Passagens sobre Defini√ß√Ķes

92 resultados
Frases sobre defini√ß√Ķes, poemas sobre defini√ß√Ķes e outras passagens sobre defini√ß√Ķes para ler e compartilhar. Leia as melhores cita√ß√Ķes em Poetris.

Sucesso: toda a gente tem uma ideia do que significa, mas uma definição exacta é impossível.

Definição do Amor

“Amor √© fogo que arde sem se ver
é ferida que doi e não se sente
é um contentamento descontente
√© dor que desatina sem doer”
(Cam√Ķes)

Que o poeta de todos os poetas
me conceda boa estrela
que a estrela de todos os astros
me premeie na lapela
prémios de honor
prefiro os muitos
oferecidos pelas m√£os do amor
coroando o amor e seus heterónimos
nem vão caber nos Jerónimos

Amores anónimos não há
e assim foi pela madrugada
mesmo que seja um “assim fosse”
vou nomear-te namorada
ninguém já soube o que é o amor
se o amor é aquilo que ninguém viu
uma cor que fugiu
de um pano leve
e pairou serena e breve
no ar
(Pousa agora, borboleta
na pena deste poeta:)

√Č uma cor que d√° na vida
o amor
é uma luz que dá na cor
√Č uma cor que d√° na vida
o amor
é uma luz que dá na cor
mas é uma batalha perdida
que se trava com ardor
é uma cor que dá na vida
o amor
dor que desatina sem doer

Se devagar se vai ao longe
devagar te quero perto
mesmo que o que arde nunca cure
vou beijar-te a sol aberto
é já dos livros que o instante
se parece tanto com a eternidade
e que o amor,

Continue lendo…

Estamos numa situação em que uma democracia que, segundo a definição antiga, é o governo do povo, para o povo e pelo povo, nessa democracia precisamente está ausente o povo.

Nesta sociedade, a norma da masculinidade é agressão fálica. Sexualidade masculina é, por definição, intensamente e rigidamente fálica. A identidade de um homem é situada na sua concepção de si mesmo como o possuidor de um falo; o valor de um homem é localizado no orgulho dele em identidade fálica. A característica principal da identidade fálica é que o valor é inteiramente contingente na posse de um falo. Já que os homens não têm nenhum outro critério de valor, nenhuma outra noção de identidade, aquelas que não possuem falos não são reconhecidas como completamente humanas.

Nenhum Amor é Menos Ridículo que Outro

Temos, pois, que ao amor corresponde o am√°vel, e que este √© inexplic√°vel. Concebe-se a coisa, mas dela n√£o se pode dar raz√£o; assim tamb√©m √© que de maneira incompreens√≠vel o amor se apodera da sua presa. Se, de tempos a tempos, os homens ca√≠ssem por terra e morressem subitamente, ou entrassem em convuls√Ķes violentas mas inexplic√°veis, quem √© que n√£o sofreria a ang√ļstia? No entanto, √© assim que o amor interv√©m na vida, com a diferen√ßa de que ningu√©m receia por isso, visto que os amantes encaram tal acontecimento como se esperassem a suprema felicidade. Ningu√©m receia por isso, toda a gente ri afinal, porque o tr√°gico e o c√≥mico est√£o em perp√©tua correspond√™ncia. Conversais hoje com um homem; parece-vos que ele se encontra em estado normal; mas amanh√£ ouvi-lo-eis falar uma linguagem metaf√≥rica, v√™-lo-eis exprimir-se com gestos muito singulares: √© sabido, est√° apaixonado. Se o amor tivesse por express√£o equivalente ¬ęamar qualquer pessoa, a primeira que se encontra¬Ľ, compreender-se-ia a impossibilidade de apresentar melhor defini√ß√£o; mas j√° que a f√≥rmula √© muito diferente, ¬ęamar uma s√≥ pessoa, a √ļnica no mundo¬Ľ, parece que tal acto de diferencia√ß√£o deve provir de motivos profundos.
Sim, deve necessariamente implicar uma dial√©tica de raz√Ķes,

Continue lendo…

Se eu a formulasse, a minha defini√ß√£o de obra de arte seria: ‘Uma obra de arte √© um √Ęngulo da cria√ß√£o vista atrav√©s de um temperamento’.

A Lamenta√ß√£o √© Completamente In√ļtil

N√£o h√° d√ļvida de que √© in√ļtil e prejudicial lamentarmo-nos perante o mundo. Resta saber se n√£o √© igualmente in√ļtil e prejudicial lamentarmo-nos perante n√≥s pr√≥prios. Evidentemente. De facto, ningu√©m se lamentar√° perante si pr√≥prio, a fim de se incitar √† piedade, o que nada significaria, dado que a piedade √©, por defini√ß√£o, o voluptuso encontro de dois esp√≠ritos. Para qu√™, ent√£o? N√£o para obter favores, porque o √ļnico favor que um esp√≠rito pode fazer a si pr√≥prio √© conceder-se indulg√™ncia, e toda a gente percebe quanto √© prejudicial que a vontade seja indulgente para com a sua pr√≥pria e lament√°vel fraqueza.
Resta a hipótese de o fazermos para extrair verdades do nosso coração amolecido pela ternura. Mas a experiência ensina que as verdades surgem apenas em virtude de uma pacata e severa busca, que surpreende a consciência numa atitude inesperada e a vê, como de um filme que parasse de repente, estupefacta, mas não emocionada.
Basta, portanto.

Toda a Ideia Geral é Puramente Intelectual

As ideias gerais s√≥ se podem introduzir na esp√©cie com o aux√≠lio das palavras, e o entendimento n√£o as apreende sen√£o por meio das proposi√ß√Ķes. √Č uma das raz√Ķes por que os animais n√£o poderiam formar tais ideias, nem jamais adquirir a perfectibilidade que delas depende. Quando um macaco vai, sem hesitar, de uma noz a outra, julga-se que tenha a ideia geral dessa esp√©cie de fruta e que compare o seu arqu√©tipo a esses dois indiv√≠duos? N√£o, sem d√ļvida; mas, a vista de uma dessas nozes lembra √† sua mem√≥ria as sensa√ß√Ķes que recebeu da outra, e os seus olhos, modificados de certa maneira, anunciam ao seu gosto a modifica√ß√£o que vai receber. Toda a ideia geral √© puramente intelectual; por pouco que a imagina√ß√£o tome parte nela, a ideia torna-se, logo, particular.
Procurai traçar a imagem de uma árvore em geral, e jamais o conseguireis; contra a vossa vontade, é preciso vê-la grande ou pequena, desgalhada ou em copa, clara ou escura; e, se dependesse de vós não ver senão o que se acha em toda a árvore, essa imagem não se pareceria mais com uma árvore. Os seres puramente abstractos vêem-se do mesmo modo, ou não se concebem senão por meio do discurso.

Continue lendo…

A Pluralidade Humana

A pluridade humana, condi√ß√£o b√°sica da ac√ß√£o e do discurso, tem o duplo aspecto da igualdade e diferen√ßa. Se n√£o fossem iguais, os homens seriam incapazes de compreender-se entre si e aos seus antepassados, ou de fazer planos para o futuro e prever as necessidades das gera√ß√Ķes vindouras. Se n√£o fossem diferentes, se cada ser humano n√£o diferisse de todos os que existiram, existem ou vir√£o a existir, os homens n√£o precisariam do discurso ou da ac√ß√£o para se fazerem entender. Com simples sinais e sons poderiam comunicar as suas necessidades imediatas e id√™nticas.
Ser diferente n√£o equivale a ser outro – ou seja, n√£o equivale a possuir essa curiosa qualidade de ¬ęalteridade¬Ľ, comum a tudo o que existe e que, para a filosofia medieval, √© uma das quatro caracter√≠sticas b√°sicas e universais que transcendem todas as qualidades particulares. A alteridade √©, sem d√ļvida, um aspecto importante da pluralidade; √© a raz√£o pela qual todas as nossas defini√ß√Ķes s√£o distin√ß√Ķes e o motivo pelo qual n√£o podemos dizer o que uma coisa √© sem a distinguir de outra.
Na sua forma mais abstracta, a alteridade est√° apenas presente na mera multiplica√ß√£o de objectos inorg√Ęnicos, ao passo que toda a vida org√Ęnica j√° exibe varia√ß√Ķes e diferen√ßas,

Continue lendo…

Eu queria que no meu modo de te fixar para mim mesmo nada tivesse recortes e defini√ß√Ķes: tudo se entremoveria num moto circular.

Imenso amor? Imenso amor, paix√£o, violenta acrescentando que talvez a defini√ß√£o j√° n√£o coubesse bem ao atual sentimento da pessoa. Agora era uma adora√ß√£o quieta e calada…

Entendo porque as pessoas pensam que somos gays. Não há uma definição em nossa cultura para este tipo de vínculo entre as mulheres. Então eu me pergunto por que as pessoas têm de gravar isso: Como vocês podem ser tão próximas sem ter um relacionamento sexual?.

Sem dar uma definição da consciência que seria menos clara do que ela, posso caracterizá-la pelo seu traço mais aparente: consciência significa memória, antes de mais nada.

Sucesso é Realização

O sucesso é a realização de qualquer coisa valiosa para si. Pode ser a paz de espírito e felicidade; união no lar e na família; o gosto pelo trabalho; independência financeira; alegria e satisfação por servir os outros; o desenvolvimento das forças construtivas inerentes ao homem; amar a vida e sentir-se satisfeito com o seu carácter, os seus ideais e os trabalhos realizados.
¬ęTalvez ainda se n√£o tivesse encontrado uma defini√ß√£o de sucesso aplic√°vel a todas as pessoas¬Ľ – escreveu Zu Tavern – ¬ęCada um de n√≥s tem a sua ideia pessoal de sucesso, e essa mesma ideia vai-se modificando com a passagem do tempo. Para alguns, sucesso √© igual a fama; para outros, riqueza em dinheiro; para outros ainda, apenas amor e felicidade.¬Ľ
√Č uma lei da natureza humana realizar, ganjear respeito, ser um trabalhador e construtor activo, deixar o mundo um pouco melhor que o encontrado. O homem foi feito para realizar. A maior satisfa√ß√£o da vida prov√©m da realiza√ß√£o. Isto prova-se pela sua estrutura f√≠sica, mental e moral.
Quando faz qualquer coisa – para os outros ou para o seu pr√≥prio bem – √© feliz e sente-se √ļtil.
O desejo de realizar nasce connosco.

Continue lendo…

Os Interesses na Actividade Política

Os jornais feitos com os pol√≠ticos criam nos seus meios restritos um estado de sobreexcita√ß√£o doentia que cada qual julga partilhado por todos os outros, e da√≠ vem que dum canto da capital, por defini√ß√£o a cabe√ßa do pa√≠s, o mais reduzido grupo partid√°rio convictamente julga falar em nome da Na√ß√£o. Mas h√° interesses mais directos e palp√°veis em jogo na actividade pol√≠tica, e o que √© pior √© que √† medida que o poder se corrompe e que o interesse colectivo √© sacrificado a interesses individuais, ao mundo pol√≠tico que espera e provoca as muta√ß√Ķes governativas, junta-se o outro mundo √°vido dos neg√≥cios. Na alta finan√ßa, nos bancos, no com√©rcio de especula√ß√£o nos grandes empreiteiros, entre os grandes fornecedores, mesmo no campo da produ√ß√£o propriamente dita, em ramos cuja vida depende em grande parte de actos governativos, existem j√° numerosos indiv√≠duos a interessar-se activamente pela pol√≠tica dos partidos. A influ√™ncia corrosiva da sua ac√ß√£o traz mais duma dificuldade grave √† governa√ß√£o p√ļblica.

Valoriza-se mais o Ter que o Ser

A primeira fase da domina√ß√£o da economia sobre a vida social levou, na defini√ß√£o de toda a realiza√ß√£o humana, a uma evidente degrada√ß√£o do ser em ter. A fase presente da ocupa√ß√£o total da vida social em busca da acumula√ß√£o de resultados econ√≥micos conduz a uma busca generalizada do ter e do parecer, de forma que todo o ¬ęter¬Ľ efectivo perde o seu prest√≠gio imediato e a sua fun√ß√£o √ļltima. Assim, toda a realidade individual tornou-se social e directamente dependente do poderio social obtido.

(…) O espect√°culo √© o herdeiro de toda a fraqueza do projecto filos√≥fico ocidental, que foi uma compreens√£o da actividade dominada pelas categorias do ver; assim como se baseia no incessante alargamento da racionalidade t√©cnica precisa, proveniente deste pensamento. Ele n√£o realiza a filosofia, ele filosofa a realidade. √Č a vida concreta de todos que se degradou em universo especulativo.
A filosofia, enquanto poder do pensamento separado, e pensamento do poder separado, nunca pode por si própria superar a teologia. O espectáculo é a reconstrução material da ilusão religiosa. A técnica espectacular não dissipou as nuvens religiosas onde os homens tinham colocado os seus próprios poderes desligados de si: ela ligou-os somente a uma base terrestre.

Continue lendo…

Definição do místico: aquele que possui muita, excessiva, felicidade e que procura uma linguagem para essa felicidade, de modo a poder reparti-la com os outros.

Valem Mais as Vidas do que os Livros

Defende Cleantes a opini√£o de que em nada nos interessam as ideias dos homens e que acima de tudo devemos p√īr o seu car√°cter, a honestidade e a firmeza, a independ√™ncia e a lisura do seu procedimento. Se de pol√≠tica tratamos, Cleantes, que, por defini√ß√£o, √© honesto, sentir-se-√° muito bem representado ou muito bem governado n√£o por aquele que, incluindo nos seus programas de elei√ß√£o ou nas suas declara√ß√Ķes ideias que perfeitamente se harmonizam com as dele, depois aparece apenas como um membro de toda a ra√ßa infinita dos que sobem por fora, mas por aquele que, tendo-o porventua irritado com a sua maneira de pensar, em seguida vem habitar a ilha min√ļscula dos que sobem por dentro. Se de dois candidatos que se apresentam, um est√° no partido contr√°rio ao nosso mas √© um honesto, seguro cidad√£o, e o outro se proclama correligion√°rio, mas nos deixa d√ļvidas sobre a integridade moral, diz Cleantes que ningu√©m deve hesitar: o nosso voto deve ir para o que d√° garantias de uma fiscaliza√ß√£o s√©ria dos neg√≥cios e n√£o deixar√° que se maltrate a Justi√ßa. Sobretudo se formos moralistas, isto √©, se acreditarmos que o mundo se salvar√° pela moral; e, como cumpre a moralistas,

Continue lendo…

Sou, em absoluto, contra a pena de morte. Decide-se que um homem falhou definitivamente. Mas quem tem o direito de dizer que um homem falhou assim? Ningu√©m! A mais bela defini√ß√£o de Homem ‚Äď a de Rousseau ‚Äď √© que ele √© um ser perfect√≠vel, capaz, pela sua pr√≥pria natureza, de se aperfei√ßoar sempre, por mais nefasto que tenha sido o seu passado. Al√©m disso, o homem tem direitos naturais que ningu√©m pode retirar. E o direito b√°sico, primeiro, √© o direito √† vida. Digo mesmo que n√£o h√° uma democracia real onde h√° pena de morte, onde o Estado assassina, legalmente, cidad√£os.