Cita√ß√Ķes sobre Preserva√ß√£o

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√Č o conte√ļdo m√≠tico, ou melhor simb√≥lico, das tradi√ß√Ķes religiosas que √© prov√°vel que provoque conflitos com a ci√™ncia. Isto ocorre sempre que esta reserva de ideias religiosas contenha afirma√ß√Ķes dogm√°ticas sobre assuntos que pertencem ao dom√≠nio da ci√™ncia. Logo, √© de import√Ęncia vital para a preserva√ß√£o da verdadeira religi√£o que esses conflitos sejam evitados quando derivem de assuntos que n√£o s√£o, de facto, realmente importantes na procura dos fins religiosos.

Aqueles que amam a vida não lêem. Nem sequer vão ao cinema, na realidade. Independentemente de tudo o que possa ser dito, o acesso ao universo artístico é mais ou menos inteiramente a preservação daqueles que estão um pouco fartos do mundo.

O Efeito da Reputação

Tudo o que nos proporciona uma certa eleva√ß√£o em rela√ß√£o aos outros porque nos torna mais perfeitos, como, por exemplo, a ci√™ncia e a virtude, ou porque nos confere uma certa autoridade sobre eles tornando-nos mais poderosos, como as honras e as riquezas, parece fazer-nos independentes em certa medida. Todos os que est√£o abaixo de n√≥s nos temem e reverenciam; est√£o sempre prontos a fazer o que nos agrada para a nossa preserva√ß√£o, e n√£o ousam prejudicar-nos ou resistir aos nossos desejos. […] A reputa√ß√£o de ser rico, culto e virtuoso produz na imagina√ß√£o daqueles que nos cercam ou dos que nos s√£o mais √≠ntimos disposi√ß√Ķes de esp√≠rito que s√£o muito vantajosas para n√≥s. Ela deixa-os prostrados aos nossos p√©s; instiga-os a nos agradar; inspira neles todos os impulsos que tendem √† preserva√ß√£o da nossa pessoa e ao aumento da nossa grandeza. Assim, os homens preservam a sua reputa√ß√£o tanto quanto necess√°rio a fim de viver confortavelmente neste mundo.

Dicion√°rio, n√£o √©s tumba, sepulcro, caix√£o, t√ļmulo, mausol√©u, √©s sen√£o preserva√ß√£o, fogo escondido, planta√ß√£o de rubis, perpetua√ß√£o viva da ess√™ncia, celeiro do idioma.

O Progresso Contínuo do Passado

N√£o existe […] mat√©ria mais resistente nem mais substancial (o tempo). Porque a nossa dura√ß√£o n√£o √© apenas um instante a seguir ao outro; se fosse, nunca haveria mais nada al√©m do presente – nenhum prolongamento do passado na actualidade, nenhuma evolu√ß√£o, nenhuma dura√ß√£o concreta. A dura√ß√£o √© o progresso cont√≠nuo do passado que morde o futuro e vai inchando √† medida que avan√ßa. E, como o passado cresce sem parar, n√£o h√° nenhum limite √† sua preserva√ß√£o. A mem√≥ria […] n√£o √© uma faculdade de arrumar recorda√ß√Ķes numa gaveta, ou de inscrev√™-las num registo […] Na realidade, o passado preserva-se a si mesmo, automaticamente. Provavelmente acompanha-nos na sua totalidade a cada instante […]

Para cada pessoa existe uma ocupa√ß√£o ideal. Aquele que se empenha ao m√°ximo no momento presente, acaba descobrindo a ocupa√ß√£o ideal para si. Apesar de n√£o ter estudo especializado, empenhei-me ao m√°ximo na vida de empregado de uma firma e cheguei ao ‚Äėmodo de vida da Seicho-No-Ie’; empenhando-me ao m√°ximo na luta contra in√ļmeras enfermidades, cheguei ao ‚Äėm√©todo de preserva√ß√£o da sa√ļde da Seicho-No-Ie’; e vivenciando longas horas de trabalho √°rduo, cheguei √† ‚Äėteoria econ√īmica da Seicho-No-Ie‚Äô que h√° de salvar a humanidade das dificuldades econ√īmico-financeiras. Conseguimos encontrar naturalmente a ocupa√ß√£o ideal, quando nos empenhamos ao m√°ximo no momento presente, vivenciando e analisando em profundidade todos os fatos, e apreendendo o sentido de tudo, at√© mesmo das coisas que parecem insignificantes.

Ciumento: indevidamente preocupado com a preservação daquilo que só pode ser perdido se não valer a pena ser mantido.

O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo. Outras, acho que estou entre elas, aprendem a conviver com ele e o encaram não de forma negativa, mas como um sentimento de auto preservação.

N√£o se encontra ningu√©m que se queira dividir sua riqueza, mas a vida √© distribu√≠da entre muitos! Alguns s√£o econ√īmicos na preserva√ß√£o de seu patrim√īnio, mas desperdi√ßam o tempo, a √ļnica coisa que justificaria a avareza.

O Amor como Factor Civilizador

As provas da psican√°lise demonstram que quase toda rela√ß√£o emocional √≠ntima entre duas pessoas que perdura por certo tempo ‚ÄĒ casamento, amizade, as rela√ß√Ķes entre pais e filhos ‚ÄĒ cont√©m um sedimento de sentimentos de avers√£o e hostilidade, o qual s√≥ escapa √† percep√ß√£o em consequ√™ncia da repress√£o. Isso acha-se menos disfar√ßado nas alterca√ß√Ķes comuns entre s√≥cios comerciais ou nos resmungos de um subordinado em rela√ß√£o ao seu superior. A mesma coisa acontece quando os homens se re√ļnem em unidades maiores. Cada vez que duas fam√≠lias se vinculam por matrim√≥nio, cada uma delas se julga superior ou de melhor nascimento do que a outra. De duas cidades vizinhas, cada uma √© a mais ciumenta rival da outra; cada pequeno cant√£o encara os outros com desprezo. Ra√ßas estreitamente aparentadas mant√™m-se a certa dist√Ęncia uma da outra: o alem√£o do sul n√£o pode suportar o alem√£o setentrional, o ingl√™s lan√ßa todo tipo de cal√ļnias sobre o escoc√™s, o espanhol despreza o portugu√™s. N√£o ficamos mais espantados que diferen√ßas maiores conduzam a uma repugn√Ęncia quase insuper√°vel, tal como a que o povo gaul√™s sente pelo alem√£o, o ariano pelo semita.
Quando essa hostilidade se dirige contra pessoas que de outra maneira s√£o amadas,

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