por poetas consagrados, filósofos e outros autores famosos. Conheça estes e outros temas em Poetris.

O inimigo é sempre inventado, construído. Precisamos dele para definir a nossa identidade.

O que julgamos, o que dizemos, o que fazemos, estabelece a nossa identidade. Cria a nossa essência. Define-nos. Esse é um dos nossos maiores talentos: a liberdade de nos escolhermos.

√Āfrica vive numa situa√ß√£o quase √ļnica: as gera√ß√Ķes vivas s√£o contempor√Ęneas da constru√ß√£o dos alicerces das na√ß√Ķes. O que √© o mesmo que dizer os alicerces das suas pr√≥prias identidades. √Č como se tudo se passasse no presente, como se todas as na√ß√Ķes se entrecruzassem no mesmo texto. Cada na√ß√£o √© assunto de todos, uma inadi√°vel urg√™ncia a que ningu√©m se pode alhear. Todos s√£o c√ļmplices dessa inf√Ęncia, todos deixam marcas num retrato que est√° em gesta√ß√£o.

Cada um de n√≥s √© um s√≠mbolo que lida com s√≠mbolos ‚Äď tudo ponto de apenas refer√™ncia ao real. Procuramos desesperadamente encontrar uma identidade pr√≥pria e a identidade do real. E se nos entendemos atrav√©s do s√≠mbolo √© porque temos os mesmos s√≠mbolos e a mesma experi√™ncia da coisa em si: mas a realidade n√£o tem sin√≥nimos.

Já então o pároco manifestava os primeiros sintomas do delírio senil que o levou a dizer, anos mais tarde, que provavelmente o diabo tinha ganho a rebelião contra Deus e que era aquele quem estava sentado no trono celeste sem revelar a sua verdadeira identidade para enganar os incautos.

A cidade n√£o √© apenas um espa√ßo f√≠sico mas uma foija de rela√ß√Ķes. √Č o centro de um tempo onde se fabricam e refabricam as identidades pr√≥prias.

Pornografia √© a destrui√ß√£o orquestrada de corpos e almas de mulheres; estupro, agress√£o, incesto, e prostitui√ß√£o a impulsionam; desumaniza√ß√£o e sadismo caracterizam-na; ela √© a guerra sobre as mulheres, viola√ß√Ķes em s√©rie na dignidade, identidade, e valor humano; ela √© tirania. Cada mulher que tem sobrevivido sabe da experi√™ncia de sua pr√≥pria vida que pornografia √© escravid√£o ‚ÄĒ a mulher presa na imagem usada sobre a mulher presa onde quer que ele tenha aprisionado ela.

Eu bato o port√£o sem fazer alarde Eu levo a carteira de identidade Uma saideira, muita saudade E a leve impress√£o de que j√° vou tarde

Toda dominação pessoal, psicológica, social e institucionalizada nessa terra pode ser remetida a uma mesma fonte original: as identidades fálicas dos homens.

O essencial da identidade de um homem do meu g√©nero reside precisamente no ¬ęque¬Ľ ele pensa e no ¬ęcomo¬Ľ pensa, n√£o no que faz ou sofre.

O amor pede identidade com diferença, o que é impossível já na lógica, quanto mais no mundo.

N√£o h√° pessoas simples, ningu√©m cabe dentro de uma explica√ß√£o f√°cil e r√°pida. Somos unidades vivas que se desenvolvem de forma progressiva. A nossa identidade √© um complexo equil√≠brio din√Ęmico entre perman√™ncia e mudan√ßa.

A verdade √© que n√≥s somos sempre n√£o uma mas v√°rias pessoas e deveria ser norma que a nossa assinatura acabasse sempre por n√£o conferir. Todos n√≥s convivemos com diversos eus, diversas pessoas reclamando a nossa identidade. O segredo √© permitir que as escolhas que a vida nos imp√Ķe n√£o nos obriguem a matar a nossa diversidade interior. O melhor nesta vida √© poder escolher, mas o mais triste √© ter mesmo que escolher.

A √ļnica coisa que torna poss√≠vel a identidade √© a aus√™ncia de mudan√ßa, mas ningu√©m acredita de facto que se seja semelhante √†quilo de que se lembra.

O escritor é um ser que deve estar aberto a viajar por outras experiências, outras culturas, outras vidas. Deve estar disponível para se negar a si mesmo. Porque só assim ele viaja entre identidades. E é isso que um escritor é Рum viajante de identidades, um contrabandista de almas. Não há escritor que não partilhe dessa condição: uma criatura de fronteira, alguém que vive junto à janela, essa janela que se abre para os territórios da interioridade.

Lá onde a identidade individual se apaga, não há nem punição nem recompensa.

A cultura é fundamental para a identidade de um povo, mas, se ela nos impede de nos colocarmos no lugar do outro e de pensarmos antes de reagir, torna-se escravizante.

O sadismo sexual efetiva a identidade masculina. Mulheres s√£o torturadas, chicoteadas, e acorrentadas; mulheres s√£o amarradas e amorda√ßadas, marcadas e queimadas, cortadas com facas e fios; mulheres s√£o urinadas e defecadas; agulhas em brasa s√£o cravadas nos peitos, ossos s√£o quebrados, retos s√£o rasgados, bocas s√£o devastadas, bocetas s√£o brutalmente caceteadas por p√™nis ap√≥s p√™nis, vibrador ap√≥s vibrador ‚ÄĒ e tudo isto para estabelecer no macho um sentido vi√°vel de seu valor pr√≥prio.