Cita√ß√Ķes sobre Magia

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Frases sobre magia, poemas sobre magia e outras cita√ß√Ķes sobre magia para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Eu sou um treinador, não sou o Harry Potter. Ele é um mágico, mas no mundo real não existe magia. A magia é ficção e o futebol é real.

Crianças, ficção é a verdade dentro da mentira, e a verdade desta ficção é bastante simples: a magia existe.

Namoro II

Ai se eu disser que as tremuras
Me d√£o nas pernas, e as loucuras
Fazem esquecer-me dos prantos
Pensar em juras

Ai se eu disser que foi feitiço
Que fez na saia dar ventania
Mostrar-me coisas t√£o belas
Ter fantasia
E sonhar com aquele encontro
Sonhar que n√£o diz que n√£o

Tem um jeito de senhora
E um olhar desmascarado
De céu negro ou céu estrelado, ou Sol
Daquele que a gente sabe.
O seu balanço gingado
Tem os mistérios do mar
E a certeza do caminho certo
que tem a estrela polar.

Não sei se faça convite
E se quebre a tradição
Ou se lhe mande uma carta
Como ouvi numa canção
Só sei que o calor aperta
E ainda n√£o estamos no ver√£o.

Quanto mais o tempo passa
Mais me afasto da raz√£o
E ela insiste no passeio à tarde
Em tom de provocação
Até que num dia feriado
P’ra curtir a solid√£o
Fui consumir as tristezas
P’r√≥ baile do Sr. Jo√£o

N√£o sei se foi por magia
Ou seria maldição
Dei por mim rodopiando
Bem no meio do sal√£o
Acabei no tal convite
Em jeito de confiss√£o
E a resposta foi t√£o doce
Que a beijei com emoção
Só que a malta não gritou
Como ouvi numa canção

Trazer a Paix√£o de Volta

Se te encontras numa rela√ß√£o, e parto do princ√≠pio que se l√° est√°s √© porque ainda a queres, a √ļnica via para trazeres a paix√£o de volta ao seio do vosso quotidiano passa por romp√™-lo. Sim, acabar com os h√°bitos, com as rotinas doentias e enfadonhas e com tudo aquilo que est√°, deem conta ou n√£o, a acabar convosco e a consumir-vos lentamente. Daqui a pouco, se √© que j√° n√£o se encontram nesse estado, j√° nem podem olhar um para o outro, ouvir-se, cheirar-se e muito menos tocar-se e, por incr√≠vel que pare√ßa, nada disto significa que o amor tenha desaparecido. O que se escafedeu foi mesmo a paix√£o, a ponte que passa por cima de todas as diferen√ßas, conflitos e afins. Uma noite de sexo ou uma conchinha ao dormir, por exemplo, conseguem salvar a turbul√™ncia de uma semana inteira. √Č a magia dos sentidos.

Portanto, e retomando a nossa conversa, se queres despertar novamente o fogo entre ti e a pessoa com quem estás, não esperes mais pelo trágico e anunciado fim nem por uma eventual iniciativa que o outro possa tomar, agarra tu nas rédeas da tua vida e convida a pessoa para um jantar ou um outro programa qualquer num lugar diferente,

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Mensagem РMar Português

MAR PORTUGUÊS

Possessio Maris

I. O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, j√° n√£o separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

II. Horizonte

√ď mar anterior a n√≥s, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
’Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da long√≠nqua costa ‚ÄĒ
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em √°rvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, h√° aves,

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O Belo é Necessário

Neste mundo o lindo √© necess√°rio. H√° mui poucas fun√ß√Ķes t√£o importantes como esta de ser encantadora. Que desespero na floresta se n√£o houvesse o colibri! Exalar alegrias, irradiar venturas, possuir no meio das coisas sombrias uma transmuda√ß√£o de luz, ser o dourado do destino, a harmonia, a gentileza, a gra√ßa, √© favorecer-te. A beleza basta ser bela para fazer bem. H√° criatura que tem consigo a magia de fascinar tudo quanto a rodeia; √†s vezes nem ela mesmo o sabe, e √© quando o prest√≠gio √© mais poderoso; a sua presen√ßa ilumina, o seu contato aquece; se ela passa, ficas contente; se p√°ra, √©s feliz; contempl√°-la √© viver; √© a aurora com figura humana; n√£o faz nada, nada que n√£o seja estar presente, e √© quanto basta para edenizar o lar dom√©stico; de todos os poros sai-lhe um para√≠so; √© um √™xtase que ela distribui aos outros, sem mais trabalho que o de respirar ao p√© deles. Ter um sorriso que – ningu√©m sabe a raz√£o – diminui o peso da cadeia enorme arrastada em comum por todos os viventes, que queres que te diga? √© divino.

Captar a Essência

Para perceberes tudo o que existe para lá do óbvio, é necessário estares atento aos sinais e que te permitas sentir para lá do normal. E isso só é possível se te alienares da matemática da mente e da racionalidade do que vês e do que ouves.

Conhe√ßo perfeitamente a magia de saber ouvir a intui√ß√£o. E sim, refiro-me a magia porque √© necess√°rio alienarmo-nos do vis√≠vel para lhe termos acesso. Quem apenas se limita a acreditar no que v√™, nunca lhe achar√° sentido. A interpreta√ß√£o do que acontece √† nossa volta tem m√ļltiplas faces, por√©m existe uma ou outra que nos transcende para outros patamares de entendimento. Na vida tudo acontece ao mesmo tempo e com as mais variadas pessoas, no entanto podemos captar a ess√™ncia do que verdadeiramente acontece e que n√£o √© vis√≠vel se estivermos despertos. E estar desperto √© estar consciente, atento ao mais pequeno sinal que a vida ou os outros nos d√£o.

As maiores oportunidades, assim como as grandes tomadas de consciência, nascem dessa ligação ao invisível, dessa passagem para lá do óbvio. As peças encaixam-se quando transcendes a matriz do que te foi ensinado para o mundo daquilo que é sentido.

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A Realidade do Amor

Que sempre existam almas para as quais o amor seja tamb√©m o contacto de duas poesias, a converg√™ncia de dois devaneios. O amor, enquanto amor, nunca termina de se exprimir e exprime-se tanto melhor quanto mais poeticamente √© sonhado. Os devaneios de duas almas solit√°rias preparam a magia de amar. Um realista da paix√£o ver√° a√≠ apenas f√≥rmulas evanescentes. Mas n√£o √© menos verdade que as grandes paix√Ķes se preparam em grandes devaneios. Mutilamos a realidade do amor quando a separamos de toda a sua irrealidade.

Sou Eu!

À minha ilustre camarada Laura haves

Pelos campos em fora, pelos combros,
Pelos montes que embalam a manh√£,
Largo os meus rubros sonhos de pag√£,
Enquanto as aves poisam nos meus ombros…

Em v√£o me sepultaram entre escombros
De catedrais duma escultura v√£!
Olha-me o loiro sol tonto de assombros,
as nuvens, a chorar, chamam-me irm√£!

Ecos long√≠nquos de ondas… de universos..
Ecos dum Mundo… dum distante Al√©m,
Donde eu trouxe a magia dos meus versos!

Sou eu! Sou eu! A que nas m√£os ansiosas
Prendeu da vida, assim como ninguém,
Os maus espinhos sem tocar nas rosas!

Se perderes a magia, perdes tudo. O que sobrar de ti n√£o chega nem para cumprimentar o teu vizinho.

O homem domina a natureza n√£o pela for√ßa, mas pela compreens√£o. √Č por isto que a ci√™ncia teve sucesso onde a magia fracassou: porque ela n√£o buscou um encantamento para lan√ßar sobre a natureza

Meditação

Às vezes, quando a noite vem caindo,
Tranquilamente, sossegadamente,
Encosto-me à janela e vou seguindo
A curva melancólica do Poente.

N√£o quero a luz acesa. Na penumbra,
Pensa-se mais e pensa-se melhor.
A luz magoa os olhos e deslumbra,
E eu quero ver em mim, ó meu amor!

Para fazer exame de consciência
Quero silêncio, paz, recolhimento
Pois só assim, durante a tua ausência,
Consigo libertar o pensamento.

Procuro ent√£o aniquilar em mim,
A nefasta influência que domina
Os meus nervos cansados; mas por fim,
Reconheço que amar-te é minha sina.

Longe de ti atrevo-me a pensar
Nesse estranho rigor que me acorrenta:
E tenho a sensação do alto mar,
Numa noite selvagem de tormenta.

Tens no olhar magias de profeta
Que sabe ler no c√©u, no mar, nas brasas…
Adivinhas… Serei a borboleta
Que vendo a luz deixa queimar as asas.

No entanto ‚ÄĒ v√™ l√° tu!‚ÄĒ Eu n√£o lamento
Esta vontade que se imp√Ķe √† minha…
Nem me revolto… cedo ao encantamento…
‚ÄĒ Escrava que n√£o soube ser Rainha!

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Na arte, a inspiração tem um toque de magia, porque é uma coisa absoluta, inexplicável. Não creio que venha de fora pra dentro, de forças sobrenaturais. Suponho que emerge do mais profundo eu da pessoa, do inconsciente individual, coletivo e cósmico.

Tu Dás-me Objectivos, Direcção e Felicidade

Eu estava √† procura na ci√™ncia da satisfa√ß√£o que o esfor√ßo da pesquisa e o momento da descoberta oferecem; eu nunca fui daquelas pessoas que n√£o aguentam o pensamento de terem desperdi√ßado a sua vida antes de terem conseguido escrever o seu nome na rocha pelo meio das ondas. Mas quando penso como √© que eu seria se n√£o te tivesse encontrado ‚Äď sem ambi√ß√£o, sem saber desfrutar os pequenos prazeres da vida, sem qualquer fasc√≠nio pela magia do ouro, e ao mesmo tempo dotado de uma intelig√™ncia moderada e sem quaisquer meios materiais ‚Äď iria sentir-me muito miser√°vel e entraria em decl√≠nio. Tu d√°s-me n√£o apenas objectivos e direc√ß√£o, mas tamb√©m tanta felicidade, que nunca poderia sentir-me insatisfeito com o presente infortunado que vivo neste momento; tu d√°s-me esperan√ßa e a certeza do sucesso. Eu sabia-o mesmo antes de tu me amares e sei-o agora que tu me amas, e √© gra√ßas a ti que me tornei um homem auto-confiante e corajoso.

Uma Obediência Passiva

O homem, bobo da sua aspira√ß√£o, sombra chinesa da sua √Ęnsia in√ļtil, segue, revoltado e ign√≥bil, servo das mesmas leis qu√≠micas, no rodar imperturb√°vel da Terra, implacavelmente em torno a um astro amarelo, sem esperan√ßa, sem sossego, sem outro conforto que o abafo das suas ilus√Ķes da realidade e a realidade das suas ilus√Ķes. Governa estados, institui leis, levanta guerras; deixa de si mem√≥rias de batalhas, versos, est√°tuas e edif√≠cios. A Terra esfriar√° sem que isso valha. Estranho a isso, estranho desde a nascen√ßa, o soI um dia, se alumiou, deixar√° de alumiar; se deu vida, dar√° a si a morte. Outros sistemas de astros e de sat√©lites dar√£o porventura novas humanidades; outras esp√©cies de eternidades fingidas alimentar√£o almas de outra esp√©cie; outras cren√ßas passar√£o em corredores long√≠nquos da realidade m√ļltipla. Cristos outros subir√£o em v√£o a novas cruzes. Novas seitas secretas ter√£o na m√£o os segredos da magia ou da Cabala. E essa magia ser√° outra, e essa Cabala diferente. S√≥ uma obedi√™ncia passiva, sem revoltas nem sorrisos, t√£o escrava como a revolta, √© o sistema espiritual adequado √† exterioridade absoluta da nossa vida serva.

√Ālvaro de

Toda a Realidade é Redutora

Viajar n√£o √© realizar o imagin√°rio que nos excita antes da viagem mas sim extermin√°-lo. O deslumbramento √© do que se imagina e n√£o do que realizou esse imaginar. N√≥s pensamos numa terra long√≠nqua e confusamente admitimos que essa dist√Ęncia √© sens√≠vel quando l√° estivermos. Ora quando l√° estivermos h√° o real que desmistifica o imagin√°rio, h√° o l√°, como aqui, num s√≠tio limitado por um horizonte totalmente presente e n√£o tocado da aus√™ncia que havia na imagina√ß√£o. Mesmo os seus elementos caracter√≠sticos que tiver, uma vez realizados, perdem a magia na sua realiza√ß√£o. Eis porque precisamos √†s vezes de rever num mapa a sua localiza√ß√£o para de algum modo lhe restaurarmos a dist√£ncia. Tudo se solidifica na concretiza√ß√£o do real, tudo se desvanece a√≠ da sua figura√ß√£o. A grande for√ßa do real √© a do que est√° para l√° dele, porque toda a realidade √© redutora.